• Nutrição
  • Consórcio de milho com capim é seguro para produção rural

    27/01/2014
    Consorciar a produção de milho com capim garante ao produtor rural produtividade na safra de soja, principalmente quando o tempo não colabora.

    milho e capimConsorciar a produção de milho com capim garante ao produtor rural produtividade na safra de soja, principalmente quando o tempo não colabora.

    Essa é a principal conclusão do pesquisador da Fundação MS,  André Lourenção, a partir do seu experimento apresentado na palestra ?Consórcio Milho com Capins: produção de grãos? nesta quinta-feira, dia 23, no Showtec 2014. Entretanto, Lourenção alerta porque o sistema de cultivo é um dos mais complicados. ?É necessário entender o sistema para não perder o milho durante a safrinha?, apontou. Os experimentos acontecem desde 2005, e a partir de 2010, o consorcio para de ter perdas para o milho e garantiu a produtividade do grão, semelhante a dos que plantaram apenas o grão, sem consorciar. A vantagem vem principalmente no cultivo da soja. O pesquisador observou que depois que conseguiu a densidade correta do capim e fez a dessecação no período correto, a produtividade da soja aumentou. ?A soja é mais alta, tivemos mais vagens por planta?, comentou, exemplificando que numa determinada região uma planta tinha uma média de 25,7 vagens e no outro, pós consórcio 55 vagens por planta. Pesquisador da Fundação MS, André Lourenção, apresenta resultados da sua pesquisa. Pesquisador da Fundação MS, André Lourenção, apresenta resultados da sua pesquisa. Uma das observações é a quantidade de sementes de capim, 1 quilo a mais diminui a produtividade em 7 sacas de milho por hectare. Dependendo do tipo de capim plantado ? piatan, mombaça ou ruzizienses ? e da região onde é feito o consórcio tem o período correto para a dessecação. Qualquer erro no período ou na escolha do capim pode gerar problemas de produtividade na soja. Atualmente cerca de 80% das lavouras de soja de Maracaju são consorciadas e a estimativa segue para Sidrolândia e outros municípios, como Rio Brilhante. ?Maracaju é o berço da tecnologia, as técnicas saem daqui e se expandem para o resto do Estado?, afirma. Ele ainda enfatiza que apesar de apresentar bons resultados, o consórcio é um sistema complexo e que precisa de muito estudo e tecnologia para que não haja perdas. Ao inserir capim em meio a lavoura do milho safrinha, o produtor pode escolher entre duas alternativas: desenvolver o sistema lavoura-pecuária ou semear a soja em meio ao capim dessecado. André ressalta que as duas alternativas apresentam ganhos consideráveis para o produtor e que a técnica é uma das grandes evoluções agrícolas dos últimos tempos, porém existem cuidados. ?O consórcio funciona como um seguro agrícola para o agricultor, pois mantém a umidade na soja que germina melhor. São necessários vários ajustes tecnológicos e se o produtor erra, pode complicar sua lavoura de milho, por isso, informação e conhecimento sobre a técnica são muito importantes?, explica.

    Fonte: Fundação MS



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