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  • Boi a Pasto entrevista Mariana Beckheuser, presidente da empresa pioneira em Bem-Estar Animal e Humano no país

    25/03/2021
    Março, mês internacional das mulheres
    Mariana Beckheuser na fachada da nossa fábrica nova.
     
    Nesse mês de março dedicado às mulheres, o portal Boi a Pasto realizou uma série de entrevistas com personalidades femininas com destaque no agronegócio. Confira nesse primeiro perfil a entrevista com a presidente da Beckhauser, Mariana Beckheuser. No mercado desde 1970 a Beckhauser uma empresa pioneira no desenvolvimento de soluções para contenção na pecuária, e possui uma fábrica em Maringá no Paraná que conta com a bandeira do Bem-Estar Animal e Humano (BEAH). Quem teve a honra de realizar essa primeira entrevista foi a jornalista e diretora da agência Taxi Blue Comunicação Estratégica, Marisa Rodrigues:
     
    Portal Boi a Pasto: Vou começar este perfil, contando sobre qual foi a impressão que você me causou, quando te conheci quase há uns 20 anos, recém formada e assumindo essa diretoria tão importante dentro de uma empresa como a Beckhauser, que , à época, recém chegada ao agronegócio, eu achava perfeita. Não era uma graaaaaaaaaande empesa, mas vocês sabiam se posicionar no mercado, e faziam a lição de casa, direitinho, enquanto a maioria ainda engatinhava neste setor.
     
    De lá prá cá, você só continuou firme nesse propósito, de cada vez levantar bem alto a questão do bem-estar animal, fazendo disso o marketing do bem.
     
    Portal Boi a Pasto: Eu gostaria de saber onde você se formou, com que idade, e se você já trabalhava na empresa, nessa área, ou estava começando, depois de formada, e se teve algum guru lá dentro que te ensinou a dar os primeiros passos. Em caso positivo, quem foi essa pessoa, e se ela foi definitiva para que você decidisse por assumir esse posto dentro da empresa?
    Mariana: Minha formação é na área de Comunicação Social - Relações Públicas. Sou formada pela UEL (Universidade Estadual de Londrina) e com pós também pela UEL em Comunicação Popular e Comunitária.
     
    Eu escolhi RP e não administração porque não queria trabalhar com meus pais, inicialmente. Sentia que isso pareceria que eu não poderia criar o meu espaço ou pareceria sempre à sombra e não ter feito nada 'por mim mesma'. Durante a faculdade passei por um estágio na Secretaria de Cultura de Londrina, outro em empresa, mas a maioria dos meus trabalhos da graduação fiz em instituições beneficentes e com cunho social. Recém formada, segui trabalhando um pouco em outras empresas. Mas dois anos depois, quando concluía minha pós e fiz o meu trabalho de conclusão de curso sobre a Beckhauser, em que trazia uma ideia ligada com algo que eu já acreditava e que depois se desdobrou no que hoje direciona meu trabalho na gestão do negócio (conto mais depois), que era o impacto social da empresa, caiu a minha ficha de que na empresa da família eu poderia ter muito mais espaço e condições de influenciar nesse caminho.
     
    Portal Boi a Pasto: Nesse sentido, gostaria de saber como e porquê, com vinte anos de antecedência, você teve essa visão de levantar essa bandeira no mercado da pecuária, ainda tão malvisto quando a questão são os cuidados e a responsabilidade que se deve ter com a produção animal, principalmente no tocante a sustentabilidade do setor?
    Mariana: Essa visão não é mérito meu. Como contei antes, ela veio do meu pai, José Carlos Beckheuser, no encontro com o médico veterinário Renato dos Santos. E foi, aliás, em algo muito importante para a minha decisão de vir para a Beckhauser.
     
