• Genética
  • Cuidados na escolha de touros de corte para monta natural

    16/01/2015
    Nos últimos anos a inseminação artificial tem sido muito difundida no Brasil, sendo utilizada em vários rebanhos bovinos no intuito de aprimorar geneticamente os animais.

    Adriano Botelho*

    Entretanto, boa parte dos cruzamentos do rebanho de corte nacional é realizada ainda através da monta natural. Este fato revela a importância de se usar touros de boa qualidade nas estações de monta.

    Vários produtores rurais compram touros sem nenhuma avaliação da qualidade desses animais. Um touro superior deve apresentar, além de bons atributos de peso, carcaça e conformação (prepúcio, sistema locomotor, etc.), três características básicas:

    • Um bom comportamento sexual;

    • Uma boa circunferência escrotal; e,

    • Uma boa qualidade espermática.

    O comportamento sexual de touros deve ser avaliado para se buscar maiores taxas de fertilidade nos rebanhos, melhorar a relação touro:vaca nos sistemas de monta natural, reduzindo custos e alcançando maior lucratividade. O termo comportamento sexual pode ser dividido em dois componentes: a libido, que significa a avidez do reprodutor em montar e copular; e a capacidade de serviço, definida como o número de montas realizadas pelo macho em um determinado período. A libido e a capacidade de serviço em touros sofrem influência de fatores genéticos, e alterações no bem-estar destes reprodutores podem comprometer o comportamento sexual.

    Outra característica importante a ser avaliada em touros é a circunferência escrotal. Em animais zebuínos o crescimento testicular ocorre de forma gradativa do nascimento aos 33 meses de idade, quando há sua estabilização. A circunferência escrotal possui altas correlações positivas com peso corporal e idade do animal, além de apresentar também uma relação com produção quantitativa e qualitativa de sêmen. Um reprodutor zebu com 24 meses de idade deve ter, no mínimo, 30 centímetros de circunferência escrotal.

    Para que os reprodutores sejam avaliados de forma completa deve-se aliar à análise do comportamento sexual e da circunferência escrotal o exame andrológico dos touros. Tal exame consiste em boa anamnese e conhecimento do histórico dos animais, um exame clínico minucioso geral e específico do sistema genital, observando a presença de dois testículos, sua simetria e consistência. O mesmo deve ser feito com a cauda do epidídimo. O sêmen deve ser avaliado considerando suas características físicas (volume, coloração, turbilhonamento, motilidade, vigor e concentração) e morfológicas (análise de defeitos maiores e menores nos espermatozoides). Há uma correlação direta entre motilidade, vigor e concentração dos espermatozoides com seu turbilhonamento.

    Animais com bom comportamento sexual, boa circunferência escrotal, alta porcentagem de espermatozoides móveis e baixas taxas de patologias espermáticas podem servir um número maior de fêmeas.

    * Adriano Botelho é médico veterinário da Equipe Rehagro

    Fonte: Rural Centro / Rehagro

     


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