• Nutrição
  • A importância de suplementar bovinos na estação das águas

    04/04/2018
    No Brasil, o sistema de criação de bovinos é baseado predominantemente na forragem.

    Suplementar os animais deve seguir um plano nutricional e ser implementado durante todo o ano

     

    A atenção para a suplementação se dá durante a seca, pois durante o período de chuvas (normalmente de outubro a meados de abril), muitos pecuaristas, que não compreendem a relação e a interação entre animal e solo, acreditando que o animal não precisa receber suplementação adequada. Para o médico veterinário João Gabriel de Carvalho, do Departamento de Nutrição do Grupo Matsuda, “esse é um grande engano dos produtores”.

    Suplementar os animais deve seguir um plano nutricional e ser implementado durante todo o ano (períodos de chuva, transição e seca) levando em conta as características do sistema de produção como manejo de pastagem, meta de desempenho almejada, objetivo do sistema produtivo, categoria animal, capacidade de investimento, entre outros. “Devemos suprir a deficiência mineral que os animais possuem em sua dieta, nos diferentes solos brasileiros”, explica João Gabriel. Ele ressalta que a deficiência de Fósforo, Selênio, Zinco é comum e deve-se oferecer esses minerais no cocho.

    Com o pasto oferecendo melhores condições, o ganho de peso acontece naturalmente e suas exigências de minerais e vitaminas aumentam. Carvalho explica que toda categoria de animal de produção “precisa de minerais em sua dieta para manutenção, crescimento, ganho de peso, reprodução e produção de leite, independente da época do ano e qualidade dos alimentos. Durante o período das águas a necessidade de consumo de minerais pelos animais é ainda maior, devido a melhora do alimento, aumento no metabolismo do animal e, consequentemente, na utilização dos minerais. Portanto quando não suplementamos corretamente esses animais, limitamos sua produtividade e seu desenvolvimento”.

    O veterinário explica que uma vaca de cria com bezerro ao pé possui uma necessidade nutricional e mineral, maior do que um animal destinado apenas à engorda. Portanto, “se não a suplementarmos devidamente, estaremos limitando a capacidade que sua genética pode expressar”. Ele complementa afirmando que, se existe uma melhora do alimento também existe o aumento na utilização dos minerais pelos animais.

    Já na seca os produtores devem preparar as pastagens o quanto antes, produzindo matéria seca durante o período chuvoso do ano e guardando uma reserva para a seca. “Dessa forma diminuímos os efeitos negativos naquela fase do ano, disponibilizando alimento para os animais”. A suplementação deve ser reforçada durante o período das águas pois, assim, “daremos melhores condições de reserva de energia (gordura) e assim, diminuímos a perda de peso nos animais”.

    Cochos

    A ingestão de água e de suplemento mineral estão diretamente relacionados, portanto o cocho e a fonte de água devem estar o mais próximo possível, estando, no máximo de 400 metros de distância. Carvalho explica que, respeitando essa distância “não afetamos tanto o consumo de suplemento, como água, ambos importantes na dieta do animal”. Já o tamanho de cocho vai variar de acordo com tamanho de lote animal e de tipo de suplemento trabalhado.

    O veterinário apresenta um exemplo: “com um suplemento exclusivamente mineral (macro e micro minerais) recomendamos a metragem de cinco centímetros, por animal. Quando utilizamos suplementos com consumo maior, devemos aumentar também a metragem dos cochos para garantir que todos os animais tenham acesso ao suplemento. Lembrando que, tanto o cocho como a fonte de água, devem ser de fácil acesso pelos animais”.

    Desempenho Máximo

    O Programa Desempenho Máximo foi desenvolvido pelo Departamento Técnico de Nutrição Animal, com o objetivo de auxiliar o emprego das diversas formulações de suplementos minerais, proteico energéticos e proteinados para o pecuarista, a fim de obter o máximo de resultados possível, dentro de sua propriedade rural, seja ele produtor de bezerro, carne, leite, a pasto ou em confinamento, independente do seu sistema de produção ou nível tecnológico adotado em sua propriedade. “O produtor deve sempre respeitar a quantidade de forragem e o nível de produtividade em que se deseja alcançar, pois cada propriedade é única e nossa equipe de campo estará sempre pronta para indicar o programa mais adequado dentro do perfil e necessidade do produtor rural”, ressalta João Gabriel.

    Fonte: Matsuda / Taxi Blue Comunicação Estratégica



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