• Manejo
  • Bem-estar dos animais é fundamental para a produção

    05/10/2015
    O mercado consumidor está cada vez mais exigente e preocupado com o bem-estar dos animais, principalmente o mercado europeu. Por isso, os produtores brasileiros estão mais atentos ao tratamento dos animais nas propriedades.

    Dentre todas as condições de bem-estar, o conforto térmico é uma delas. O Brasil tem altas temperaturas quase o ano inteiro e a produção pecuária do país se concentra na região intertropicial, onde há maior incidência de radiação solar. Essa grande exposição ao sol pode prejudicar itens da produção, da sanidade e da reprodução do rebanho.

    Nem todas as raças bovinas têm uma boa adaptabilidade ao nosso clima, as taurinas são as que têm mais dificuldade com o calor e por isso sofrem mais com esses efeitos. Já o nelore, que vem das raças zebuínas é considerado adaptado, pois possui características, como a cor da pele e do pelo, e a grande quantidade de glândulas sudoríparas, que auxiliam no ambiente quente. Mas há um sofrimento em períodos prolongados de calor, pois são animais homeotérmicos, ou seja, precisam manter a temperatura ideal para realizar suas funções fisiológicas dentro da normalidade.

    Cada tipo de animal possui uma temperatura ideal para seu conforto térmico. Para os taurinos, a faixa de temperatura é na média dos 27 graus já os zebuínos suportam até 35 graus. Quando as temperaturas ultrapassam esses valores, o animal fica ofegante, aumenta a temperatura retal e os batimentos cardíacos para tentar aliviar o calor. Para realizar todo esse processo, o animal gasta energia que pode refletir na queda da produtividade.

    Cabe ao produtor adequar o ambiente dos animais para que consigam viver dentro da temperatura ideal. Em sistema de confinamento é possível colocar aspersores de água, cortinas e sistemas de ventilação. Já para animais a pasto, a alternativa seria opções de sombra, que pode ser artificial, com sombrite 70%, por exemplo, ou natural. Plantação de árvores é uma alternativa barata e eficiente, sem contar os demais benefícios ambientais e econômicos.

    No caso do uso de árvores, várias espécies podem ser consideradas. Em sistemas de ILPF- Integração Lavoura, Pecuária e Floresta no Centro-Oeste, o eucalipto é o mais usado.

    O mercado e os institutos de pesquisam oferecem diversas opções que o produtor pode utilizar para trazer mais conforto e bem-estar aos animais, podendo ter melhores resultados e produzir produtos com maior qualidade.

    Com a competitividade cada vez maior, pequenos detalhes na produção podem fazer toda a diferença na comercialização dos produtos e no melhoramento genético das raças bovinas.

    Fonte: AgroEditorial / Rural Centro / Gabriela Borsari

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