    Portal Boi a Pasto: Você passa a imagem de uma pessoa ultradelicada, e muitas vezes, até mesmo frágil, embora administre um departamento da empresa que zela por sua imagem no mercado, o que deve lhe pesar bastante nos ombros, pois qualquer casca de banana no caminho e lá se vão anos de trabalho. Quem é a Mariana, de carne e osso, como é o coração da Mariana, mesmo quando ela tem que enfrentar todas as adversidades que sabemos que o setor e área onde você atua, sempre requisitam. É muito difícil? É fácil? Você tira de letra? Tem uma equipe forte? Conte um pouco como é o seu dia a dia.
    Mariana: Eu acredito muito que não tem uma separação de profissional e pessoal. Essa máxima de que quando se coloca o crachá, os problemas de casa devem ficar do lado de fora do portão da empresa, não cola pra mim. Somos seres-humanos, se estamos mal ou bem por algum motivo na vida pessoa, é claro que isso afeta nosso trabalho, e vice-e-versa. Somos multifacetados, mas unos. A Mariana de carne e osso é assim, como todo ser humano que se propõe e se permite ser de verdade. Tento ser flexível e ouvir e aprender muito com o time, mas não abro mão de valores, e nesse aspecto sou bem teimosa e inflexível (os mais próximos, "namorido", pais e irmãos diriam que a teimosia vai 'um pouco' além desses aspectos, rsrs). Se encontro algo que desrespeita coisas básicas como a transparência, o respeito ao outro, os valores e políticas da empresa, não consigo fazer de conta que não é comigo. Procuro, sim, ser 'delicada', como você diz, e exercitar muito a empatia. Mas também sou muito firme nos meus posicionamentos e fiel ao propósito e aos valores - meus e da empresa, mesmo que isso exija fugir um tanto da delicadeza (rsrs). Sou muito direta e transparente - às vezes um pouco demais.
    E não, realmente não é fácil conduzir um projeto, a responsabilidade de saber que nossas decisões afetam não só um negócio e uma marca, mas a vida de pessoas que decidiram colocar parte da sua vida para ajudar a construir esse projeto. Isso traz algum sofrimento, claro - tanto o assumir riscos, a insegurança muitas vezes, e até o ser transparente e verdadeira demais, num ponto que aos olhos do "normal" do mercado não é muito comum, beirando uma inocência até, que, claro, traz frustrações - como me ensinou recentemente um dos gestores do meu time. Aliás, o time é o que me fortalece e me faz acreditar todos os dias, de novo, que é possível. Tem momentos que dá vontade de sentar e chorar, de desistir, de sair correndo... Mas lembrar do time, das pessoas que impactamos e que constroem conosco diuturnamente o sonho do que queremos ver no mundo, a confiança na força da equipe, e saber para onde estamos indo, ter um propósito que nos norteia, é o que me sustenta nesses e em todos os momentos.  
    Prefiro sofrer me mantendo firme aos meus princípios do que me adequar ao que parece normal num mercado com cujo padrão de normalidade eu já não concordava plenamente desde quando nem imaginava que tinha muita gente boa no mundo construindo esses tais conceitos de negócios com propósito, empresas válidas, B, capitalismo consciente... Prefiro me juntar aos "bobos", como diz um consultor, amigo e parceiro dessa jornada dos negócios com propósito, que acreditam que dá, sim, pra fazer um mundo melhor através dos negócios, e que as empresas podem, sim, ganhar dinheiro gerando o bem pro mundo, pras pessoas e cuidando da natureza que nos acolhe. A Mariana tem procurado investir um tanto nesse caminho de autoconhecimento e autodesenvolvimento, que às vezes é doído porque evoluir espiritualmente sempre pede o olhar, reconhecer, perdoar e trabalhar nosso lado sombra; mas também muito libertador. 
     
    Comemorando o primeiro mês batendo a casa de 100 equipamentos fabricados na fábrica nova (dobro da nossa produção média mensal no ano anterior).
     
