• Manejo
  • Altas temperaturas exigem maior cuidado com o carrapato bovino

    21/12/2017
    Este é o momento de agir para evitar uma superpopulação do parasita no final do verão

    A época de primavera e verão é quando a produção pecuária enfrenta os seus maiores desafios, além de também ser um período chave no ciclo de produção. Esse é o momento de saída da estação de nascimentos e entrada na estação reprodutiva, portanto, crucial no cuidado do rebanho de cria. E é justamente nessa hora que o principal inimigo da pecuária está no seu período de pleno desenvolvimento: o carrapato bovino.

    No Rio Grande do Sul existem três gerações de carrapatos bem reconhecidas, com pequenas variações nas diferentes regiões do Estado. Na primavera, principalmente, há o aumento das temperaturas e da umidade e todos os ovos e larvas que estão no ambiente eclodem e passam a parasitar os bovinos. De acordo com o médico veterinário Bernardo Pötter, presidente do Conselho Técnico da Conexão Delta G, este é o momento de agir para evitar uma superpopulação de carrapatos na terceira geração, que se dá no final do verão e início do outono. “O manejo e escolha de princípios ativos devem ser sempre orientados pelo veterinário a fim de não prejudicar todo o trabalho da propriedade”, destaca.

    Pötter afirma que felizmente o melhoramento genético atual já pode auxiliar no controle do carrapato bovino através da seleção genômica, uma área nova dentro da genética que vem surtindo resultados animadores no Rio Grande do Sul e fora dele. Salienta que o trabalho da Conexão Delta G, fruto de uma extensa pesquisa em parceria com a Embrapa Pecuária Sul, de Bagé (RS), e o Gensys Consultores Associados, com apoio da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), identificou os animais das raças Braford e Hereford mais resistentes à infestação por carrapatos por meio da genotipagem dos animais e auxílio dos marcadores moleculares presentes no DNA dos bovinos destas raças. “As tradicionais DEP´s (Diferença Esperada na Progenie) são agora acrescidas e auxiliadas pela informação coletada diretamente do genoma dos animais, aumentando a precisão do valor genético em pelo menos 30% para animais que não têm filhos avaliados para essa característica”, explica.

    Nos remates da Conexão Delta G, já é possível adquirir reprodutores mais resistentes ao carrapato, bem como sêmen de touros em centrais de inseminação com essa informação e assim selecionar linhagens mais resistentes ao parasita. “É importante o produtor ficar atento à essa nova ferramenta de seleção e adquirir tanto touros como sêmen de animais mais resistentes ao carrapato para, desta forma, diminuir custos com tratamento/profilaxia e prejuízos diretos com baixo desempenho e doenças transmitidas pelo carrapato”, observa.

    Fonte: AgroEffetive / Foto: Conexão Delta G/Divulgação



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