Soluções Integradas para a Cadeia Produtiva do Leite e da Carne

Matsuda apresenta linha de suplementos para regiões de água dura ou salobra

Fernando Antônio Nunes Carvalho: “A água é o nutriente mais importante na dieta dos mamíferos”.


Existe uma crença popular de que os bovinos dessedentados com água “salobra” não precisam receber sal branco e outros minerais no cocho, pois esse tipo de água já é naturalmente salgada. Trata-se de um grande equívoco, que muito prejudica a pecuária de várias regiões brasileiras, pois a falta de suplementação mineral específica para tais condições gera sérias carências nutricionais, prejudicando o desempenho dos bovinos.

Por esse motivo o Grupo Matsuda está colocando no mercado oito novas formulações de suplementos minerais para bovinos, totalmente inovadoras e diferenciadas, desenvolvidas exclusivamente para atender pecuaristas que criam seus rebanhos em regiões de água dura ou salobra, dentro das linhas Chaco e Salobra, ambas para cria, recria e engorda, além do Matsuda Fós Litoral, que, como o nome já antecipa, é voltado para a região litorânea, onde o lençol freático, muitas vezes, pode ser “contaminado” pela água do mar.

Para o médico veterinário Fernando Antônio Nunes Carvalho, técnico da CATI e consultor da Matsuda, “a água é o nutriente mais importante na dieta dos mamíferos, fundamental para todos os processos vitais dos animais. Ela é fundamental para o equilíbrio hídrico celular, para a regulação da temperatura corporal e para a ingestão de matéria seca através da produção de saliva. Além disso, ela controla o apetite dos ruminantes pelos ciclos de ruminação que, ao ‘esvaziarem’ o rúmen, têm ação direta no ‘centro da fome’ no cérebro, que faz com que o animal tenha ou não vontade comer. Ela é importante também para a digestão, transporte e metabolismo de nutrientes (proteínas, açúcares, gorduras, vitaminas e minerais), entre outros benefícios”.

Ainda segundo o especialista, “a água é essencial para que o bovino tenha uma vida saudável e produtiva. A quantidade e a qualidade da água que lhe é ofertada é peça fundamental em qualquer sistema de produção, seja de gado de corte e de leite – especialmente fêmeas em lactação, para que o criador tenha sucesso”. Carvalho ressalta, porém, que “muitas vezes, infelizmente, esse nobre e essencial nutriente é esquecido ou negligenciado, causando perdas enormes aos criadores. Uma pecuária moderna não pode desconhecer o tipo de água, qualidade e quantidade, que os seus animais estão ingerindo”.

São oito novos produtos, desenvolvidos exclusivamente para atender pecuaristas que criam seus rebanhos em regiões de água dura ou salobra.

O Brasil dispõe de diversas regiões com grandes potenciais para uma pecuária pastoril moderna e altamente produtiva. Porém sofrem de forma “silenciosa” fortes limitações, devido justamente à presença de água salobra ou mesmo água pesada/dura, sendo essas as únicas fontes de água de consumo para os animais de produção daquelas regiões. A água chamada de salobra não contém altos teores de sal comum (cloreto de sódio) — como pensam muitos produtores — e sim cloreto de cálcio e magnésio. Esse composto químico torna-a pesada e aumenta fortemente sua salinidade (quantidade de diferentes sais e outras substâncias dissolvidas na água), dando-lhe um gosto salgado e induzindo o produtor a retirar o suplemento mineral do cocho, ou não se importar que a ingestão seja baixa ou mesmo muito baixa. A dureza da água afeta o consumo de suplemento mineral, já que a procura do bovino por sódio (nutriente normalmente usado para atraí-lo ao cocho), fica deprimida pela presença de sais de cálcio. Isso causa deficiências momentâneas ou mesmo permanentes de outros minerais essenciais como o fósforo, enxofre, zinco, cobre e cobalto, que podem tornar-se grandes fatores limitantes à produção. Ressalto, porém, que o efeito mais negativo da água dura é a irregularidade de consumo tanto de água como de suplemento mineral. Ora o animal reduz a ingestão do líquido; ora tem surtos explosivos de sede, que causam efeitos negativos na eficiência da fermentação ruminal e na capacidade de absorção de nutrientes no intestino delgado, especialmente micro minerais como o zinco, cobre e selênio.

Por esse motivo, o Grupo Matsuda desenvolveu essas linhas de produtos, focando o aumento na produtividade daquelas regiões, por meio da melhoria da eficiência e regularidade da suplementação mineral.

Características da água

Entende-se por dureza à baixa capacidade de precipitar sabões. Em termos práticos, isso quer dizer que não se consegue produzir espuma, ao lavar as mãos ou tomar banho. O nível de dureza da água é medida por seu teor de carbonato de cálcio (CaCO3), que, no Brasil, varia de 5 a 500 mg por litro. Para saber se a fonte hídrica de uma propriedade é dura, é preciso fazer a análise. Se ela apresentar de 0 a 75 mg de carbonato de cálcio por litro, será leve ou macia; de 75 a 150 mg/l, parcialmente dura; de 150 a 300 mg/l, dura, e acima desse valor, muito dura.