    Portal Boi a Pasto: Como já te disse no começo dessa entrevista, te conheci com vinte e um aninhos, esteando no marketing do agronegócio, onde você fez um trabalho brilhante. E sabemos que você é muito discreta na sua vida pessoal, sendo muito reservada. Mas a gente quer saber mais: se você se casou, se teve filhos, se sim, como foi conciliar carreira e trabalho, se em algum momento você cogitou ser apenas a herdeira da Beckhauser pra se dedicar mais à sua família (se você formou uma), ou se isso nunca passou pela sua cabeça.
    Mariana: Eu arrumei um jornalista, teimoso que nem eu, que me aguenta há 20 anos! Metade da vida juntos já. Escolhemos não ter filhos porque entendemos que essa é uma escolha de uma responsabilidade enorme e que exige uma dedicação e abrir mão de um tanto de coisas, que não nos vimos dando conta de fazer. Gostamos muito de viajar sem roteiro certo, de não ter horários, da liberdade que temos com nossas agendas. E nossa rotina de vida, durante a maior parte desse tempo, não nos permitira isso. Paulo e eu começamos a namorar na faculdade ainda. Depois de formado, no mesmo ano que eu decidi vir pra Beckhauser, ele decidiu seguir o sonho e a determinação de ser um jornalista de impresso num grande veículo (sempre invejei a clareza que ele sempre teve no caminho profissional que queria seguir, enquanto eu, quando escolhi RP foi quase mais fugindo da administração e meio sem saber o que direito era uma relações públicas) e foi morar em São Paulo. Ficamos quase dois anos namorando à distância, até que, em 2006, decidimos que estava difícil ficar longe e, no dia do meu aniversário, fui-me embora pra São Paulo descobrir o que era essa tal vida a dois, aproveitando que o trabalho na área de marketing da empresa me permitia não estar todos os dias na fábrica, até porquê agência, parceiros e fornecedores de mídia, estavam todos no eixo São Paulo.
    No começo, eu ficava mais em Sampa e vinha uma vez ao mês pra fábrica, depois comecei a viajar mais e passei a ficar meio mês lá, um cá e uma semana externa em visitas à rede de vendas e eventos do agro (onde tantas vezes nos encontramos). E, depois, ao me envolver cada vez mais com a gestão e assumir um papel mais estratégico e já não mais atuando diretamente no marketing, a agenda começou a se inverter e uma semana por mês ficava em casa, duas na fábrica e uma nas andanças por esse mundo da pecuária afora. Tinha momentos que pesava o ficar muito fora de casa, muito tempo longe. Muitas vezes invejei quando casais amigos contavam do cinema juntos no meio da semana, dos jantares a dois... Mas sempre falei que é bom pra dar saudade e que, talvez, se vivêssemos juntos todo dia, não teríamos durado tanto (rsrs). Por fim, quando o projeto da nova fábrica começou a sair do papel, fiquei absolutamente imersa nessa agenda e indo apenas alguns finais de semana pra São Paulo, praticamente. Aí começou a ficar mais pesado e o Paulo, então, no começo do ano passado (pouco antes de entrarmos nesse mundo maluco de pandemia), decidiu que era hora de ele fazer por mim o que eu fiz por ele lá atrás, e vir morar comigo em Maringá. A pandemia nesse aspecto deu uma ajudinha, pois, mesmo tendo pedido pra sair da Folha (de S Paulo), como o jornal está com a equipe toda praticamente em home office, pediram que ele ficasse mais um tempo e assim seguimos, ainda com uma rotina bem intensa de trabalho os dois, mas agora mais pertinho todos os dias e curtindo um pouco da tranquilidade do interior (até demais, já que não podemos ainda socializar com a cidade, devido ao cenário da pandemia). Mas a passagem por São Paulo foi fundamental também pro meu desenvolvimento, tanto cultural - que não tem cidade no Brasil que mergulhe a gente tão profundamente no cosmopolita, contemporâneo e ao mesmo tempo na história, no clássico e no caos -, quanto profissional. Desde as conexões que o mundo do agro paulistano me trouxe, com parceiros e amigos que tenho a alegria de ter encontrado nesse meio, até esse encontro tão marcante pra mim com o universo dos negócios com propósito e a ligação com uma rede de conexões incrível, que até hoje me alimenta, me oxigena, me fortalece e me inspira muito!
     
