• Nutrição
  • Cuidados na escolha de sementes forrageiras evita prejuízos na formação do pasto

    27/06/2017
    A escolha das sementes e a maneira de utilizá-la devem ser um cuidado que todo produtor precisa levar em consideração

    Escolher a melhor semente de forrageira para formação ou reforma de pastagens, é um processo que exige planejamento e cuidados especiais, para que se evitem sérios prejuízos no futuro.
    A atuação mais prolongada de fenômenos atmosféricos sobre a América do Sul, em determinados anos, como o El Niño, por exemplo, pode reduzir as chuvas na maioria das áreas do país. Quando isso ocorre na época mais importante da germinação na produção de sementes forrageiras nas principais regiões produtoras do País, os prejuízos para a formação de pastagens são evidentes, principalmente quando se trata de cultivares mais tardias, de ciclo mais longo, como a Panicum e a Braquiária.

    Esse dano poderá ser maior ainda para os pecuaristas, quando pretendem formar ou reformar suas pastagens, e utilizam sementes não certificadas ou de má qualidade.

    Conforme ressalta o engenheiro agrônomo Marcelo Ronaldo Villa, do Departamento Técnico de Sementes do Grupo Matsuda, “ainda existe um grande volume desse tipo de sementes, cujo principal atrativo para sua utilização é o preço do quilo desse material (não ouso chamá-la de semente). São produtos com índices de pureza menor do que o mínimo estabelecido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA e apresentam sementes de ervas daninhas acima dos padões mínimos estabelecidos. A quantidade de impurezas presentes (terra, granulados, sementes chochas, palha, etc.) faz com que o frete fique mais caro e não há nenhuma garantia para o usuário”.

    Villa explica que poucos produtores “fazem contas, principalmente comparando os custos do quilo da semente de baixa qualidade, com os custos por hectare de sementes de boa qualidade. Mas sabe-se que esse insumo represente menos de 10% do custo total da formação de uma pastagem, que está em torno de R$1.000,00/ha, dependendo da região, do preço de outros insumos, do custo da hora de máquinas e equipamentos, etc”.

    Outro problema apontado pelo técnico da Matsuda é o mau planejamento por parte do produtor no momento de reformar uma pastagem degradada. Esse afirma que, por conta disso, “os custos sempre ultrapassam o orçamento que foi estabelecido, gastando muito com preparo de solo, correção e fertilização do solo, conserto e manutenção de máquinas e equipamentos, mão-de-obra, e quando chega o momento de comprar as sementes, com o caixa baixo, o produtor é obrigado a comprar sementes mais baratas no mercado, que nem sempre são de qualidade”.

    Por esse motivo, conforme recomenda Ronaldo Villa, “a escolha das sementes e a maneira de utilizá-la devem ser um cuidado que todo produtor precisa levar em consideração. Inclusive a escolha da espécie forrageira deve ser feita de acordo com as orientações técnicas, dependendo das características de cada pasto e ainda de acordo com os fatores limitantes da área de plantio: fertilidade do solo, tipo de solo (argiloso, arenoso, etc.), topografia do terreno, grau de drenagem, ataques de insetos, doenças, categoria animal, utilização e outros”.

    O agrônomo ressalta, ainda, que a semente incrustada “é apenas um dos fatores para o sucesso no estabelecimento de uma pastagem. A qualidade das sementes utilizadas no estabelecimento é fundamental. A dosagem utilizada também interfere nesse estabelecimento, além do preparo do solo, o controle das plantas invasoras, o cuidado com os ataques de insetos, solo sem déficit hídrico, temperatura do solo acima de 20ºC, pelo menos 10h de luz por dia, profundidade das sementes no plantio, cuidado com a fermentação do material orgânico no solo, entre outros”.

    Fonte: Matsuda/Taxi Blue



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