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Início das chuvas requer suplementação mineral

O início das chuvas melhora sensivelmente o percentual de proteína do pasto, mas os animais precisam da suplementação de proteína, energia, água, macro e micro minerais.

Com o final do período seco, as chuvas fazem com que o capim amarelado fique verde novamente. Não é só a cor que muda em pastos bem manejados: o valor nutritivo também já melhora bastante, favorecendo o processo de digestibilidade realizado pela microbiota ruminal. Para que a atividade do rúmen seja adequada, esse órgão digestivo depende de bactérias, fungos e protozoários, responsáveis por todo o processo de fermentação e digestão do material ingerido.

E para que os microorganismos possam fazer sua parte, é necessário que a matéria seca do pasto contenha, no mínimo, 7% de proteína. Embora o início do período chuvoso melhore sensivelmente o percentual de 3% a 5% de proteína da seca, os animais precisam ter supridas suas exigências nutricionais, que incluem proteína, energia, água, macro e micro minerais. E cada categoria tem necessidades específicas.

O médico veterinário Luiz Fabiano de Jesus, coordenador do departamento técnico da Matsuda em Cuiabá, MT, explica que para vacas, por exemplo, são necessários suplementos minerais com no mínimo 80 gramas do elemento fósforo por quilo; para recria, suplemento com  65 gramas de fósforo; e para engorda, um com no mínimo 45 gramas de fósforo. “Precisamos lembrar que além da concentração, o importante é saber qual a fonte de fosfato utilizada, pois fontes como a de fosfato bicálcico proporcionam maior biodisponibilidade e, conseqüentemente, melhores resultados”, diz o veterinário.

Segundo ele, alem do elemento fósforo, outros microminerais, como zinco, selênio, cobre, cobalto e manganês, que são de suma importância para o sistema imunológico, devem ser oferecidos em concentrações e condições ideais para que sejam absorvidos. O zinco e o selênio, por exemplo, atuam em estruturas como útero, ovários e testículos – fundamentais para a reprodução.

Dentre as categorias, a cria fêmea é a mais exigente em nutrientes. Ela necessita de suplementação mineral adequada porque, afinal, tem que disponibilizar 75% dos nutrientes ingeridos para a sua própria mantença e os outros 25% para ganhar peso, entrar em cio, emprenhar, gestar e, após o parto, ter condições de produzir leite para o desenvolvimento do bezerro. Para desempenhar suas atividades com eficiência, uma vaca necessita de fósforo na proporçao de 1% em relação ao seu peso vivo, ao ano, para a mantença; mais 1,8 gramas a cada litro de leite produzido e outros 10% dessas duas atividades para fazer reservas que serão disponibilizadas na reprodução.

O ideal é que os suplementos minerais contenham em sua formulação proteínas, fontes de nitrogênio em quantidades adequadas para o período das águas – que variam em torno de 2 a 5% de uréia – e uma fonte de energia.

Para absorver e aproveitar melhor os altos teores de proteína, energia e minerais que o pasto volta a oferecer, são necessários suplementos minerais para que a flora ruminal possa ser fortalecida e multiplicada com vigor. Outro aspecto importante é que, com a maior oferta de pastagens, a ingestão é maior e o metabolismo fisiológico da digestão aumenta sua atividade. Assim, aumenta também a exigência de macros e micros minerais e de suplementação com um pouco de energia e proteína, proporcionando maior e melhor conversão dessa proteína microbiana em carne ou leite.

Em 2009, o período da seca foi bem atípico em relação aos mesmos períodos de anos anteriores. Houve antecipação de chuvas em várias regiões do Brasil, principalmente nas regiões do Centro-Oeste. Grosso modo, o rebanho não foi tão afetado a ponto de comprometer o seu status nutricional. Mesmo assim, a proteína ficou abaixo do mínimo exigido (7% na matéria seca). “E se durante o período de pastagem seca os animais não foram suplementados com minerais proteinados, com fontes de proteínas vindas da uréia (nitrogênio não protéico), podem, sim, estar em condições nutricionais abaixo do ideal para a sua produtividade”, ressalta Luis Fabiano.

