Controle de ervas daninhas em pastagens deve ser feito com tecnologia, recomenda agrônomo
O uso inadequado da espécie forrageira e a taxa de semeadura incorreta são agentes que favorecem a propagação de plantas invasoras.
Para intensificar o uso das áreas de pastagens, os pecuaristas devem iniciar um processo de utilização de tecnologia dentro da propriedade rural, principalmente no que se refere a três aspectos básicos: nutrição, genética e sanidade do rebanho.
A recomendação é do Engenheiro Agrônomo MSc. Marcelo Ronaldo Villa, do Departamento Técnico Matsuda responsável pelo setor de sementes, para quem o investimento em nutrição “se torna ainda mais importante a partir do momento que verificamos que a grande virtude da pecuária nacional é a produção animal a pasto, o que nos torna mais competitivos internacionalmente. O problema é que grande parte de nossas pastagens (a Embrapa cita acima de 50%) encontram-se em algum nível de degradação”.
Além disso, ainda segundo o técnico, pastagens degradadas “possuem a produtividade comprometida o que dificulta a intensificação de seu uso e a busca de uma pecuária sustentável.”
Uma das dificuldades apontada pelo Engenheiro Agrônomo, para quem precisa recuperar as pastagens, “é a conscientização da necessidade da eliminação das plantas invasoras e também, o combate às práticas que levam à degradação de pastagens como uma tarefa cada vez mais urgente”. Marcelo Ronaldo Villa cita ainda dados da ONU – Organização das Nações Unidas, onde o mesmo hectare que produzia alimentos para quatro pessoas em 2000 terá que sustentar sete pessoas em 2050, “não somente porque a população mundial cresce em rítimo acelerado, mas porque é fundamental a preservação do meio ambiente para combater o aquecimento global e a própria degradação”.
Pastagens degradas facilitam o aparecimento de plantas invasoras.
Alguns fatores como o uso inadequado da espécie forrageira, a taxa de se-meadura incorreta, o superpastejo, a baixa fertilidade do solo e a qualidade da semente utilizada, são apontados pelo técnico da Matsuda como agentes que favorecem a propagação de plantas invasoras nas pastagens. Villa alerta que existem, ainda, “plantas invasoras que são tóxicas e podem causar morte de ani-mais, podendo o problema se agravar ainda mais, na época seca com a falta de alimento”. A maneira mais eficaz de economizar no combate às plantas invasoras é, segundo o técnico, “evitar sua proliferação e disseminação pela propriedade”.
Marcelo Ronaldo Villa aponta as medidas mais adequadas que previnem as infestações: “taxa de lotação adequada à área; divisão das pastagens com adoção do pastejo rotacionado; plantio de cultivares adaptadas às condições locais; consorciação de pastagens com leguminosas para melhor fertilidade do solo e também a produção e a qualidade da forragem produzida; manutenção do gado de compra no curral por 48 horas quando vier de áreas infestadas por ervas daninhas; uso de sementes de qualidade, livres de plantas daninhas; calagem e adubação da área para fortalecer as plantas forrageiras; limpeza de máquinas e implementos antes de seu uso na pastagem; e, ainda, interdição na fazenda de plantas ornamentais com potencial infestante”.
Ainda para Villa, os herbicidas “são úteis no combate às invasoras, mas devem ser aplicados com responsabilidade e cuidado, tanto com o meio ambiente quanto com a saúde das pessoas, seguindo sempre as orientações de um engenheiro agrônomo”.
Fonte: Activa Press Comunicação Integrada
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