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	<title>Boi a Pasto &#124; www.boiapasto.com.br</title>
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	<description>Soluções Integradas para a Cadeia Produtiva do Leite e da Carne</description>
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		<title>Desenvolver preservando para&#8230; preservar o desenvolver</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 15:13:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Marcos Fava Neves* O Código Florestal vem sendo discutido em muitas audiências há anos e foi finalmente aprovado pela sociedade, representada por seu Congresso. Muitos brasileiros e parte da imprensa aproveitaram o momento para contrapor a agricultura com o ambiente, gerando um grave dano à imagem da agricultura e promovendo a discórdia. O mais recente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/codigo-florestal-11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2454" title="codigo florestal 1" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/codigo-florestal-11.jpg" alt="" width="469" height="352" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em>Marcos Fava Neves*</em></p>
<p>O Código Florestal vem sendo discutido em muitas audiências há anos e foi finalmente aprovado pela sociedade, representada por seu Congresso. Muitos brasileiros e parte da imprensa aproveitaram o momento para contrapor a agricultura com o ambiente, gerando um grave dano à imagem da agricultura e promovendo a discórdia.</p>
<p>O mais recente caso, estimulador deste texto, é o debate editado pelo respeitável jornal Valor Econômico (04/05/12), consolidado por três jornalistas. Explicando ao leitor que não teve acesso ao conteúdo, é feita uma chamada na capa com o título “empresários defendem veto a Código Florestal” e a matéria é um debate de respeitáveis executivos e cientistas com trabalhos na área econômica, social e ambiental, advindos de uma Fundação de preservação de matas, uma empresa de cosméticos, de embalagens cartonadas, uma produtora de papel e uma telefônica, além de um cientista da USP.</p>
<p>Sintetizo minha análise em 4 blocos: as principais proposições vindas deste debate; os principais aprimoramentos necessários às visões; as contribuições à imprensa e as considerações finais.</p>
<p>Entre as principais proposições, temos interessantes ideias. Destacam-se as oportunidades que se abrem ao Brasil de liderar uma nova pauta da economia verde, do menor carbono, de certificações e pagamentos por serviços ambientais. Levantam a ideia de que é necessário produzir mais com menos recursos, reduzir as perdas  (estimadas em mais de 20% da produção) e acreditam que com gestão a produtividade pode aumentar. Temos que pensar 100 anos à frente.</p>
<p>Também aparece a importância de se recompor o orçamento da EMBRAPA e de outros órgãos de pesquisa, sair da clivagem “desenvolvimento x sustentabilidade” e “natureza x urbano”. Chamam a atenção para os gargalos de infraestrutura, para a necessidade de incentivos na correção do que foi feito de errado em desmatamento.</p>
<p>Utilizar a Amazônia como uma fonte de riquezas da biodiversidade lembrando-se do direito de pessoas que vivem nestas regiões terem atividades econômicas e desenvolvimento. Lembram também da necessidade de se votar medida provisória que dá acesso a patrimônio genético, a necessidade de se extrair mais renda da visitação das áreas preservadas, se recuperar mais as áreas degradadas e investir no turismo. Destacam-se também as iniciativas de criação dos corredores de biodiversidade entre áreas de reserva legal e APPs.</p>
<p>A segunda parte deste meu texto são os aprimoramentos de visão necessários, por aparecer, em alguns momentos, um desconhecimento do que é o agro brasileiro. Serão apresentadas aqui as frases colocadas no debate, em itálico, sendo algumas agrupadas, e as minhas observações logo após.</p>
<p>“&#8230;O código deixou o Brasil na era medieval&#8230;”, “&#8230;o texto que foi votado é terrível&#8230;”.</p>
<p>Esta visão é parcial. Existem melhorias reconhecidas por cientistas no documento e ele tem benefícios de eliminar uma grave insegurança jurídica que assola as propriedades.</p>
<p>“&#8230;A expansão da área agrícola é única solução proposta e não se fala uma palavra de produtividade&#8230;”; “&#8230;O Brasil vai perder o jogo da produtividade, da tecnologia e da inovação e aí vem a solução fácil: derruba mais um pouco de floresta e aumenta a área plantada&#8230;”; “&#8230;não precisa derrubar mais nada&#8230; tem muita área já derrubada&#8230;”.</p>
<p>Estas colocações não estão bem feitas. Os cientistas e agricultores brasileiros vêm lutando ferozmente pelo aumento da produtividade. Enquanto no mundo cai a produtividade, no Brasil ela cresce quase 4% ao ano e 50 milhões de hectares foram poupados graças a este esforço. Também é um equivoco achar que precisamos derrubar mais árvores para expansão da produção. Existe parte dos 200 milhões de hectares de pastagens que podem ser usados para futuras áreas agrícolas.</p>
<p>“&#8230;A questão dos alimentos não é de produção, é de escoamento&#8230;”.</p>
<p>Sem dúvida há muita perda na logística, mas aqui também existe um desconhecimento do que acontece no mundo asiático e africano que cresce a mais de 6% ao ano. A FAO estima que teremos que dobrar a produção em 30 anos, graças ao aumento da população, urbanização (90 milhões de pessoas por ano vão para as cidades), distribuição de renda, biocombustíveis (nos EUA usam 130 milhões de toneladas de milho) e outros fatores. O Brasil é primordial para isto, dito pela UNCTAD e FAO (ONU).</p>
<p>“&#8230;Vamos para a Rio + 20 com cara de vergonha&#8230;”.</p>
<p>Como já escrevi em outros textos, a vergonha dos cientistas e participantes brasileiros na Rio + 20 não será com o Código Florestal, mas sim em explicar ao mundo porque destruímos o combustível renovável mais respeitado, que é o etanol de cana, aqui dentro do Brasil. É a pergunta que me fazem cientistas internacionais.</p>
<p>“&#8230;Estamos exportando commodities de baixíssimo valor agregado&#8230;”.</p>
<p>Nesta colocação temos um grave equívoco, até uma ofensa aos produtores e industriais brasileiros. Existe enorme conteúdo tecnológico trazido pelos nossos cientistas dentro de um grão de soja, de café, de um litro de etanol, de suco de laranja, de celulose, de açúcar, de carne bovina. Fora isto, estamos cada vez mais exportando comidas prontas e embaladas.</p>
<p>Os termos de troca são cada vez mais favoráveis as commodities. Vivemos a era das commodities, e chamar nossa pauta de baixo valor agregado chega a ser ingênuo.</p>
<p>“&#8230;O projeto votado agora vai contra a maioria da população, que não quer hoje o desmatamento, não quer a redução da floresta nas margens dos rios&#8230;”; “&#8230;tem quatro brasileiros de cada cinco que estão a favor da Presidente para o veto&#8230;”.</p>
<p>Eu desconheço estas pesquisas, e também não creio que foi aprovado um Código Florestal que estimula o desmatamento de novas áreas. É uma mensagem errada que está se passando a população. O agro para se desenvolver, não precisa desmatar.</p>
<p>Na terceira parte deste meu texto tenho algumas contribuições a apontar à imprensa. A primeira vai no sentido de, em debates, equilibrar as opiniões. Neste caso, chamar pessoas que acham que o Código Florestal, com todos os seus problemas, representou avanços ao Brasil. Poderiam ter sido convidados representantes da ABAG, do ICONE, da Cooxupé, da Coamo, da Cosan, da Bunge, da BRF, do Congresso (Deputados Aldo Rebello ou Paulo Piau), de Sindicatos de Produtores, de Trabalhadores.</p>
<p>A segunda é que a manchete dada reflete uma generalização de algo que não é generalizável. Uma pessoa que apenas lê “empresários defendem veto a código florestal”, e boa parte do Brasil lê apenas manchetes, é levada a pensar que houve ampla pesquisa quantitativa e que o setor empresarial brasileiro é contra o Código, quando na verdade isto é fruto do debate de apenas 6 pessoas. Isto as vezes acontece na imprensa, um título (manchete) que tenta generalizar algo que não é generalizável. É preciso cuidado nisto.</p>
<p>A ilustração principal da matéria é uma árvore sendo cortada com uma motosserra. Para sermos mais equilibrados, melhor contribuição seria se a matéria tivesse o título de “sugestões de aprimoramentos ao código” e a imagem fosse propositiva, com equilíbrio de produção e lindas matas, e são inúmeras as imagens no Brasil de propriedades agrícolas certificadas internacionalmente. Apresentar uma mortal imagem de árvore com motosserra foi danoso ao agro. É necessário parar com o “ruralistas x ambientalistas”, esta contraposição é danosa ao desenvolvimento equilibrado do Brasil e é estimulada pela própria imprensa.</p>
<p>Como conclusões, por mais que este processo seja criticado, o código foi democraticamente aprovado pela sociedade brasileira e seus representantes, no Senado e na Câmara.</p>
<p>Na minha singela opinião, pressionar a Presidente para vetar este Código é uma afronta à sua pessoa e à democracia. Dizer que é a principal decisão de seu Governo, ou frases do tipo “vou cair da cadeira se a presidente Dilma não vetar” ou “Dilma escreve o nome dela na história de uma maneira ou de outra: com tintas vermelhas ou tintas azuis” não contribuem.</p>
<p>Este código deve ser aprovado e iniciarmos já os debates para uma próxima versão mais moderna e contemporânea, para ser novamente aprovada daqui 5 ou 10 anos. É preciso avançar sempre, debater sempre e respeitar sempre.</p>
<p>Finalizo dizendo que tenho oportunidade de viajar uma vez por semana e fazer pesquisa com produtores e industriais do setor agro em todos os cantos do Brasil. É necessário sairmos dos nossos escritórios seguros e refrigerados dos grandes centros urbanos, ir ao campo e ouvir esta gente. É destas viagens e pesquisas que vêm nossos textos e livros propositivos.</p>
<p>Conversar, principalmente escutar e sentir a luta do nosso produtor contra o arcaico sistema trabalhista, tributário, logístico, ambiental, sua luta contra a taxa de juros, a falta de crédito, o câmbio, as intempéries climáticas, sua luta contra as pragas e doenças e ouvir atentamente os casos de assaltos e violência aterrorizando as famílias do campo.</p>
<p>Lembrar que o jornal Valor do mesmo dia coloca em seu editorial a preocupação com a rápida deterioração da balança comercial brasileira. Vale ressaltar que esta gente da agricultura vai exportar, em 2012, US$ 100 bilhões e importar US$ 20 bilhões, deixando um saldo de US$ 80 bilhões ao Brasil.</p>
