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  • Competitividade da pecuária pode ser ampliada com ferramenta de macrologística

    13/03/2018
    Plataforma foi solicitada pelo MAPA e deve atender estudantes e pecuaristas

    Projeto identifica as melhores rotas e modais para escoar a produção do agronegócio brasileiro (Foto: reprodução)

    Mostrando a origem, caminhos e destinos dos principais produtos da agricultura e pecuária nacional, a ferramenta de macrologística desenvolvida pela Embrapa Territorial (Campinas/SP), divulgada no último dia 7/3, é aberta para qualquer cidadão que deseje fazer uso dos dados e possibilitará aos produtores ter um viés da situação produtiva de seu setor, além de auxiliar estudantes em suas pesquisas.

    As informações compiladas no sistema são resultado da coleta de dados de 15 anos sobre área e volume de produção, quantidades exportadas e destinos das principais cadeias produtivas em cada microrregião, Estado e região. O sistema cruza essas informações numéricas e gera tabelas, gráficos e mais de 100 mil mapas dinâmicos.

    “O estudo da Embrapa, feito a pedido do ministério, está à disposição de todo o governo e da sociedade, identificando as melhores intervenções a serem feitas em logística para aumentar a competitividade do setor agropecuário”, diz o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, Brasília/DF), Blairo Maggi.

    Por meio da ferramenta também é possível incluir dados georreferenciados dos modais logísticos utilizados para enviar a produção e receber insumos. Possibilitando a ampliação da competitividade de dez cadeias agropecuárias brasileiras, dentre elas, a soja, milho, aves, suínos e bovinos.

    Fluidez de modais

    A plataforma mostra os modais de transporte e a infraestrutura de armazenagem e processamento utilizados até chegar a cada porto, em cada uma das dez cadeias estudadas. No caso do milho e da soja, estudo realizado pelo sistema mostrou que 47% das cargas já chegam às docas por ferrovias.

    O secretário-executivo do MAPA, Eumar Novacki, confirma que a plataforma responde ao desafio do ministério de planejar ações responsáveis pelo aumento da produtividade no agronegócio. Segundo ele, com esses estudos logísticos a Embrapa ajudará o governo federal a construir uma estruturação melhor de transporte.

    De acordo com Novacki, até o fim deste mês serão reunidas colaborações de outros ministérios com sugestões de rotas e de obras para o escoamento de produção. Já estão indicadas pela Embrapa dez intervenções prioritárias que precisam ser concluídas ou receber manutenção, entre rodovias, como a 163 e 080, além de ferrovias e hidrovias.

    O Produto Interno Bruto (PIB) voltou a crescer no ano passado, com índice de 1%, graças especialmente à atividade agropecuária, setor em que a alta foi de 13% no ano. “Sem renda, não há como sustentar altos índices de produção e exportação. E é preciso considerar que o setor que foi responsável por 70% do crescimento da economia no último ano”, afirma.

    “Ninguém coloca mais carga no sistema de transporte do que a agropecuária”, diz o chefe-geral do centro de pesquisa da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda. O setor gera, anualmente, cerca de 1,6 bilhão de toneladas. Isso é mais do que todo o minério bruto e processado, que chega a 1,4 bilhão de toneladas. Anualmente, a agropecuária demanda quase 43 milhões de fretes de caminhão.

    As dez cadeias produtivas inseridas no sistema representam mais de 90% da carga agropecuária do País. “Fizemos a separação em cadeias, porque cada uma tem sua logística, percorre rotas vinculadas, locais de processamento próprios e exporta por portos específicos”, explica o analista da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti.

    Ciência

    O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, salienta o esforço que a entidade responsável pela ferramenta e outras unidades da empresa têm feito para ajudar o Brasil a romper desafios. "Sem ciência isso não teria acontecido. Trabalhar esse volume de dados demanda muito conhecimento e muita ciência. Acessar as geotecnologias avançadas, os conceitos que estão vindo da transformação digital, novas modelagens, inteligência artificial, big data. Tudo isso para mobilizar a ciência para o agro brasileiro", destaca.

    Ao todo foram realizados 15 estudos solicitados pelo MAPA, a partir do uso do sistema de inteligência territorial, sendo um deles com o mapeamento das áreas de interesse prioritários na macrologística para aumentar a competitividade da agropecuária.

    Fonte: Embrapa e MAPA, adaptado pela equipe feed&food.



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