    Portal Boi a Pasto: Quais foram as maiores dificuldades que você enfrentou na liderança desse setor, na Beckhauser? Você considera que houve avanços em relação ao tratamento que as mulheres recebem dentro desse segmento que é considerado um dos mais machistas, ou ainda falta muito para as empresas se conscientizarem que essa é uma bandeira que elas devem levantar, bem alto, dentro dos ambientes corporativos?
    Mariana: Eu me considero muito privilegiada por ter podido aprender e me desenvolver debaixo dessa proteção de um negócio de família e principalmente do meu pai. Ser filha do José Carlos Beckheuser me abriu portas, algumas que certamente seriam muito mais difíceis para uma mulher abrir no meio agro sem essa retaguarda. Tive, sim, um ou outro cliente mais tradicionalista que conversava comigo com aquele ar de "o que é que essa menina acha que sabe de pecuária". Mas como sei que não sei nada mesmo, não sou técnica, e só me posiciono no que conheço e tenho convicção, nunca me melindrei muito com isso e nunca tive dificuldade em pedir ajuda – muitas vezes, nesses casos, trazendo um vendedor homem, por exemplo, pro atendimento do cliente. Acho que esse tipo de discriminação estrutural (seja de gênero, racional ou qualquer outro) se desconstrói fazendo nosso papel bem feito no dia a dia e não necessariamente batendo de frente (apesar de eu entender, respeitar e agradecer profundamente às mulheres que lutaram e lutam em movimentos mais radicais por esses espaços, pois, não fosse isso, o avanço que vemos hoje, provavelmente teria sido muito mais lento). Além da força que tem ser fruto de uma história de suceder um negócio que um dia aprendeu ou começou com a força de uma mulher que, na década de 70, quando lugar de mulher era em casa, trabalhava de igual pra igual – inclusive em força física – com qualquer homem e teve a coragem de decidir se separar do marido e encarar tocar um negócio. Essa foi minha vó, Dona Erica, exemplo de força e fé (ou melhor, é, pois está muito bem e viva).
     
    Muito mais desafiador pra mim foi e é ainda a sucessão, de um cara brilhante, visionário e que construiu um negócio de sucesso. Esse caminho longo que te contei de descobrir a importância de trazer a minha essência e a minha força – e que em muitos aspectos é diferente da dele. E é nessa diferença que está a beleza e isso que faz a evolução. O maior erro de qualquer sucessor/a de um/a bom/boa, a meu ver, é tentar repetir os passos desse sucesso ou imitar – eu, no caso, ao meu pai. Cada ser tem seu lugar único e é colocar isso no mundo e à serviço do outro é que nos faz brilhar. Mas a descoberta disso não é simples, assumir esse lugar requer coragem. E muitas vezes numa sucessão também divergir e ideias e jeitos de fazer, no famoso choque de gerações, que é inevitável, difícil e dolorido – mas que também descobri que pode ser e muito amenizado quando sabemos buscar ajuda (e eu contei com muitas e maravilhosas ajudas nessa jornada!).
     
    Sobre a bandeira da igualdade, acho que avançamos muito e este último ano em especial, de um jeito muito dolorido para a humanidade, nos mostrou, a muitos, que estamos no limite desse modelo de sociedade egoísta, materialista, desconectada da terra e da natureza. Vejo um movimento muito forte de consciência, muitas pessoas parando pra repensar o que de verdade tem valor na vida, o quanto é importante estar perto de quem se ama, um abraço – e quanto nos custou caro não poder fazer coisas tão simples como tomar um café com uma amiga –; de pessoas buscando uma mudança para um modo de vida mais sustentável, mais conectado à terra; do mercado entendendo que os valores que fazem o sucesso das empresas pro futuro são outros – está aí, felizmente, o boom de matérias, eventos e recomendações inclusive no mercado financeiro das tais letrinhas ESG (Meio ambiente, social, governança – entendida como o olhar ampliado para todos os stakeholders); e a abertura e até o fomento à diversidade nas empresas é parte desse movimento. Quando vemos empresas pioneiras como o Magalu lançando um trainee exclusivo para negros, empresas grandes colocando cotas de lideranças femininas, ou de aposta em pessoas com deficiência (PCD) ou discutindo todo o espectro de gênero, isso é um sinal muito forte de que não só estamos num caminho de mudança como ele foi – e será, na minha visão, daqui pra frente – muito acelerado, felizmente.
     