<p>Em 2000 exportávamos US$ 20 bilhões no agro. A exportação cresceu 5 vezes em 10 anos. Renomadas revistas mundiais com a Economist, a Time, Chicago Tribune, Le Monde deram enorme destaque e chamaram isto de silenciosa revolução do campo brasileiro. Quem viaja sabe que temos muito poucos setores admirados lá fora, e este é um setor que joga na primeira divisão mundial.</p>
<p>Se o Brasil vai fechar 2012 com um saldo de apenas US$ 15 bilhões, uma conta simples mostra que sem esta gente do campo, a balança brasileira pularia do saldo de US$ 15 bilhões para um déficit de US$ 65 bilhões. Cairia por terra o Real, voltaria a inflação, cairia a arrecadação de impostos e desapareceriam milhares de postos de trabalho. E também precisaremos devolver nossos microcomputadores, tablets, carros, e todos os outros 25% dos produtos que consumimos, que são importados. Vai também faltar dinheiro para usar perfumes, telefones, cadernos, livros e produtos com embalagens cartonadas.</p>
<p>É preciso respeitar quem traz o caixa do Brasil, quem traz a renda do Brasil, que depois é distribuída fartamente em todos os cantos. É injusto associar esta gente a desmatamento, a motosserra, a destruição, com opiniões dadas sem maior fundamento.</p>
<p>O Brasil terá nos próximos 20 anos a maior e melhor agricultura do mundo, trabalhando dia e noite para ser a mais sustentável nos pilares econômico, ambiental e social. O mundo implora ao Brasil para atender à explosão de demanda por alimentos e bioenergia. Podemos tranquilamente exportar US$ 200 bilhões em 2020 e US$ 300 a 400 bilhões em 2030. Vamos deixar esta gente do campo trabalhar e tentar ajudar.</p>
<p>Temos que aumentar a produtividade, plantar em novas áreas de maneira sustentável, investir em pesquisa, ciência e inovação e caminhar para construir esta agricultura, este “agroambiental”, com ideias, nos desenvolvendo com preservação e, com isto, preservando nosso desenvolvimento.</p>
<p>O verdadeiro e mais forte “código” será cada vez mais dado pelo mercado consumidor, fortalecido pelas novas mídias sociais e que caminha rapidamente para não aceitar produtos que não obedeçam certificações respeitadas internacionalmente.</p>
<p>Gerar a discórdia e desrespeitar o agricultor, que é quem coloca a comida na mesa e enche o nosso bolso de dinheiro não deve ser um objetivo dos verdadeiros brasileiros.</p>
<p style="text-align: right;"><em>*Marcos Fava Neves é Professor Titular de Planejamento na FEA/USP em Ribeirão Preto, Chefe do Departamento de Administração e coordenador científico do Markestrat. Tem 25 livros publicados em 8 países.</em></p>
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		<title>Alimento na reserva</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 14:41:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A seca em 2012 promete ser mais rigorosa e a silagem pode ser uma forma de garantir o alimento gado. .José Luiz da Silva. A estação seca é sempre um desafio para os produtores rurais, que precisam assegurar a disponibilidade de alimentos em quantidade e qualidade para seus rebanhos, quando os pastos secam e perdem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: medium;"><span style="color: #993300;"> <a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/silagem-abre.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2433" title="silagem abre" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/silagem-abre.jpg" alt="" width="469" height="348" /></a>A seca em 2012 promete ser mais rigorosa e a silagem pode ser uma forma de garantir o alimento gado.</span></span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><em>.José Luiz da Silva.</em></p>
<p>A estação seca é sempre um desafio para os produtores rurais, que precisam assegurar a disponibilidade de alimentos em quantidade e qualidade para seus rebanhos, quando os pastos secam e perdem seu valor nutricional. Isso afeta diretamente os rebanhos de ruminantes que, na sua maioria é criado em regime de “pasto” com manejo extensivo, quanto intensivos durante todo ano. Todas as técnicas para que possamos ter segurança da oferta de alimento devem ser planejadas no período das chuvas, quando conseguimos acumular material para ser consumido posteriormente, quer seja na forma de diferimento do pasto (“vedação do pasto”) ou na forma de silagem. Principalmente na técnica de vedação de pasto, devemos também utilizar suplementos para corrigir as deficiências do pasto reservado pra seca.  Segundo o médico veterinário Diego Bernardes, técnico da Matsuda Minas, “nesse período, os nutrientes oferecidos pela pastagem não são suficientes para o correto funcionamento do sistema digestivo do animal (ruminação), pois a falta de proteína no capim diminui o crescimento dos microrganismos do rumem e consequentemente a digestão da forragem, já que diminui o consumo. Com menor con-sumo, há menor ingestão de nutrientes e consequentemente menor ganho de peso ou produção leiteira”.</p>
<p>Além de preparar a oferta de volumoso para seca, Bernardes orienta que “ deve-mos também, principalmente no gado criado exclusivo a pasto, prepará-los para entrar no período de deficiência de alimentos com condição corporal favorável, ou seja, os animais devem ter suas reservas para que possa ‘queimá-las’ em caso de emergência ou mesmo manter melhor o peso. Para isso também, segundo o veterinário da Matsuda,  “devemos fornecer suplementos minerais com fontes de proteína e energia no período que precede a seca, a chamada transição. Na transição o pasto aparenta-se bom, ainda verde ou apenas começando a amarelar, porem os nutrientes da pastagem já estão iniciando o declínio, bem como as taxas de ganho de peso dos animais”.  Bernardes acrescenta que, “investindo nessa reserva também do animal no momento (transição) onde ele ainda consegue extrair mais nutrientes do pasto, o gasto no período seco sempre será menor”.</p>
<div id="attachment_2435" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/silagem-de-milho-2.jpg"><img class="size-full wp-image-2435" title="silagem de milho 2" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/silagem-de-milho-2.jpg" alt="" width="469" height="353" /></a><p class="wp-caption-text">Culturas como de milho, sorgo, capim elefante e, mais recentemente, a cana-de-açúcar, têm sido as mais utilizadas para a ensilagem.</p></div>
<p><strong>Alternativa ao volumoso</strong></p>
<p>Uma das alternativas mais utilizadas e econômicas para se obter o volumoso durante a seca é através de ensilagens, segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Ronaldo Villa, do departamento técnico de sementes do Grupo Matsuda. Segundo ele, “culturas como de milho, sorgo, capim elefante e, mais recentemente, a cana-de-açúcar, têm sido as mais utilizadas para a ensilagem, variando conforme o conhecimento local ou pela tradição da cultura em determinadas propriedades”. Mas Villa recomenda cuidados especiais para sua produção e conservação. Ele explica que a ensilagem, basicamente, visa preservar as condições nutricionais da cultura, através da fermentação ácida em meio anaeróbico (sem a presença de ar). Nesse sentido, é fundamental que se utilize inoculantes especialmente formulados para cada cultura, para evitar que fungos e bactérias nor-malmente encontrados nas culturas se desenvolvam e comprometam a qualidade da ensilagem.</p>
<p>Orientando sobre as melhores culturas para se ensilar nesta época, Marcelo Ronaldo Villa lembra que “agora estamos em plena safra do milho para silagem, bem provável que 80% dos produtores estejam ensilando nas próximas semanas, pois é uma cultura que proporciona boas silagens”. Além dessas, o agrônomo da Matsuda destaca o capim elefante e a cana de açúcar ou cana forrageira, culturas que já vem sendo largamente utilizada pelos pecuaristas como volumoso durante a seca. Villa explica que, “com a possibilidade de ser ensilada, a cana torna-se disponível para utilização durante todo o ano”.</p>
<div id="attachment_2434" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/silagem-de-milho-1.jpg"><img class="size-full wp-image-2434" title="silagem de milho 1" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/silagem-de-milho-1.jpg" alt="" width="469" height="265" /></a><p class="wp-caption-text">Para os técnicos, o milho é uma cultura que proporciona boas silagens.</p></div>
<p>Manejar corretamente o silo também é importante, segundo Villa, pois “o gado de corte é muito susceptível à qualidade da silagem que compõe sua ração. No caso de confinamentos os problemas podem ser graves, com diminuição no consumo, menor ganho de peso, abscesso de fígado, resultando em prejuízos financeiros”.</p>
<p><strong>Atenção ao processo</strong></p>
<p>Marcelo Ronaldo Villa ressalta que muitos produtores já estão habituados a fazer silagens e já conhecem passos para se obter uma silagem com qualidade. Mas, mesmo assim, adverte ser necessário “estar sempre atento a todo o processo, para que não haja comprometimento da qualidade técnica e sanitário do volumoso ensilado”. Um dos pontos apontados pelo técnico é a necessidade de se obter, no silo, um ambiente absolutamente sem ar e com baixo pH (abaixo de 4,0) o mais rápido possível. Com o uso de um inoculante bacteriano específico e adequado, a fermentação do meio ocorre muito mais rapi-damente, além de haver consumo do oxigênio residual e ainda proteger o material ensilado contra o ataque de leveduras e fungos indesejados.</p>
<div id="attachment_2436" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/silo-coberto.jpg"><img class="size-full wp-image-2436" title="silo coberto" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/silo-coberto.jpg" alt="" width="469" height="353" /></a><p class="wp-caption-text">Marcelo Ronaldo Villa adverte ser necessário “estar sempre atento a todo o processo, para que não haja comprometimento da qualidade técnica e sanitário do volumoso ensilado”</p></div>
<p>Uma cultura de milho recém-ensilada tem um pH em torno de 6,0. Já o pH mínimo recomendado, para que haja uma boa conservação da forragem é abaixo de 4,0, quando, então, existe a garantia de que não estará ocorrendo a multiplicação das bactérias na silagem. O milho, pela sua natureza, é uma cultura rica em açúcares e com matéria seca alta (em torno de 35%), ajudando muito o processo de fermentação, de forma natural. Por outro lado, é uma cultura que necessita de cuidados redobrados no momento da abertura do silo, pois há uma facilidade de ataque por leveduras e fungos. Toda planta contém uma quantidade própria de bactérias que, de forma natural, trabalham para a produção de diversos ácidos, e assim fazem com que o pH da silagem diminua, gradativamente, até atingir o objetivo descrito acima.</p>
