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  • Chegou a hora de preparar a pastagem

    25/11/2021
    Roteiro para que o produtor saiba quando deve recuperar ou reformar, suas pastagens

    Com o fim do período seco e início das chuvas, os produtores estão iniciando a fase de preparação de suas pastagens, seja para formar novas áreas, reformar ou recuperar. Mas, neste momento, que cuidados iniciais devem ser tomados para que se forme uma boa pastagem? Para formar novas áreas ou reforma, como primeiro passo o produtor deve retirar uma amostra de solo e enviar para um laboratório que efetue as análises necessárias para se fazer a correção da acidez do solo (calagem), adubação de plantio (adubos fosfatados) e adubação de cobertura (Nitrogênio e Potássio).

    O segundo passo é preparar o solo, tanto no sistema convencional como no de plantio direto”. Se no sistema convencional é necessário “eliminar a vegetação existente através de gradagens (pesada), aração (disco ou aiveca) e gradagem (leve)” e, se no sistema de plantio direto, “eliminar a vegetação existente através da aplicação de herbicidas -- um ou vários produtos herbicidas combinados, dependendo de quais plantas existem na área”.

    O terceiro passo é aplicar o calcário se necessário (no sistema convencional, deve ser incorporado com grade ou arado e no sistema de plantio direto deve apenas ser aplicado sobre a vegetação morta sem a necessidade de incorporar). O quarto passo aplicar o fertilizante.

    Para recuperação de pastagens, se a área está formada e apenas precisa de manutenção, o produtor deve repetir o primeiro, terceiro e quarto passos, em todos os sistemas (convencional ou plantio direto) da mesma forma que empregado o plantio direto.

    Início antecipado

    Muitos produtores têm vontade de, começando as chuvas, já iniciar o plantio da forrageira. Sabe-se, entretanto, que não é só a umidade que determina a germinação das sementes. Diversos fatores influem no processo, aos quais o produtor deve estar atento. Por exemplo, não é recomendável fazer o plantio logo no início da estação chuvosa, já que “o período seco pode ter sido muito prolongado e as primeiras chuvas não serem suficientes para que o solo tenha uma boa reserva caso aconteça um veranico -- período sem chuva dentro da estação chuvosa do ano que pode ser de 15 a 20 dias -- e as sementes, tendo iniciado o processo de germinação, se faltar umidade, as mesmas podem morrer, perdendo desse modo todo plantio”.Outro problema, muito comum de acontecer quando se faz o plantio no início das chuvas, é a incidência com maior freqüência de chuvas torrenciais (volume alto) que podem aprofundar as sementes no solo, impedindo sua germinação satisfatória. É sempre bom lembrar que, para uma semente germinar satisfatoriamente é necessário que três condições climáticas estejam acontecendo ao mesmo tempo: temperatura, luminosidade e umidade.

    A escolha das sementes e a maneira correta de utilizá-las é um cuidado que todo produtor deve levar em consideração. O mercado oferece atualmente uma grande quantidade de espécies/cultivares e variedades. Esse grande volume de oferta é justamente devido ao País apresentar condições edafoclimáticas muito diferentes, necessitando de espécies/cultivares que se adaptem a elas. E, se não bastasse isso, o Brasil tem também níveis de manejo bem diferenciados quanto à fertilização do solo, utilização, qual espécie animal ou categoria irá consumir essa pastagem, etc. Então, no momento de escolha da espécie ou cultivar a ser implantado, recomenda-se ao produtor levar sempre em consideração os fatores que limitam a sua produção e qual a finalidade dessa pastagem, pois a espécie ou cultivar que se adaptar melhor a esses fatores é a que deve ser escolhida. Como os fatores limitantes, estão a fertilidade do solo, tipo de solo (argiloso, arenoso, etc), topografia do terreno, grau de drenagem, ataque de insetos e doenças, espécie e categoria animal, tipo de manejo e utilização.

    Retorno do investimento

    O investimento feito pelos produtores na formação do pasto, quando ele faz a opção pela qualidade, é sempre um investimento mais alto. Mas, se o produtor adquire uma semente de qualidade, com tecnologia diferenciada, está optando em não correr risco, pela segurança, por ter um stand de plantas dentro do adequado para uma boa formação e bom fechamento do solo, que essas plantas apresentam alto vigor que, por conseqüência, irão possibilitar uma entrada antecipada dos animais na área, maior produção de massa (MS – matéria seca) por hectare, risco quase zero de levar junto a essa semente pragas e doenças que podem futuramente inviabilizar outros cultivos e, principalmente, que venham a aumentar os custos de produção. Se o produtor tiver uma planta que irá produzir mais por hectare, consequentemente, terá maior produção por hectare seja ela de carne, leite ou bezerros, dependendo da atividade. Se pensarmos em todos os benefícios que essa tecnologia traz, com certeza essa semente apresenta investimento menor que as sementes piratas ou de baixa qualidade. Mas é importante advertir que é preciso prestar muita atenção aos materiais com os quais as sementes serão revestidas, pois o material de revestimento, se não for de boa procedência, pode afetar negativamente a germinação das sementes.

    Planejamento forrageiro

     Em função da sazonalidade de nosso clima, o planejamento forrageiro tem sido a principal ferramenta para evitar o prejuízo. Sabe-se, também, que é na estação das águas que se planeja o período seco. Quando entramos na estação chuvosa, muitas vezes nos esquecemos dos apuros passados no período que a antecedeu. Para se prevenir que o período seco cause prejuízos e o produtor passe aperto, recomenda-se como ideal o planejamento da reforma de pastagens degradadas, da recuperação daquelas onde se tem um bom stand de plantas, efetuando o controle de ervas daninhas, a aplicação de corretivos (calcário), a adubação fosfatada e a adubação com nitrogênio e potássio, para que as plantas tenham condições de se desenvolver bem e produzir muita forragem.

    Recomenda-se, também, ter os pastos bem divididos em sistema rotacionado, respeitando sempre a altura de entrada e saída dos animais, para que a planta possa se reestabelecer rapidamente. Também é importante ter na propriedade mais de uma espécie/cultivar forrageira que possam ser bem explorados no período chuvoso e espécies que tanto podem ser exploradas no período chuvoso, mais principalmente podem ser diferidas para servirem de reserva no período seco do ano (feno em pé). Outra alternativa é ter uma área reservada para cama, que poderá ser utilizada na forma de silagem ou servida picada in natura. E ter também, se for o caso, uma área com espécies próprias para se efetuar a prática da produção de feno.

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    Por:

    *Gilson de Oliveira, engenheiro agrônomo do Departamento Técnico de Sementes  do Grupo Matsuda.
    *Pedro Henrique Lopes Lorençoni engenheiro agrônomo e responsável pelo laboratório de controle de qualidade do Grupo Matsuda.
    *Marcelo Ronaldo Vila engenheiro agrônomo, do Depto. Técnico de Sementes do Grupo Matsuda

    REDAÇÃO E PREPARAÇÃO TEXTO FINAL:  Marisa Rodrigues e Camila Gusmão



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