O aspecto físico-químico da água, segundo Nunes Carvalho, engloba sua dureza e salinidade, “que acreditamos afetar a produção zootécnica de milhões e milhões de ruminantes que são criados no Brasil em regiões de água dura (em diferentes graus) e de água salobra. Mas muitos técnicos e a grande maioria dos criadores não atentaram para essa situação com a devida atenção que merece”.

O veterinário explica que, desde a nascente até às zonas de captação, “a água atravessa diversos solos, dissolvendo pelo caminho muitos sais minerais:.Se a água atravessa um solo calcário, terá uma maior concentração de sais de cálcio e magnésio – é por isso designada de água dura. Ambientes “rochosos calcários” contêm calcita-carbonato de cálcio (CaCO3) e/ou dolomita-carbonato de cálcio/magnésio (Ca/MgCO3), presentes em solos ou rochas, que podem se dissolver ao entrarem em contato com água de certo grau ácido. Com uma concentração de 2,0 mgCO2/l é que inicia-se o processo de acidificação natural da água. Se a água atravessa um solo granítico ou basáltico, terá uma menor concentração de sais de cálcio e magnésio – é por isso designada de água macia”.

Referindo-se às condições do solo brasileiro, Carvalho explica que, no país, “geralmente as águas das serras são mais ácidas e leves e a dos vales mais alcalinas e duras. Águas mais profundas tendem a serem mais ricas em sais dissolvidos do que as águas superficiais, aumentando sua dureza. Como há sensíveis variações nas composições químicas das rochas por onde passam as águas, é de se esperar uma certa relação entre sua composição da água e das rochas preponderantes na área”.

Se o animal é criado em regiões de água dura, Carvalho destaca que “há experimentos que a correlacionam com a maior incidência de cálculos renais em bovinos (no Brasil, Austrália, Estados Unidos, Canadá e Inglaterra) e em ovinos (Austrália, Nova Zelândia e Inglaterra). Acredito que haja interferência negativa da água dura na absorção do zinco e de outros micronutrientes, como foi já comprovado em humanos, principalmente em crianças, pela Universidade de Purdue (USA) e do cobre, pelo CSIRO-DPI da Austrália. Além disso, causa sérios problemas no fornecimento de sódio, pois a dureza da água tem um efeito direto na ingestão de água pelo animal, tornando seu consumo muito irregular, ora com baixa ingestão por dias, seguida por uma grande ingestão, fora do normal, também por dias, formando ciclos de consumo irregulares de água que certamente afetam a ruminação, via produção de saliva. Esse inconveniente hídrico ao rúmen altera ainda a procura diária dos bovinos pelo suplemento mineral, já que sua procura por sódio fica deprimida pela presença de sais de cálcio”.

Novilhas Nelore com 24 meses de idade criadas em condições climáticas muito adversas, com pastos paupérrimos em valor nutricional, consumindo água salobra e dura, porém recebendo uma suplementação mineral protéica energética diferenciada, especialmente para regiões de água salobra. Em setembro de 2010 com uma seca muito forte, ainda assim elas mantinham boas condições corporais.

As mesmas novilhas em fevereiro de 2011 e que ganharam a pasto — com suplementação mineral diferenciada para regiões de água salobra/dura — em média 0,685 gramas de peso vivo por dia de setembro de 2010 até março de 2011. Por causa disso conseguiram aos 27 meses 73% de índice de prenhes.

Consumo irregular

Ainda segundo Nunes Carvalho, esse irregular consumo de minerais pelos bovinos “causa deficiências momentâneas ou mesmo permanentes de minerais essenciais como fósforo, enxofre, zinco, cobre e cobalto, que poderão tornar-se grandes fatores limitantes para a produção zootécnica de bovinos que são criados em regiões de água dura. Alta concentração de cloreto, de cloreto de cálcio e magnésio, caracteriza a ‘água dura’, resultando num aumento da salinidade, a popularmente chamada ‘água salobra’. Esta, por ser rica em cloretos de cálcio e cloretos de magnésio, torna a água dura, pesada e de gosto ‘salgado’, criando a cultura popular de que o gado não precisa receber cloreto de sódio e por tabela outros minerais, pois á água já é salgada”.

Carvalho adverte que esse conceito “é um grande engano, que muito prejudica a pecuária nas regiões de água dura e água salobra no Brasil. Essas regiões são inúmeras e onde vivem dezenas de milhões de animais, criados pasto e com suplementação mineral totalmente equivocada e insuficiente para suprir suas necessidades nutricionais”. O veterinário recomenda que, naquelas regiões, “devemos oferecer uma suplementação mineral diferenciada para os rebanhos quanto ao que atrai o animal procurar o cocho, já que ele não ‘sente necessidade de lamber sal’, embora precise e muito do sódio, que é carente naquelas regiões, além dos demais minerais essenciais como fósforo, zinco, cobre, selênio, enxofre e iodo.