<p>A diferença fundamental, quando se utiliza um inoculante correto é que a velocidade com que ocorre a redução do pH seja acelerada, fazendo com que o pH de segurança seja atingido rapidamente. A rápida velocidade na redução do pH pela adição do inoculante impede que as bactérias patogênicas consigam se multiplicar e produzam toxinas antes mesmo de serem controladas pelos ácidos produzidos apenas pelas bactérias naturais da planta, no caso de silagens não inoculadas.</p>
<p>Outro ponto relacionado a esta velocidade de diminuição do pH é a conservação dos nutrientes da silagem. Na medida em que se consegue uma redução rápida do pH, mais nutrientes da planta terão sido conservados resultando em menores perdas. Como exemplo, silagens não inoculadas de milho podem ter perdas entre 2% à 5% por fungos além de perdas no processo de fermentação variando de 10% à 13% em gases, álcool e efluentes.</p>
<p><strong>Mercado</strong></p>
<p>O mercado disponibiliza aos produtores inoculantes específicos, para a produção respectivamente de silagem de milho, sorgo, cana-de-açúcar e capim. São aditivos cujos componentes são cepas bacterianas selecionadas e eficazes na redução rápida e forte do pH, possibilitando a ótima conservação da silagem.</p>
<p>No caso do uso de “proteinados” para período das águas e transição, o mercado também disponibiliza produtos para cada fase específica do ano em relação ao tipo e qualidade do volumoso ofertado, além de indicar os produtos adequados e balanceados para cada categoria animal (cria, recria ou engorda) e objetivo de ganho de peso. Além disso, existem também várias opções de produtos para seca. Para que o produtor possa adequar qual melhor produto para cada situação, é recomendável que consulte um técnico da área.</p>
<div id="attachment_2437" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/proteinados.jpg"><img class="size-full wp-image-2437" title="proteinados" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/proteinados.jpg" alt="" width="469" height="251" /></a><p class="wp-caption-text">A finalidade em se fornecer uma suplementação mineral neste período é justamente para corrigir os desbalanços e as deficiências nutricionais das pastagens.</p></div>
<p><strong>Lembrete durante as águas</strong></p>
<p>Há quem diga que no período das águas os animais não precisam tanto de minerais. Dizem que as pastagens estão em ótimas condições, com maior oferta de minerais, proteínas e energia, por estarem verdes e vigorosas. Julgam, com isso, que o capim seja capaz de suprir todas as exigências dos animais. Contudo, segundo os técnicos, é nesse período que ocorre o maior consumo de matéria seca em virtude de um aumento de proteína, energia e assim melhor digestibilidade pelo animal. A maior atividade de digestão causa um aumento no metabolismo, com maior gasto de nutrientes pelo animal, pois se trata do período em que os animais mais ganham peso a pasto. E esse é o momento de intensificar o fornecimento de minerais. Com deficiência mineral na época das águas não é só a produtividade que cai. Os animais ficam mais suscetíveis a diversas doenças, em razão de uma depressão do sistema imunológico.</p>
<p>E quando produtores rurais diminuem a oferta de suplemento mineral aos animais ou por desconhecimento técnico, acabam fornecendo aos seus animais produtos inadequados para a época do ano em questão e tendo como consequência uma grande redução do potencial de produção que teria, não é que os animais “percam” peso, mas sim deixam de ganhar o que provavelmente a sua genética permitiria, não obtendo deste mo-do os ganhos reais, ganhos que geneticamente seriam possíveis ganhar com uma correta nutrição.</p>
<p>Para o médico veterinário Julliano Pompei, coordenador do Departamento Técnico da Matsuda, “a pastagem é a principal fonte de alimento e para 90% dos ruminantes é a única fonte de alimento, esta teria por obrigação fornecer todos os nutrientes necessários para os animais, porém em hipótese alguma isso acorre”. Portando a finalidade em se fornecer uma suplementação mineral neste período é justamente para corrigir os desbalanços e as deficiências nutricionais que temos em nossas pastagens, mesmo nas áreas mais tecnificadas se faz necessário a suplementação mineral, e neste caso com maior ênfase, ou seja, por mais que esta pastagem seja corrigida, ela nunca fornecerá 100% dos minerais essenciais a produção animal.</p>
<p>Porém, Pompei ressalta que, para quem busca aumento na produtividade e melhora na rentabilidade, “além dos minerais devemos fornecer aos animais produtos que contenham proteína e energia além dos macro e micro minerais durante o período das águas, pois com isso você consegue melhorar a degradação do capim a nível de rúmen, e consequentemente melhorar a eficiência alimentar, possibilitando ganhos lineares (con-tínuos) e não mais um picos como vemos ate hoje, uma vez que os ruminantes necessitam em sua dieta níveis de 10 á 15% de proteína e as pastagens em sua maioria concentram em média 10% proteína bruta nos melhores períodos de produção”.</p>
<p>Algumas empresas oferecem no mercado suplementos minerais e proteicos espe-cíficos para bovinos de corte ou de leite. E outras têm também programas de nutrição que abrangem todas as fases do rebanho (cria, recria, engorda e reprodução). Com uso de produtos específicos permitem escolher os suplementos segundo a finalidade (corte ou leite), a fase do rebanho e ainda as condições das pastagens, conforme a estação seja seca ou chuvosa ou mesmo transitória.</p>
<p>Um rápido estudo das opções de misturas minerais disponíveis no mercado e uma orientação bem direcionada de um bom médico veterinário que trabalhe com produção e nutrição animais, podem resultar em grandes ganhos de produtividade.</p>
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		<title>A luz vem da pecuária</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 20:08:53 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Através do incremento tecnológico à atividade de bovinocultura de corte brasileira, é factível garantir a eficiência da produção de carne ao mesmo tempo que se libera espaço para a agricultura. Tudo começa com a transformação das áreas de pastagens degradadas em áreas produtivas, e há exemplos para isso. Texto e fotos: Fábio Moitinho No dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/pecuaria-rural-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2414" title="pecuaria rural 1" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/pecuaria-rural-1.jpg" alt="" width="469" height="415" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #008000;">Através do incremento tecnológico à atividade de bovinocultura de corte brasileira, é factível garantir a eficiência da produção de carne ao mesmo tempo que se libera espaço para a agricultura. Tudo começa com a transformação das áreas de pastagens degradadas em áreas produtivas, e há exemplos para isso.</span></strong></p>
<p style="text-align: right;"><em>Texto e fotos: <strong>Fábio Moitinho</strong></em></p>
<p>No dia 22 de março, lá por volta das 11 horas da manhã, Paulo Roberto Guerra Carvalho, engenheiro agrônomo e proprietário da Fazenda Santa Helena, em Cafeara (PR), observava atentamente pelo microcomputador portátil a página da Internet do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A atenção estava voltada a uma grande formação de chuva que indicava para aquele dia e que se aproximava da região. Vinda do Paraguai, a nuvem se estendia para todo o Estado do Paraná. “Tomara que ela chegue por aqui, pois estamos precisando”, desabafou o pecuarista.</p>
<p>A preocupação não era à toa – já havia mais de 20 dias que não caía uma boa chuva por lá. O recurso era essencial para o desenvolvimento de algumas áreas de pastagens que foram recentemente semeadas naquele período, além de servir aos demais pastos instalados na propriedade.</p>
<p>Carvalho é de fato um exemplo dos produtores rurais do Brasil que buscam a melhoria da área de pastagens, através da transformação do pasto degradado numa porção de terra produtiva tanto para a produção de carne como para a agricultura. Ele pode não ter chegado ainda ao nível desejado em termos de matéria orgânica depositada no solo, mas resolveu bem a questão da mudança das pastagens degradadas para uma área de pasto produtivo que faz rotação com a lavoura de soja.</p>
<p>A saída para o Brasil, no sentido de aumentar a produção de alimentos, se baseia justamente no princípio adotado por seu Paulo. Através desse trabalho que também está o caminho para uma pecuária sustentável.</p>
<p>Segundo o Censo Agropecuário de 2006, o mais recente estudo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil a área de pastagem pode ser compreendia em 162.868.423 ha – nesse número inserem-se lavouras de plantação de forrageiras para corte, pastagens naturais, plantadas degradadas e plantadas em boas condições. Considerando as áreas degradadas e naturais, somam-se aí 67.159.382 ha, isso corresponde a cerca de 41,2% do total. Uma área que maior que área utilizada pela agricultura, que na pesquisa está estimada em 55.631.953 ha – entre lavouras permanentes e temporárias. A maior eficiência no uso áreas degradadas pode refletir no melhor aproveitamento de espaço agricultável no País.</p>
<p>José Renato Silva Gonçalves, também engenheiro agrônomo e administrador da Fazenda Figueira, pertencente à Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq), acompanhou de perto o trabalho que tratava exatamente desse tema, feito em conjunto com a Scot Consultoria e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), de Piracicaba (SP). O estudo comparou as atividades de agricultura e pecuária sobre o aspecto de uso de tecnologia e o potencial de crescimento da atividade no Brasil. Os dados mostraram que na agricultura o aporte tecnológico chega a 80% ao passo que na pecuária, a média nacional gira em 40%.</p>