Existem várias ferramentas e produtos para evitar perdas causadas pela seca, como um planejamento nutricional correto que ofereça massa, mesmo que de baixa qualidade, embora com quantidade. Uma delas é a suplementação mineral protéica e energética, que permite manter, pelo menos, a condição corporal e ganhar tempo na produtividade dos animais na entrada do período das águas. Nessa época, dentre os nutrientes básicos exigidos pelos animais, a proteína diminui em torno de 50%; os minerais, perto de 50 a 70%, e a energia, por volta de 20 a 40%.

Portanto, os rebanhos que não foram suplementados com proteína e energia podem estar em condições corporais/nutricionais abaixo do esperado. É por isso que um dos grandes gargalos da pecuária nacional é justamente o período seco do ano, quando os animais vêm de uma condição corporal boa obtida nas águas e perde peso na seca – o chamado efeito “boi sanfona”.

“Acredito que, neste ano, na maioria das regiões do país, os rebanhos não tenham sofrido tanto com o período da seca. Isso porque as chuvas se adiantaram e proporcionaram o rebrote mais cedo do capim, disponibilizando maior quantidade de volumoso (capim), proteína e energia, além de melhor e mais ganho de peso”, diz Luis Fabiano.

A suplementação mineral protéica e energética permite a manutenção da condição corporal e o ganho de tempo na produtividade dos animais na entrada do período das águas

O veterinário recomenda que a suplementação seja oferecida de forma freqüente e à vontade, em cochos com metragens ideais para a categoria e tamanho do lote, com acesso bilateral, facilitado, e bem localizado em relação à aguada, com no máximo 300 metros entre um e outro. É preciso manter sempre o produto fresco no cocho para que os animais consumam de forma a satisfazer as suas necessidades diárias, sem interrupção do fornecimento. E, como o maior volume de pastagens verdes ofertado aos animais, acelera o metabolismo da flora ruminal, há necessidade de melhores condições nutricionais em relação à proteína e energia. Um fato importante, segundo ele, é que quanto melhor estiverem nutridos os microorganismos, como bactérias, fungos e protozoários, maior será a capacidade fermentativa do material ingerido e a transformação em proteína microbiana.

“Como ponto de equilíbrio fisiológico ruminal, o ideal é trabalhar com suplementos minerais que contenham em sua formulação proteínas, fontes de nitrogênio em quantidades adequadas para o período das águas – que variam em torno de 2 a 5% de uréia – e uma fonte de energia. Isso para obter uma relação entre proteína e energia que favoreça o correto aproveitamento pela flora aumentando a capacidade de ingestão e digestão das fibras”, explica.

A Matsuda disponibiliza no mercado produtos que atendem a essas necessidades, como a linha Matsuda Top Line e a Linha Matsuda Phós Verão. Ambas contêm nutrientes específicos para atender as categorias de cria, recria e engorda. Oferecem macros e microminerais, proteína e energia, permitindo que os animais ingiram uma quantidade maior de matéria seca (pasto), com maior digestibilidade e aproveitamento dos nutrientes ingeridos. O consumo varia conforme as condições de pastagem, categoria, fase e tipo do produto.

A grande vantagem é que a conversão alimentar (a quantidade ingerida versus quantidade transformada em carne ou leite) se torna melhor, reduzindo o intervalo entre partos, o tempo de permanência do bezerro na recria e do boi para o abate. Com isso aumenta a relação @/hectare/ano produzida. “Por mais que a pastagem seja de boa qualidade, não disponibiliza minerais suficientes para suprir as necessidades do animal. Por isso ele demanda diariamente suplementos minerais no cocho, conseguindo assim ingerir  as quantidades necessárias desses minerais”, explica o veterinário. Por isso, o pecuarista que busca uma pecuária moderna, competitiva e rentável, deve fazer um planejamento nutricional que inclua a pastagem boa o ano todo e a oferta de suplementação mineral adequada. Afinal, produtividade se conquista com investimentos bem planejados e conduzidos com rigor”.

Cida de Oliveira

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One Comment

  1. ola, gostaria de entrar em contato com o luiz fabiani, ele é um amigo de infancia que ja faz muito tempo que não nos vemos, se possivel podem me enviar o seu email?
    obrigado….

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