Para é técnico, o controle de quanto o animal ingere e o que ele ingere por dia, “pode mudar radicalmente os índices reprodutivos e produtivos destes rebanhos”. E adverte os pecuaristas que possuem gado em regiões de água dura ou salobra, “para terem em mente que seus animais precisam de uma suplementação mineral totalmente diferenciada da tradicional”.

Na Fazenda El Amin , propriedade do médico cardiologista Nabih A El Aouar , em Carlos Chagas, no noroeste de Minas Gerais, a água é bastante dura e salobra. Historicamente, por décadas, apesar de não faltar sal no cocho, as vacas consumiam apenas 14 a 25 g de suplemento por cab/dia. Com o uso de uma formulação específica, passaram a comer 65-75 g/cab/dia. O número de bezerros por estação de monta aumentou mais de 55% a mortalidade de bezerros desmamados ficou abaixo de 1% devido padrão imunológico dos animais, que ficam menos suscetíveis a doenças, por receberem um colostro mais rico em células de defesa e em microminerais, como zinco, selênio, cobre e manganês. Essa melhoria se reflete no peso corrigido à desmama, com um aumento 14 %, devido à melhor nutrição mineral das vacas lactantes.

Falta pesquisa

Fernando Carvalho ressalta também que falta ainda muita pesquisa no Brasil sobre a criação de bovinos criados em regiões de água salobra e dura ou muito dura. Mas é enfático ao afirmar a certeza de que o consumo baixo e irregular de suplementos minerais  pelos ruminantes, devido á ingestão de água salobra ou dura/muito dura, “não é uma ‘benção’ como muitos acreditam e sim uma ‘maldição’, que provoca um gargalo enorme no desenvolvimento e implantação de uma pecuária moderna e eficiente em muitas e enormes regiões pastoris brasileiras”.

O Grupo Matsuda pesquisou e se preparou ao longo de muitos anos para fechar essas lacunas ainda presentes na nutrição da pecuária brasileira, apresentando agora produtos que irão atender todas as necessidades que envolvem os diversos sistemas de produção atual, atingindo desde a mais simples tecnologia adotada até os processos mais intensos de produção de carne e leite.

Fernando Nunes Carvalho orienta que, em função de tudo isso, “é importante que os pecuaristas façam análise da água e enviem ao departamento técnico da Nutrição Animal do Grupo Matsuda (nutrianimal@matsuda.com.br), para que os veterinários, ao estudarem a análise enviada, orientem qual seria o programa de suplementos minerais mais adequados aos animais para cada época do ano, visando uma melhor eficiência alimentar e, em conseqüência dessa melhoria nutricional, uma produtividade por rebanho /por área superior à realidade atual.

Produtos Matsuda para regiões de Água Dura ou Salobra:

FÓS CHACO PANTANAL

FÓS CHACO CRIA

FÓS CHACO RECRIA

FÓS CHACO ENGORDA

FÓS LITORAL

FÓS SALOBRA CRIA

FÓS SALOBRA RECRIA

FÓS SALOBRA ENGORDA

Linha de produtos Matsuda Fós Chaco – (Cria, Recria e Engorda):

- Matsuda Fós Chaco Cria: Suplemento Mineral pronto para uso, para fêmeas em qualquer idade reprodutiva (gestante ou não, com bezerros ao pé ou não, etc), também podendo ser utilizado na preparação de novilhas que irão entrar em estação de monta;

- Matsuda Fós Chaco Recria: Suplemento Mineral pronto para uso, para animais da desmama (07 meses) até seus 24 meses aproximadamente.

- Matsuda Fós Chaco Engorda: Suplemento Mineral pronto para uso, para animais em fase de engorda (maior ou igual 24 meses de idade).

Linha de produtos Matsuda Fós Salobra – (Cria, Recria e Engorda):

- Matsuda Fós Salobra Cria: Suplemento Mineral pronto para uso, para fêmeas em qualquer idade reprodutiva (gestante ou não, com bezerros ao pé ou não, etc), também podendo ser utilizado na preparação de novilhas que irão entrar em estação de monta;

- Matsuda Fós Salobra Recria: Suplemento Mineral pronto para uso, para animais da desmama (07 meses) até seus 24 meses aproximadamente.

- Matsuda Fós Salobra Engorda: Suplemento Mineral pronto para uso, para animais em fase de engorda (maior ou igual 24 meses de idade).

Matsuda Fós Litoral: Suplemento Mineral para Cria, Recria e Engorda, criados nas regiões litorâneas onde o lençol freático sofre influência direta da água do mar .

Todos os produtos dessas linhas são prontos para uso, devendo ser fornecidos aos animais puros e à vontade em cochos apropriados, com a função de mineralizar corretamente o rebanho, de maneira eficiente, corrigindo as deficiências de cada região, ajustando a nutrição de acordo com as características regionais e qualidade das fontes de água que cada região possui, assim visando aumentar a produtividade, o desempenho e índices zootécnico da pecuária brasileira.

Compartilhe :

Deixe um comentário

LEIA OUTRAS MATÉRIAS