<p>“Se pegarmos esse total de área de pastagem e elevar ao uso de 2,4 unidade animal (UA) por hectare [uma UA equivale a 450 quilos de peso vivo], caberia cerca de 50% do rebanho mundial dentro do Brasil”, contabiliza Gonçalves. “Se mantivermos nosso rebanho e só pegar uma parte da área, só utilizaríamos 30%. O restante poderia se voltar à agricultura sem a necessidade de abertura de novas áreas”.</p>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_2415" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><strong><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/paulo-roberto-guerra-carvalho-e-palhada-de-soja.jpg"><img class="size-full wp-image-2415" title="paulo roberto guerra carvalho e palhada de soja" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/paulo-roberto-guerra-carvalho-e-palhada-de-soja.jpg" alt="" width="469" height="264" /></a></strong><p class="wp-caption-text">“O que aprendemos nesse período é que não estamos recuperando o solo e sim parando de estragá-lo. deixamos de fazer o preparo convencional e introduzimos o plantio direto para melhorar a estrutura física dele”, diz Paulo Roberto Guerra carvalho, engenheiro agrônomo e proprietário da fazenda Santa Helena, em Cafeara (PR).</p></div>
<p><strong>A dádiva do plantio direto</strong></p>
<p>Foi assim que se iniciou o trabalho de seu Paulo lá em Cafeara. A propriedade tinha 520 ha de pastagens degradadas. A intensão dele foi reverter isso e tornar o negócio produtivo através do desenvolvimento da agricultura convencional lá pelos idos de 1997. Soja, algodão, milho safrinha, aveia, nabo forrageiro – tudo que havia de possibilidades foi desenvolvido na fazenda.</p>
<p>Mas a coisa não vigou e não saía do zero. O solo era pobre em termos de matéria orgânica. “O que aprendemos nesse período é que não estamos recuperando o solo e sim parando de estragá-lo”, ressalta Carvalho. “Deixamos de fazer o preparo convencional e introduzimos o plantio direto para melhorar a estrutura física dele”.</p>
<p>Pelas análises feitas, o extrato no qual o produtor está é conhecido como argissolo arênico – este é arenoso, apresenta muita erosão e pobreza em nutrientes, e possui camadas arenosas distintas, sendo a primeira, mais superficial, mais arenosa que a de baixo. “Quando chovia pesado, por exemplo, a drenagem era mais lenta na segunda camada. Então a enxurrada levava a terra toda embora. Sempre que mexíamos nisso, com gradagem ou aração, ficava pior do que estava antes e, nisso, lá se ia com a chuva o adubo e o calcário depositado na terra. Tudo ia para as curvas de nível”, lembra o produtor.</p>
<p>Com a introdução da técnica do plantio direto, o sistema de recuperação de solo começou a se basear em não mexer mais nele. O grande salto em produtividade se deveu à integração lavoura-pecuária, com soja e boi se revezando entre as faixas de terra da fazenda. Ao todo, Santa Helena possui 811,6 ha, dos quais 170 ha são de pastagem e 250 ha para o estabelecimento da lavoura anual.</p>
<p>Dentro da rotação só integram-se a braquiária e a soja. Na unidade ainda são estabelecidas a produção de café em 67 ha, eucalipto em 35 ha e seringueira em 20 ha. A área de preservação permanente (APP) é de 63 ha e reserva legal (RL) de 37 ha. O ciclo da pastagem de verão dura 30 meses, depois desse período entra a soja que permanecerá por duas safras de verão consecutivas.</p>
<p>Entre essas duas temporadas, é estabelecido uma pastagem de inverno a qual serve os animais nesse período, no qual o alimento é mais escasso. Próximo ao plantio da soja, a forrageira é dessecada e, aí, introduz-se novamente a soja. “O período que mais produzimos carne é justamente no inverno, pois é quando temos mais pastagens à disposição do gado”, avalia Carvalho.</p>
<p><strong><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/pecuaria-rural-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2416" title="pecuaria rural 3" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/pecuaria-rural-3.jpg" alt="" width="469" height="369" /></a>Raiz forte</strong></p>
<p>A salvação do solo de Santa Helena veio com o melhoramento das pastagens. A raiz da forrageira propiciou o melhor incremento de material orgânico no solo, como tem observado o pecuarista. O negócio de produção de carne nem estava nos planos, mas desde que a atividade obteve êxito em 2003, quando foi efetivamente estabelecida, passou a ser o carro-chefe da produção da fazenda. Entre todas as atividades, o boi nunca foi um problema para ele.</p>
<p>Por outro lado, Carvalho constata que a parceria entre as espécies forrageiras e a leguminosa deu muito certo, e serviu para conter a queda dos níveis de perda de solo e de nutrientes, aliado ao acréscimo de material orgânico. Ao andar pela fazenda, nas áreas onde estava a soja, recém-colhida, Paulo se orgulhava em ver a cobertura da palhada sobre a terra. Isso representa a melhoria gradual da estrutura da área. “O solo ainda está em processo de melhoria. Ele era quimicamente ruim de origem, com pouca matéria orgânica, muito pouco nutriente e de baixa fertilidade. Então, recuperar a fertilidade não era o suficiente, tínhamos de fazer mais do que isso. A primeira coisa foi parar de perdê-lo. A braquiária, pelo sistema radicular dela, trouxe a saída para o sistema. O que ficou nítido é que a situação foi estabilizada. Nas áreas de pastagens tenho em média 1,2% a 1,3% de matéria orgânica e quero ainda mais que isso, mas não sei como”.</p>
<p>Seu Paulo é bem sistemático no que faz, tem guardado todos os dados gerados, ano a ano, dos resultados de cada safra, das análises de solo e de folhas, para perceber se a planta estava se alimentando bem e se havia deficiências que podiam ser corrigidas. O engenheiro agrônomo do Departamento Técnico do Grupo Matsuda, Marcelo Ronaldo Villa, acompanhou bem de perto as transformações da fazenda e a guinada que deu o negócio depois do estabelecimento da integração lavoura-pecuária. “É de fato uma das grandes saídas para a produção de alimentos, e é isso que muitos produtores estão fazendo, até nas regiões Norte e Nordeste do País. Há trabalhos de recuperação nos quais ainda são introduzidos além da soja, o milho e o arroz, por exemplo, nesse caso, nos Estados do Pará, no norte de Mato Grosso, no Maranhão, Piauí e Tocantins”, ressalta.</p>
<div id="attachment_2417" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/pecuaria-rural-4.jpg"><img class="size-full wp-image-2417" title="pecuaria rural 4" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/pecuaria-rural-4.jpg" alt="" width="469" height="260" /></a><p class="wp-caption-text">“Há trabalhos de recuperação nos quais ainda são introduzidos além da soja, o milho e o arroz, por exemplo, nesse caso, nos estados do Pará, no norte de Mato Grosso, no Maranhão, Piauí e Tocantins”, ressalta o engenheiro agrônomo da Matsuda, Marcelo Ronaldo Villa.</p></div>
<p>Para Villa o esquema de forragens possui boa adequação para se integrar com qualquer lavoura, desde que esta tenha a aptidão no local. No caso do arroz, foi possível pela variedade ser uma cultura mais rústica, que se adequa a um solo que incialmente se apresenta mais ácido e com pouco nutriente. O resultado no final das contas é de um gado bem alimentado. No caso da propriedade de seu Paulo, no ano passado, ele obteve uma média de idade de abate de 21,3 meses com 16 arrobas. Isso, levado em conta que o rebanho é suprido exclusivamente a pasto e sal mineral. Ao todo, Paulo contabiliza um rebanho de cerca de 900 cabeças, o qual conduz no ciclo completo.</p>
<p>Exclusivamente a pasto, a engorda do gado foi satisfatória na Santa Helena, em Cafeara (PR). No ano passado, a média de idade de abate do rebanho foi de 21,3 meses com 16 arrobas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_2418" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><strong><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/pecuaria-rural-2.jpg"><img class="size-full wp-image-2418" title="pecuaria rural 2" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/pecuaria-rural-2.jpg" alt="" width="469" height="264" /></a></strong><p class="wp-caption-text">Exclusivamente a pasto, a engorda do gado foi satisfatória na Santa Helena, em Cafeara (PR). No ano passado, a média de idade de abate do rebanho foi de 21,3 meses com 16 arrobas.</p></div>
<p><strong>Fazenda modelo</strong></p>
<p>Bem próximo à Santa Helena, nos arredores do município de Londrina, outro exemplo de trabalho de recuperação de área de pastagens degradadas também se estabeleceu e vem provando que o que é possível se fazer com o uso do incremento de tecnologia na atividade pecuária.</p>
<p>A propriedade pertencia a um ex-aluno da Esalq, Alexandre Von Pritzelwitz, que resolveu doar ainda em vida a fazenda à Fealq em 1995, A premissa imposta por ele era de que se fizesse do estabelecimento rural um centro de pesquisas agropecuárias que servisse de referência para os produtores rurais, aliado à aplicabilidade prática – quer dizer, nada ali poderia ser feito só em nome da pesquisa, mas teria de se provar viável e econômico. Assim foi criada em 2000, a Estação Experimental Agrozootécnica Hildegard Georgina Von Pritzelwitz (nome dado em homenagem à mãe do antigo proprietário) e a Fazenda Figueira. De acordo com Gonçalves, a área foi doada à Fealq por tornar mais fácil a administração da propriedade. A instituição é privada e funciona como uma administradora dos bens da Esalq.</p>
<p>“Como nossa vocação era a pecuária de corte, isso levou a ser a atividade central a ser desenvolvida nesse centro que acabava de ser inaugurado”, conta o administrador Na prática, ele explica que a tanto a fazenda e quanto a Estação Experimental não se distinguem uma da outra, mas, sim ocupam o mesmo espaço. Uma mais preocupada com a questão da pesquisa e a outra, com a aplicabilidade dos modelos.</p>
<p>“O nosso potencial produtivo e o nosso custo de produção em cima da pecuária em pastagem possuem uma relação custo-benefício melhor do que em os outros países”, atesta Gonçalves. “Além disso, a área de pastagem brasileira possui a aptidão de uma área de reserva para outras culturas. Como a expansão da pecuária foi muito rápida e desordenada, temos grandes áreas degradadas de pasto que, a partir do momento que introduzirmos a tecnologia necessária, poderemos tanto produzir mais alimentos como aumentar ainda mais o rebanho do País”.</p>
<p>De posse da área de 3.693,52 ha, uma equipe de 18 funcionários fixos e 17 funcionários temporários teve muito trabalho para dar uma ‘cara’ nova à antiga unidade de referência da região. Entre os entraves destacavam-se a dificuldade de acesso à própria fazenda, a falta de infraestrutura e saneamento básico e a baixa qualidade de vida dos trabalhadores que ali viviam.</p>