    Portal Boi a Pasto: As empresas do setor alegam que quase não contratam mulheres porque o trabalho no campo é difícil e pesado, o que sabemos que é uma verdade. Como você acha que essa questão – a brutalidade do trabalho – vamos chamá-la assim, na ausência de uma palavra melhor, deve ou pode ser contornada, para que não seja um empecilho para a contratação de mulheres?
    Mariana: Entendo que tem atividades que requerem uma força e porte físico mais, digamos, brutos, e que há uma predominância de homens nessas atividades por isso. O que não quer dizer que não haja mulheres que encaram – tão bem quanto ou melhor esse batente. Lembrando de novo minha avó, que tenho certeza que carregou mais peso que muito homem.
    Mas acho que a grande força da mulher, da mesma forma como falei da sucessão, não é tentar ocupar um lugar tipicamente masculino ou fazer igual ao homem, vestir essa armadura do comando, da força. Ao contrário, a força e a mágica da liderança feminina é trazer essa energia do cuidar, da capacidade de olhar o todo. Vejo um movimento muito grande de mulheres no agro, ocupando cada vez mais espaço e fazendo a diferença. Mulheres que levam uma produção de cria, por exemplo, a patamares de resultados acima da média porque entendem naturalmente que é preciso cuidar das pessoas para que as pessoas cuidem bem dos animais; porque trazem o conceito do bem-estar animal intrínseco na natureza de quem vem preparada para o dom de gerar, de gestar e da maternidade.
    Outra grande chave pra virada de jogo nesse aspecto é a tecnologia. Vejo como uma tendência de futuro (e cada vez mais presente) a tecnologia ajudando a mudar o perfil do trabalho no campo pra menos braçal e mais qualificado, e isso nos coloca mais em pé de igualdade. Temos um exemplo muito legal que acompanhamos disso com nossa linha de automação: a Beckhauser foi a primeira empresa do Brasil a fabricar equipamentos de contenção automatizados. E me marcou muito quando um dos primeiros clientes (visionário) que apostou nessa tecnologia, nos disse que, além de otimizar a equipe, pois podiam fazer com mais qualidade as tarefas pelo ganho de produtividade no curral, a automação permitiu melhorar a retenção de pessoas no campo, pois amplia a possibilidade de contratação de toda a família.
     
    Portal Boi a Pasto: Vocês já pensaram em desenvolver uma balança cor-de-rosa, ou você acha que essa é ação de marketing piegas, que não discute essa questão com a seriedade que ela merece?
    Mariana: Acho que toda ação que traz à tona, seja por que caminho for, o assunto da mulher no campo é válida. Já falamos, sim, meio em tom de brincadeira, com as mulheres do GPB Rosa, sobre fazermos um equipamento de contenção rosa pra um desfile que o grupo organizava e que ganhou um trator rosa. A presidente do grupo "brincou" comigo: "Ano que vem é um tronco rosa, hein!". Mas como essa mulherada não brinca em serviço, a conversa ficou engatada para uma possível ação, sim. E estaremos sempre abertos a qualquer projeto que seja de verdade para fortalecer as mulheres no agro, nos negócios, no mundo. Acredito que avançamos muito, como eu disse, mais ainda temos muito mais a caminhar até chegarmos a um mundo verdadeiramente mais igualitário, em que as estatísticas de mulheres no agro, na liderança, ganhando salários à altura para seus cargos sejam minimamente equilibradas; e em que os números de violência, assédio e feminicídio não entristeçam as páginas de notícias.
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