• Genética
  • Colostro: fundamental para a saúde das bezerras

    13/02/2015
    As bezerras são futuro da propriedade. Desta forma a criação de bezerras requer muita atenção e cuidados.

    Emerson Alvarenga*

    O desenvolvimento e a saúde destes animais dependem de fatores que podem intensificar, em maior ou menor grau, a ocorrência de doenças. Estes são conhecidos como fatores de risco e estão relacionados com a dificuldade no parto, colostragem e cura do coto umbilical da bezerra. Neste artigo abordaremos o tema colostragem.

    O colostro, produzido e secretado pela glândula mamária, é constituído por secreção láctea e componentes do soro sanguíneo, principalmente imunoglobulinas (Igs) e outras proteínas séricas que se acumulam na glândula durante o período seco. As concentrações de muitos desses componentes são maiores nas primeiras secreções, imediatamente após o parto, seguidas por um declínio progressivo nas ordenhas subsequentes. As bezerras nascem sem imunoglobulinas, pois a placenta da vaca impede a passagem dos anticorpos para o feto.

    A absorção das imunoglobulinas maternas no intestino delgado da bezerra, durante as primeiras 24 horas, é denominada transferência de imunidade passiva. Esta transferência ajuda na proteção da bezerra contra organismos causadores de doenças até o completo desenvolvimento da imunidade ativa (própria). Para conseguir uma boa transferência de imunidade passiva de IgG, a bezerra deve consumir o colostro em quantidade e de qualidade, além de ser capaz de absorver estas moléculas.

    O principal fator que afeta a absorção é o tempo; assim, quanto mais precoce o fornecimento, melhor a capacidade absortiva. Falhas na transferência de imunidade passiva (FTP) podem comprometer significativamente a sobrevivência neonatal, a morbidade e a mortalidade. Podem reduzir ainda, a eficiência alimentar e aumentar a idade ao parto, bem como afetar a produção de leite na primeira lactação.

    Alguns fatores podem também interferir na qualidade e na quantidade do colostro, tais como, a idade da vaca, a raça e a duração do período seco. Além de uma variação individual na qualidade do colostro, ocorre uma variação entre as raças.

    O holandês produz um colostro inferior ao do Guernsey, que também é inferior ao do Pardo Suíço, apresenta um colostro similar ao do Ayrshire, sendo este inferior ao da raça Jersey. Com relação à idade, os animais mais velhos tendem a produzir um colostro melhor devido ao maior tempo de exposição à patógenos. No que diz respeito à duração do período seco, não há diferença no volume do colostro produzido entre 28 e 56 dias do seu transcorrer. Entretanto, no período menor que 28 dias há comprometimento na concentração de IgG, sendo um menor volume produzido. Quanto maior o volume produzido menor será a qualidade do colostro.

    O colostro, além de possuir papel imunológico, possui também um papel nutricional, sendo fonte de nutrientes e energia. Além disso, é importante fonte de geração de calor e manutenção da temperatura corporal, principalmente pelo fato do animal recém-nascido apresentar poucas reservas corporais. Outro ponto que requer muita atenção quanto à qualidade do colostro é a ausência de contaminação bacteriana. As bactérias podem-se ligar às Igs no lúmen intestinal ou bloquear a absorção destas pelas células intestinais. Por tudo isso, fornecer colostro de qualidade e em quantidade adequadas é fundamental para sobrevivência e desenvolvimento das bezerras.

    * Emerson Alvarenga é médico veterinário da Rehagro

    Fonte: Rural Centro / Rehagro

     


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