<p>O cenário não era dos melhores, mas a unidade teria todo o suporte técnico para mensurar, qualificar, avaliar, quantificar e validar toda a informação necessária para o estabelecimento de um projeto viável a ser realizado na fazenda. De dados topográficos à qualidade do solo, passando pelo inventário completo das matas, das áreas produtivas, animais pastagens e lavouras. Os variados estudos renderam teses e um levantamento rico de informações da propriedade.</p>
<div id="attachment_2419" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/josé-renato.jpg"><img class="size-full wp-image-2419" title="josé renato" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/josé-renato.jpg" alt="" width="469" height="265" /></a><p class="wp-caption-text">“O nosso potencial produtivo e o nosso custo de produção em cima da pecuária em pastagem possuem uma relação custo/benefício melhor do que em os outros países. além disso, a área de pastagem brasileira possui a aptidão de uma área de reserva para outras culturas”, atesta José Renato Silva Gonçalves, engenheiro agrônomo e administrador da fazenda Figueira, pertencente à Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (FEALQ).</p></div>
<p>Em suma, o que se tirou desses estudos era uma fazenda que apresenta muitos níveis de irregularidade topográfica – 35% da área apresentam mais de 30% de declividade; estava num completo estado de abandono, tomado por plantas invasoras, muitas pedras e áreas de impossibilidade de mecanização, além de possuir uma baixa qualidade no rebanho. A área produtiva também não era muita comparada à área total, ficando 1.850 ha de pastagens e 340 ha para a agricultura (milho, soja, trigo e aveia para pastejo de inverno). A APP é de 400 ha e a de RL, 900 ha.</p>
<p>O processo teve de ter sido feito aos poucos, segundo Gonçalves, com a reforma das instalações, a abertura dos acessos e vias, a limpeza das áreas de pastagens, o estabelecimento de áreas para produção de grãos e a promoção da qualidade de vida das famílias que trabalhavam por lá. A implantação de um sistema de pecuária sustentável era o que tinha de se estabelecer – uma forma de poder mostrar na prática como a bovinocultura de corte tem de ser feita sendo economicamente viável socialmente justa e ambientalmente correta.</p>
<p>Os sistemas de confinamento, manejo reprodutivo e sanitário ganharam força, permitindo que os índices zootécnicos crescessem cada vez mais. Aliado a isso, a limpeza e o estabelecimento de programas de reforma e recuperação de áreas de pastagens permitiram o acesso ao alimento de melhor valor nutricional aos animais. Gonçalves mostra os exemplos de ambos os casos ainda presentes na propriedade a título de áreas de testemunha. “Um dos grandes vilões aqui é limão. A planta, por ter espinhos, muda até o comportamento dos animais, que passam a evitar ao máximo a área onde está a invasora. Fizemos alguns estudos que comprovaram isso, mesmo com a presença do capim, o gado tende a se afastar da área onde está o pé”. A distância pode chegar às vezes a 20 metros de raio da planta.</p>
<p>As transformações foram bem expressivas. De um rebanho inicial de 3.900 cabeças, a média dos últimos 12 anos foi de 5.100, a meta é chegar a seis mil. A lotação que era de 1,78 de cabeça por hectare, passou a ser 2,38, o esperado, nesse quesito é atingir 3,2 cab/ha. No número de bezerros nascidos, a fazenda saiu de 989 para 1.275. A meta é fechar esse número em dois mil bezerros nascidos anualmente. A taxa de desfrute que era de 17,09% passou para 22,81%, na média dos últimos 12 anos. A intensão é alcançar os 30%. Por fim, o sistema saiu de um patamar deficitário para um superavitário.</p>
<p>Na diferença entre o custo e a receita por arroba vendida, a fazenda saiu de -2,03 para 3,44. Nesse caso, a meta é mais exigente por ter de se provar um sistema economicamente viável e interessante, por isso espera-se atingir 20,41. Ao se passar pelos resultados, o que se vê é que o incremento de tecnologia realmente foi o diferencial para a atividade pecuária implantada na Figueira, e mostra que é possível ser feito um trabalho responsável na atividade pecuária, que tem mais a ver com a figura de um grande motor para a produção de alimentos.</p>
<p>De um rebanho inicial de 3.900 cabeças, na Fazenda Figueira, a média dos últimos 12 anos foi de 5.100 e a meta é chegar a seis mil. A lotação que era de 1,78 de cabeça por hectare, passou a ser 2,38.</p>
<div id="attachment_2420" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/fazenda-figueira.jpg"><img class="size-full wp-image-2420" title="fazenda figueira" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/fazenda-figueira.jpg" alt="" width="469" height="336" /></a><p class="wp-caption-text">De um rebanho inicial de 3.900 cabeças, na Fazenda Fiqueira, a média dos últimos 12 anos foi de 5.100 e a meta é chegar a seis mil. A lotação que era de 1,78 de cabeça por hectare, passou a ser 2,38.</p></div>
<p><strong>Novas pesquisas</strong></p>
<p>O reconhecimento da Estação Experimental foi destaque no Rally da Pecuária 2011, promovido pelas empresas de consultoria Agroconsult e Bigma. Ano passado a unidade foi homenageada na categoria Excelência Zootécnica. Este ano, os destaques podem crescer ainda mais em função dos diversos trabalhos e pesquisas que devem ser feitos. Entre os quais estão a limpeza química de mais 20 pastos da unidade, que totalizam uma área de 532,66 há; e a reforma de mais 11 pastos (267,54 ha). Em experimentos podem-se de destacar o de suplementação de machos a pasto, com 500 garrotes em 287,31 ha; de puberdade de machos e fêmeas a pasto, com 800 animais em 231,91 ha; de programação fetal e creep feeding com mil vacas com bezerros ao pé em 452,03 ha; de avaliação comparativa da variedade híbrida de pastagem Convert HD364 com Brachiaria brizantha (350 MC0 em 150,91 ha); de transferência de marcadores genéticos em 300 vacas vazias e solteiras 156,96 ha e de 200 vacas com bezerro em 189,78 ha.</p>
<p>Especificamente, o que trata da análise do híbrido da forrageira, pertencente à Dow AgroSciences, trata-se de mais uma parceria da empresa defensivos e biotecnologia que desde o início tem auxiliado a Estação Experimental no manejo com as pastagens no combate às plantas invasoras. “Este foi um dos projetos mais antigos que ainda temos com a unidade da Fealq”, diz Roberto Risolia, gerente de Marketing de Novos Negócios da Linha Pastagem da multinacional. “É muito importante para nós estarmos de certa forma ligados com uma instituição de credibilidade e que reporte as tecnologias testadas por ela a partir de uma visão técnico-científica”, destaca.</p>
<div id="attachment_2421" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/roberto-risolia.jpg"><img class="size-full wp-image-2421" title="roberto risolia" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/roberto-risolia.jpg" alt="" width="469" height="274" /></a><p class="wp-caption-text">“Produzir esse tipo de informação, com qualidade técnico-científica vem a agregar ainda mais o trabalho do pecuarista, com isso podemos criar uma sintonia fina entre o uso de tecnologia e produtividade, e isso é a base para a sustentabilidade de todo o negócio”, conclui Roberto Risolia, gerente de marketing de novos negócios da linha pastagem da Dow AgroSciences.</p></div>
<p>Assim como o interesse da Estação é testar tudo que tiver de tecnologia, a empresa também quer saber os resultados que seus produtos tem tido diretamente no campo. Nesse sentido está baseado o trabalho com esse híbrido de braquiária que une, numa mesma planta os três tipos do gênero (brizantha, ruziziensis e decumbens). Para os próximos anos, a corporação deve traçar outras pesquisas com o centro com os temas de aumento de taxa de lotação de pasto e reforma de pastagens. “Produzir esse tipo de informação, com qualidade técnico-científica vem a agregar ainda mais o trabalho do pecuarista, com isso podemos criar uma sintonia fina entre o uso de tecnologia e produtividade, e isso é a base para a sustentabilidade de todo o negócio”, conclui Risolia. Por outro lado também, como avalia Gonçalves, é a partir desses experimentos que a informação chega mais rápida ao produtor rural que muitas vezes carece de um suporte técnico adequado para poder ser considerado verdadeiramente sustentável.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Publicado pela <strong>Revista Rural,</strong> edição 170 &#8211; abril de 2012</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>(<a href="http://www.revistarural.com.br" target="_blank">http://www.revistarural.com.br</a>/)</em></p>
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		<title>Tá chovendo boi!</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 13:47:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Lygia Pimentel * Não há como negar. A oferta de animais hoje é maior do que no mesmo período do ano passado e também maior do que o mesmo período do ano retrasado. A última entressafra que vivemos também contou com uma oferta maior, principalmente no primeiro turno do confinamento. Prova disso é que em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ligya-9-abre.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2424" title="ligya 9 - abre" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ligya-9-abre.jpg" alt="" width="469" height="314" /></a>Lygia Pimentel *</em></strong></p>
<p>Não há como negar. A oferta de animais hoje é maior do que no mesmo período do ano passado e também maior do que o mesmo período do ano retrasado. A última entressafra que vivemos também contou com uma oferta maior, principalmente no primeiro turno do confinamento. Prova disso é que em setembro do ano passado o comportamento dos preços se assemelhava ao período de safra. É ruim quando isso acontece. Gostoso é quando falta boi. Quando conseguimos negociar com calma. Colocar o frete na conta, enfim!</p>
<p>Não é o que ocorre hoje. Há quem diga que é manipulação, que é reflexo da concentração de frigoríficos, culpa do governo, culpa da falta de chuvas&#8230; Certamente alguns desses fatores influem, mas não no longo-prazo. Ao longo do tempo o fundamento fala mais alto.</p>
<p>Se a atividade está ruim e não remunera, a gente não aguenta ficar nela por muito tempo. E se saímos, a oferta passa a ser menor. E se a oferta é menor e a demanda permanece, os preços voltam a firmar. E quando eles firmam, o pessoal começa a olhar e pensar: “Como é fácil ganhar dinheiro com boi! Acho que vou entrar nessa”.</p>
<p>E aí a oferta volta a aumentar e esses caras percebem que estavam errados, que na verdade é difícil tirar a correia do couro.</p>
<p>Enfim, é o que já conversamos sobre os ciclos do mercado. É claro que a história não é tão simplista como contei acima, mas a lembrança servirá para pensarmos sobre a situação atual e para onde ela poderá nos levar. Observe o gráfico 1.<a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ligya-9-graf1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2425" title="ligya 9 -graf1" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ligya-9-graf1.jpg" alt="" width="469" height="364" /></a></p>
<p>Lembram-se de quando falei que setembro de 2011 se pareceu com período de safra? Observem onde foi parar a duração das escalas de abate no período! Só para lembrar, gostaria de dizer que uso médias mensais para calcular a duração das escalas, e não situações pontuais de aumento de um dia, apenas. Isso evita que a entrada de um grande lote ou a compra por parte do frigorífico por achar que o mercado vai subir alterem o resultado.</p>
<p>Bom, tracei médias para o primeiro quadrimestre de 2010, 2011 e agora, 2012. Observem como nos últimos meses as escalas realmente aumentaram. Certamente esta não é uma situação pontual, é sistêmico. Tem boi na praça, pessoal.</p>
<p>Este é o reflexo das fêmeas retidas entre 2006 e 2010, e que agora aparecem na forma de bois terminados e bois magros. Não tenho dúvida de que isso ocorre, sabem por quê? Porque seria muita coincidência retermos fêmeas por 4-5 anos e depois disso começar a aparecer boi só porque o clima nos atrapalhou (e como atrapalhou!), ou porque a cigarrinha atacou (e como atacou!). É o efeito do ciclo pecuário, pessoal.</p>
<p>O consumo interno continua fazendo a sua parte, apesar de os preços no varejo não ajudarem muito. Observem:<a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ligya-9-graf2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2426" title="ligya 9 -graf2" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ligya-9-graf2.jpg" alt="" width="469" height="353" /></a></p>
<p>Vejam bem, o boi caiu 6,5% no último ano, a carne no atacado recuou 2,1%. E enquanto isso o consumidor aumentou 1,4%! Nosso consumidor foi o verdadeiro super-herói, principalmente quando consideramos que nossas exportações não têm ido nada bem, ou seja, saímos de uma relação de 25% exportado e 75% de produto destinado ao mercado interno para uma relação atual de 15%/85%.</p>
<p>A questão é que aparentemente a oferta de animais continuará a dar seus sinais de aumento, conforme avança o ciclo pecuário. É o fim do mundo? O boi não subirá mais?</p>
<p>Não!</p>
<p>Mesmo em fases de baixa dos ciclos pecuários, a safra e a entressafra se fazem sentir. O que temos é que ocorrem entressafras com ímpeto mais modestos de alta e safras que nos deixam mais chateados. É claro que temos safras em que o preço sobe (como em 2010) e entressafras em que o preço cai (como em 2009). Mas na maioria dos casos, ainda trabalhamos com a sazonalidade.</p>
<p>Tem quem diga que não temos mais isso por causa do confinamento e tal, mas como pode ser, se confinamos algo em torno de 10% da produção, apenas? Pecuária tem tudo a ver com o clima. Não tem como fugir dele. E com 90% da produção extensiva, permanecemos à mercê de São Pedro.</p>
<p>O gráfico 3 mostra em cinza as safras e em azul as entressafras. Fica claro que na maior parte das vezes, tivemos preços em queda na safra e preços em alta na entressafra.<a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ligya-9-graf3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2427" title="ligya 9 -graf3" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/ligya-9-graf3.jpg" alt="" width="469" height="351" /></a></p>
<p>Bom, enfim. Deu pra entender. Esse papo está ficando repetitivo. Só queria marcar bem o meu ponto de vista. Talvez alguém discorde e seria interessante conversar sobre isso.</p>
<p>Bom, para o curto-prazo o que temos?</p>
<p>Temos que pela primeira vez desde agosto de 2010 a Pessoa Jurídica Financeira possui uma fatia comprada do mercado maior do que a Pessoa Física. Isso é importante. A PJF está com 39,85% das compras na mão. Como eu disse há algumas semanas, significa que temos gente grande brincando com um mercado pequeno. Por isso nas últimas sessões o mercado físico recuou, mas o futuro não conseguiu acompanhar.</p>
<p>Demorei tanto para enviar a coluna hoje pois só estava esperando sair o relatório de posicionamento dos players pra termos a informação mais fresca possível nas mãos. Agora sabemos. O que isso quer dizer? Normalmente isso sugere um viés de sustentação para os futuros no curto-prazo.</p>
<p>Vamos acompanhar!</p>
<p>Para terminar, gostaria de parabenizar Bebedouro &#8211; SP, minha cidade amada, por completar 128 anos no dia 3 de maio. Conversando com uma amiga, percebi que nasci no centenário de Bebedouro. Legal, não é? Tá aí uma foto que tirei num fim de tarde.</p>
<div id="attachment_2428" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/lago-bebedouro.jpg"><img class="size-full wp-image-2428" title="lago bebedouro" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/lago-bebedouro.jpg" alt="" width="469" height="303" /></a><p class="wp-caption-text">Lago de Bebedouro - SP</p></div>
<p>Bom, por enquanto é isso. Abraços e até a próxima semana!</p>
<p><img class="alignright size-thumbnail wp-image-2352" title="Lygia Pimentel" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Lygia-Pimentel-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></p>
<p style="text-align: right;"><em>*Lygia Pimentel é médica veterinária, pecuarista e especialista e </em></p>
<p style="text-align: right;"><em>commodities.</em></p>
<p style="text-align: right;"><em><em>Twitter: @lygiapimentel</em><em> </em></em></p>
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		<title>MSD Saúde Animal apresenta nova tecnologia contra diarreia em bezerros</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 14:49:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A proteção que vem da mãe A maioria dos problemas sanitários dentro dos sistemas de produção da pecuária de corte ocorre na fase de cria, sendo os bezerros a categoria animal mais susceptível às doenças, registrando o maior número de perdas por mortes ou mesmo sequelas. A nova vacina lançada pela MSD Saúde Animal, Bovilis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><span style="color: #808080;"><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/bezerros.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2441" title="bezerros" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/bezerros.jpg" alt="" width="469" height="294" /></a>A proteção que vem da mãe</span></strong></p>
<p>A maioria dos problemas sanitários dentro dos sistemas de produção da pecuária de corte ocorre na fase de cria, sendo os bezerros a categoria animal mais susceptível às doenças, registrando  o maior número de perdas por mortes ou mesmo sequelas. A nova vacina lançada pela MSD Saúde Animal, Bovilis Triguard® vem revolucionar o mercado, proporcionando uma proteção antecipada aos bezerros, com comodidade e praticidade.</p>
<p>A diarreia em bezerros tem sido um problema constante na maioria das fazendas, ocasionando grandes prejuízos aos produtores, tanto pelo atraso no crescimento e até mesmo pelo alto índice de mortalidade. Essa enfermidade pode ter diversas causas, como excesso de leite consumido pelo bezerro, stress, verminoses e doenças infecciosas entre as principais.</p>
<p>Tiago Lopes, Gerente de Produtos da Linha Leite da MSD Saúde Animal, afirma que o bezerro recebe anticorpos por meio do colostro. Lopes explica: “basta uma dose da vacina Bovilis Triguard®, entre doze e três semanas antes do parto, para proteger contra os principais agentes da diarreia neonatal: Rotavírus, Coronavírus e E. coli (K99)”. Ele finaliza: É a prevenção da mãe para o ﬁlho”.</p>
<p>A diarreia apresenta três formas principais:</p>
<p>• Forma septicêmica: a bactéria quando na corrente sanguínea, multiplica-se rapidamente. Animais que não receberam o colostro em tempo e quantidade suficiente, ficam predispostos à invasão da bactéria em seus tecidos orgânicos. É frequente o animal aparecer morto ou apático, sem ter apresentado nenhum sinal clínico.</p>
<p>•  Forma enterotoxêmica: existe uma grande proliferação de E. coli na parte média e posterior do intestino e é observada em casos individuais. A apresentação da doença é de caráter súbito, com colapsos e extrema prostração. Pode ocorrer a morte do animal, sem apresentação de diarreia.</p>
<p>•  Forma entérica: é também conhecida como &#8220;curso branco&#8221;. A desidratação é variável, sendo as fezes aquosas, com cheiro pútrido, contendo fragmentos de leite coagulado, evidenciando uma digestão deficiente. Os  bezerros afetados que não morrem permanecem doentes por algumas semanas.</p>
<p><strong>Sobre a MSD Saúde Animal</strong></p>
<p>Hoje a Merck (conhecida como MSD fora dos Estados Unidos e do Canadá) é a líder mundial em assistência à saúde, trabalhando para ajudar o mundo a viver bem.  A MSD Animal Health, conhecida no Brasil como MSD Saúde Animal e nos Estados Unidos e Canadá como Merck Animal Health, é a unidade de negócios global de saúde animal da Merck.  A MSD Saúde Animal oferece a veterinários, fazendeiros, proprietários de animais de estimação e governos a mais ampla variedade de produtos farmacêuticos veterinários, vacinas e soluções e serviços de gerenciamento de saúde.  A MSD Saúde Animal se dedica a preservar e melhorar a saúde, o bem estar e o desempenho dos animais, investindo extensivamente em recursos de pesquisa e desenvolvimento amplos e dinâmicos e em uma rede de suprimentos global e moderna.  A MSD Saúde Animal está presente em mais de 50 países, enquanto seus produtos estão disponíveis em 150 mercados.  Para mais informações, visite <a href="http://www.msd-saude-animal.com.br" target="_blank">www.msd-saude-animal.com.br</a>.</p>
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		<title>Kepler Weber conquista Prêmio Gerdau Melhores da Terra</title>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 14:54:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No último dia 2 de maio, a Kepler Weber foi agraciada com o Troféu Ouro na 30ª edição do “Prêmio Gerdau Melhores da Terra”, realizado durante a Agrishow 2012, em Ribeirão Preto, São Paulo. A Companhia venceu na categoria Novidade Agrishow, divisão Agricultura de Escala, com a nova linha de Secadores de Grãos Khronos. Apresentado ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_2447" class="wp-caption alignleft" style="width: 294px"><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/keppler.jpg"><img class="size-medium wp-image-2447" title="keppler" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/keppler-284x300.jpg" alt="" width="284" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">O diretor executivo da Gerdau Aços Brasil, Heitor Bergamini, entrega o prêmio ao diretor presidente da Kepler Weber, Anastácio Fernandes Filho. (Divulgação Kepler Weber)</p></div>
<p>No último dia 2 de maio, a Kepler Weber foi agraciada com o Troféu Ouro na 30ª edição do “Prêmio Gerdau Melhores da Terra”, realizado durante a Agrishow 2012, em Ribeirão Preto, São Paulo.</p>
<p>A Companhia venceu na categoria Novidade Agrishow, divisão Agricultura de Escala, com a nova linha de Secadores de Grãos Khronos. Apresentado ao mercado durante a feira, o equipamento é inovador na categoria e representa ganhos em todas as escalas, com melhor performance em termos de qualidade final do grão e melhores resultados na lucratividade do cliente. Tem entre seus principais diferenciais o sistema automatizado, a eficiência energética, e a responsabilidade ambiental.</p>
<p>Maior premiação da América do Sul para o setor de máquinas e equipamentos agrícolas, o Prêmio Gerdau Melhores da Terra tem o objetivo de estimular a inovação, a qualidade, a tecnologia e a criatividade e oportunizar que o mercado conheça o que existe de melhor em máquinas, equipamentos e componentes de uso agrícola fabricados nos países membros do Mercosul e no Chile, além de trabalhos científicos na área da Engenharia Agrícola.</p>
<p>Para definir os vencedores, a Comissão Julgadora percorreu a Agrishow 2012 por dois dias, antes da abertura oficial. As 20 máquinas e equipamentos inscritos foram avaliados detalhadamente e, além disso, seus representantes e/ou fabricantes foram entrevistados.</p>
<p>Esta é a oitava vez que a Kepler Weber recebe a premiação, mas, segundo o diretor presidente da empresa, Anastácio Fernandes Filho, é como se fosse a primeira. “O Prêmio Gerdau Melhores da Terra mostra a cada ano sua força no setor pela seriedade e credibilidade durante todo o processo de escolha dos vencedores. É uma grande honra recebê-lo novamente e, ainda mais, com um equipamento que é o primeiro desenvolvido pelo novo Centro Tecnológico de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Kepler, o CETEK”, avalia o executivo.</p>
<p>Mais informações:</p>
<p>A Kepler Weber atua no setor de agronegócios, sendo especializada no desenvolvimento de soluções completas em armazenagem. Trading companies, cooperativas, indústrias e produtores rurais formam sua carteira de clientes, para a qual são desenvolvidos projetos sob medida no sistema turn key. Para maiores informações sobre a companhia, acesse www.kepler.com.br.</p>
<p>O diretor executivo da Gerdau Aços Brasil, Heitor Bergamini, entrega o prêmio ao diretor presidente da Kepler Weber, Anastácio Fernandes Filho. (Divulgação Kepler Weber)</p>
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		<title>Campo Grande recebe a quarta etapa do Circuito Feicorte NFT</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 18:18:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Mato Grosso do Sul é detentor do terceiro maior rebanho bovino do País Nos próximos dias 22 e 23 de maio, o Circuito Feicorte NFT 2012 realiza a sua quarta etapa na capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. O Estado é, atualmente, detentor do terceiro maior rebanho bovino do País, com 22,3 milhões [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_2411" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/feicorte-goiânia.jpg"><img class="size-full wp-image-2411" title="feicorte goiânia" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/feicorte-goiânia.jpg" alt="" width="469" height="312" /></a><p class="wp-caption-text">Após três eventos realizados, o Circuito Feicorte NFT já reuniu cerca de 3 mil participantes que representam 15 milhões de cabeças de gado</p></div>
<p style="text-align: center;"><strong><span style="font-size: small;">Mato Grosso do Sul é detentor do terceiro maior rebanho bovino do País</span></strong></p>
<p>Nos próximos dias 22 e 23 de maio, o Circuito Feicorte NFT 2012 realiza a sua quarta etapa na capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande. O Estado é, atualmente, detentor do terceiro maior rebanho bovino do País, com 22,3 milhões de cabeças.</p>
<p>Dados da FAMASUL (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul) apontam que a pecuária tem uma importância vital para a economia local. E a exportação de carne é um dos destaques. Em 2011, Mato Grosso do Sul exportou mais de US$ 391 milhões. Os países que mais compraram carne bovina sul-mato-grossense foram Rússia, Irã e Hong Kong.  E neste ano de 2012, as vendas para o mercado externo continuam aquecidas, com crescimento em março de quase 2%. Somente neste mês foram embarcadas 7,9 mil toneladas, equivalentes a US$ 36,9 milhões.</p>
<p>Realizado pela Feicorte (maior evento indoor da cadeia pecuária de corte do mundo e principal vitrine do setor) em parceria com a NFT Alliance (aliança de marketing cooperativado do agronegócio), o Circuito Feicorte NFT 2012 reúne produtores, técnicos, empresários e pessoas ligadas a este segmento em uma programação de palestras integrada a uma feira de negócios.  A Etapa Campo Grande conta com apoio da FAMASUL, Seprotur, Novilho Precoce MS, Nelore MS e Acrisul.</p>
<p>Iniciado no mês de março, o Circuito Feicorte NFT 2012 tem objetivo de levar conhecimento e promover relacionamento e oportunidades de negócios para as regiões dos principais pólos de produção de gado de corte, onde estão concentrados mais de 55% do total de cabeças.</p>
<p>As inscrições para a Etapa Campo Grande já estão abertas para produtores, profissionais e visitantes participarem do evento, que acontece no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo.</p>
<p><strong>O que já aconteceu</strong></p>
<p>Cuiabá, Salvador e Goiânia foram as cidades que já receberem o Circuito Feicorte NFT 2012, reunindo 3.000 participantes que acumulam 15 milhões de cabeças de gado. “A receptividade foi muito boa nas três capitais que o Circuito já passou. Os auditórios ficaram cheios com participação maciça dos produtores em debates sobre os principais temas que envolvem a pecuária de corte. E, durante os intervalos, também notamos uma forte integração entre indústria e pecuarista”, disse Carla Tuccilio, gerente do Agrocentro.</p>
<p>Alessandro Roppa, gerente de marketing da NFT Alliance, afirmou que as primeiras etapas já realizadas superaram expectativas, tanto da organização do evento, como dos expositores, parceiros e pecuaristas. “O resultado acumulado e a expectativa para Campo Grande devem posicionar o Circuito Feicorte NFT como um dos maiores eventos de pecuária de corte já realizados no país, atingindo um público de mais de 4 mil produtores participantes&#8221;.</p>
<p>Após Campo Grande, o Circuito Feicorte NFT encerra as atividades no Espaço Carne, dentro da  Feicorte 2012, de 11 a 15 de junho, em São Paulo.  O evento tem o patrocínio Master da MSD Saúde Animal, Nutron Alimentos, Dow AgroSciences, Banco Original, Serrana e Programa Leilões e apoio das principais associações do setor. O Canal Rural é a mídia apoiadora do evento.</p>
<p>A programação de palestras do Circuito Feicorte NFT 2012 &#8211; Etapa Campo Grande, está disponível no endereço: <a href="http://www.agrocentro.com.br/circuitofeicorte/campo-grande.html" target="_blank">http://www.agrocentro.com.br/circuitofeicorte/campo-grande.html</a></p>
<p><strong> Serviço</strong></p>
<p>Circuito Feicorte NFT 2012 – Etapa Campo Grande. Data: 22 e 23 de maio. Local: Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo. Realização: Feicorte e NFT Alliance. Apoio: FAMASUL, Seprotur, Novilho Precoce MS, Nelore MS e Acrisul. Patrocínio Master: MSD Saúde Animal, Nutron Alimentos, Dow AgroSciences, Banco Original, Serrana e Programa Leilões. Patrocínio Gold: Marfrig, Minerva, Agener União, Arysta, Bellman, Nufarm, Associação Brasileira de Hereford e Braford, Ourofino, Associação Brasileira de Angus, Novanis e Nutroeste. Patrocínio Silver: Phibro, ABS Pec Plan, Rocha Irrigações, Bimeda Mogivet, Casale e Macal. Patrocínio e Apoio Workshops: CRV Lagoa, Beckhauser, Bigma, Scot Consultoria e Roppa Consulting. Mídia apoiadora: Canal Rural.</p>
<p><strong> Sobre a Feicorte</strong></p>
<p>A Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne, maior evento indoor da cadeia pecuária de corte do mundo, se destaca como principal vitrine do setor, referência em qualidade, pesquisa, tecnologia, equipamentos, produtos e serviços. Realizada anualmente na cidade de São Paulo, a feira mais importante do calendário dos produtores está prestes a se expandir para mais cantos do território brasileiro.</p>
<p><strong> Sobre a NFT Alliance</strong></p>
<p>Aliança de Marketing Cooperativado do Agronegócio, liderada pela Nutron Alimentos, a NFT Alliance reúne as principais empresas que representam os diversos elos da cadeia de produção de proteína animal e tem como objetivo gerar, promover e divulgar conteúdo, para fortalecer a sustentabilidade econômica dos clientes dessa aliança.</p>
<p style="text-align: right;"><em> Fonte: QUÊS – Ateliê de Comunicação</em></p>
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		<title>Criadores de 18 estados e do DF devem vacinar o gado contra febre aftosa</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 16:40:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Na maioria das regiões o trabalho de imunização começou no último dia 1°. No Pará, a vacinação é feita apenas na área livre da doença. Os criadores de 18 estados e do Distrito Federal devem vacinar o gado contra a febre aftosa em maio. Na maioria das regiões, o trabalho começou no dia 1º de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/vacinação-aftosa.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2408" title="vacinação aftosa" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/vacinação-aftosa.jpg" alt="" width="469" height="352" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Na maioria das regiões o trabalho de imunização começou no último dia 1°. No Pará, a vacinação é feita apenas na área livre da doença.</strong></p>
<p>Os criadores de 18 estados e do Distrito Federal devem vacinar o gado contra a febre aftosa em maio. Na maioria das regiões, o trabalho começou no dia 1º de maio. Participam da campanha de vacinação: Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Bahia, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Acre, Rondônia, Pará e Amazonas.</p>
<p>No Pará, a vacinação é feita apenas na área livre de aftosa. No Amazonas, imunizam os animais os 21 municípios que não fazem parte da calha dos rios Amazonas e Solimões.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Fonte: Globo Rural</em></p>
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		<title>Programa AltaEmbryo apresenta novas parcerias na ExpoZebu</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 16:33:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Fazenda Sete Estrelas Embriões, Morada Corinthiana, Xapetuba e Guzerá IT são as novas parceiras da Alta Genetics A ExpoZebu, um dos principais eventos da pecuária nacional, chega a sua 78ª edição com a participação de importantes criatórios do país e com a presença da Alta Genetics – uma das maiores empresas de melhoramento genético do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<div id="attachment_2404" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><strong><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/alta-genetics-1.jpg"><img class="size-full wp-image-2404" title="alta genetics 1" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/alta-genetics-1.jpg" alt="" width="469" height="353" /></a></strong><p class="wp-caption-text">A Fazenda Guzerá IT é uma das novas parceiras, que irão fornecer para o Programa AltaEmbyo doadoras de alto valor genético.</p></div>
<p style="text-align: center;"><strong>Fazenda Sete Estrelas Embriões, Morada Corinthiana, Xapetuba e Guzerá IT são as novas parceiras da Alta Genetics</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">A ExpoZebu, um dos principais eventos da pecuária nacional, chega a sua 78ª edição com a participação de importantes criatórios do país e com a presença da Alta Genetics – uma das maiores empresas de melhoramento genético do mundo. A Empresa anuncia novas parcerias com: Fazenda Sete Estrelas Embriões, Morada Corinthiana, Xapetuba e Guzerá IT, que irão fornecer para o Programa AltaEmbyo doadoras de alto valor genético.</p>
<p>“Em apenas um ano, após a inauguração do programa, comercializamos mais de mil prenhezes pelo Programa AltaEmbryo. A busca pelo avanço genético é uma realidade hoje do mercado brasileiro e os pecuaristas estão investindo em genética para aumentar o desempenho do rebanho e o retorno financeiro”, ressalta Rodrigo Taveira Peixoto, gerente de produto AltaEmbryo.</p>
<p>A Alta Genetics com o intuito de disseminar genética de qualidade no Brasil, comercializa &#8211; através do programa AltaEmbryo (conta com diversos criatórios de leite e corte) &#8211; prenhezes  de matrizes de alto padrão genético acasaladas com touros de altíssimo potencial genético, promovendo um rentável custo/benefício ao produtor. A Alta acaba de anunciar importantes parcerias para o ano de 2012:  Fazenda Sete Estrelas Embriões (com décadas de atuação no mercado pecuário e seleção genética, possui rebanho da raça Nelore de alto potencial genético. Foi vencedora por três anos consecutivos do prêmio “Nelore de Ouro”); Fazenda Xapetuba (referência genética na raça Girolando. De 2008 a 2011 foram produzidos mais de 1000 animais oriundos de FIV); Fazenda Morada Corinthiana (30 anos de seleção na raça Girolando e muita premiação em exposições nacionais) e Fazenda Guzerá IT (um dos mais importantes criatórios da raça Guzerá do país, selecionando animais de alto potencial produtivo com respaldado em avaliação genética. Pioneira na avaliação de eficiência alimentar da raça).</p>
<p>Além das novas parcerias, a Empresa possui em seu portfólio as fazendas: São João (quinta maior produtora de leite da raça Holandês do Brasil); Tropical Genética (maior produtora de leite da raça Gir Leiteiro do Brasil e mais de 20 anos de seleção na raça Gir Leiteiro); Uberbrahman (conceito em genética sustentável, tendo como base de seleção precocidade e rusticidade, desenvolvendo métodos de avaliação dos animais através de rigorosas provas de ganho de peso e avaliação de carcaça) e Tufubarina (referência no Brasil na criação de animais da raça Senepol, sendo hoje considerada uma das precursoras da raça no país, e seus animais já são formadores de plantéis de outros criadores).</p>
<p>A Alta Genetics é uma das maiores empresas de melhoramento genético do mundo, com sede na cidade de Calgary, em Alberta (Canadá). Presente em mais de 100 países, a Alta possui centrais de coleta no Canadá, Estados Unidos, Holanda, China, Argentina e Brasil e é considerada líder na comercialização de soluções genéticas lucrativas. No Brasil, sua Central tem capacidade para abrigar 237 touros. Conta com 75 escritórios regionais no Brasil, totalizando aproximadamente 700 profissionais em todo país.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Fonte: Alta Genetics</em></p>
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		<title>Pecuaristas definem propostas do setor para a Rio+20</title>
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		<pubDate>Thu, 03 May 2012 16:22:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em reunião da CNA realizada durante a 78ª ExpoZebu, produtores rurais pedem reconhecimento por serviços prestados ao meio ambiente Cerca de 100 representantes da classe produtora, entre pecuaristas e lideranças do setor, participaram de reunião realizada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na sede da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<div id="attachment_2399" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px"><strong><a href="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/camapnha-abcz.jpg"><img class="size-full wp-image-2399" title="camapnha abcz" src="http://boiapasto.com.br/wp-content/uploads/2012/05/camapnha-abcz.jpg" alt="" width="469" height="302" /></a></strong><p class="wp-caption-text">  Sobre o tópico meio ambiente, os pecuaristas reivindicam remuneração pelos serviços prestados em termos de preservação da biodiversidade. </p></div>
<p style="text-align: center;"><strong>Em reunião da CNA realizada durante a 78ª ExpoZebu, produtores rurais pedem reconhecimento por serviços prestados ao meio ambiente</strong></p>
<p>Cerca de 100 representantes da classe produtora, entre pecuaristas e lideranças do setor, participaram de reunião realizada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na sede da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), durante a 78ª ExpoZebu, a maior mostra de gado zebuíno do mundo. O encontro teve como objetivo discutir propostas para integrar um documento que será apresentado pela CNA durante a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que acontece entre os dias 13 e 22 de junho, no Rio de Janeiro (RJ).</p>
<p>Segundo o mediador da reunião, Sérgio Cordioli, a contribuição dos pecuaristas enriqueceu o que já havia sido anotado em um primeiro encontro, em Brasília (DF), no dia 18 de abril. Divididos em grupos de trabalho, os pecuaristas apresentaram propostas para cinco temas: meio ambiente, inovação e tecnologia, educação no meio rural, segurança alimentar e nutricional e erradicação da pobreza.</p>
<p>Sobre o tópico meio ambiente, os pecuaristas reivindicam remuneração pelos serviços prestados em termos de preservação da biodiversidade. Até por essa condição é que os participantes sugeriram, também, a criação de um ranking global de países em relação à preservação do meio ambiente, para que a sociedade saiba como cada nação está lidando com o assunto. “A pecuária brasileira tem evoluído de forma sustentável, apoiada em desenvolvimento tecnológico e aumento de produtividade, sem a necessidade de ampliar área. E ainda podemos avançar muito mais. Isso é um grande diferencial”, comenta o presidente da ABCZ, Eduardo Biagi.</p>
<p>Para o assessor técnico da Comissão de Meio Ambiente da CNA, Nelson Ananias, o Brasil tem muito a mostrar na Rio+20 sobre produção agropecuária em equilíbrio com o meio ambiente. “Se mais países seguissem nosso exemplo, o meio ambiente estaria bem melhor. A classe produtora é, na verdade, grande ambientalista”, analisa.</p>
<p>Compartilhar essa tecnologia que permite otimizar os resultados da pecuária de forma sustentável também foi considerada prioridade pelos participantes da reunião. A proposta apresentada por eles foi a criação de um fundo internacional pelos países ricos e emergentes para financiar a implantação de tecnologia visando o desenvolvimento agrícola e pecuário de forma sustentável.</p>
<p>Educação é outro ponto crucial nessa discussão. Os pecuaristas querem ver na grade curricular das escolas do mundo todo uma disciplina que fale sobre produção sustentável. Dessa forma, as pessoas teriam condições de conhecer melhor e discutir o tema com base em informações consistentes.</p>
<p>A CNA vai incorporar todas essas sugestões à base de informações que será concluída na terceira reunião do grupo, que acontecerá no dia 8 de maio, em São Paulo, na sede da Sociedade Rural Brasileira. O resultado final desse processo é a geração de um documento final a ser apresentado pela presidente da CNA, a senadora Kátia Abreu, a autoridades e negociadores brasileiros presentes na Rio+20.</p>
<p><strong>Serviço:</strong> 78ª ExpoZebu</p>
<p><strong>Data:</strong> 28 de abril a 10 de maio</p>
<p><strong>Local:</strong> Parque Fernando costa &#8211; Uberaba (MG)</p>
<p><strong>Programação:</strong><a href=" http://www.abcz.org.br/expozebu/programacao" target="_blank"> http://www.abcz.org.br/expozebu/programacao</a></p>
<p><strong> Sobre a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ)</strong></p>
<p>Fundada em 1934, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) tem sede em Uberaba, Minas Gerais, e representa cerca de 20 mil associados no Brasil. É uma entidade nacional que coordena e centraliza todas as atividades relacionadas ao zebu nas áreas técnica, política e econômica.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Fonte: ABCZ</em></p>
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