• Nutrição
  • Eficiência alimentar: um dos pilares da rentabilidade da pecuária nacional

    27/05/2015
    O Brasil detém o maior rebanho bovino comercial do mundo, estimado em 210 milhões de cabeças. De acordo com Abiec – Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne – há 169 milhões de hectares de pasto, com uma média de 1,24 cabeças de gado por hectare.

    A alimentação é fundamental na definição da rentabilidade na criação do gado de corte. Portanto, é importante que o pecuarista entenda os conceitos primordiais de nutrição animal e as características nutricionais dos principais alimentos.

    Para prescrever uma alimentação a um rebanho, o técnico precisa se atentar a alguns fatores de extrema relevância: as reais necessidades nutricionais de cada tipo de animal a ser atendido para a manutenção do peso; a velocidade que cada fase da criação irá exigir para o ganho de peso; condição econômica que o pecuarista terá para acelerar este ganho de peso; e a disponibilidade de alimentos que possam garantir nutrição aos animais, visando à produção.

    Se o pecuarista desconsiderar o investimento na aquisição dos bovinos, a alimentação pode representar até 70% dos custos de produção. Por isto, técnicos se desdobram para formular dietas que possibilitem maior eficiência biológica dos animais.  

    Pela primeira vez no Brasil, uma equipe de pesquisadores do Instituto de Zootecnia (ligado à Agência Paulista de Tecnologias do Agronegócio- IZ/APTA), em parceria com a fazenda Senepol 3G, em Barretos (SP), resolveu avaliar o Consumo Alimentar Residual (CAR) de animais da raça Senepol.

    Para entender melhor, o consumo alimentar residual (CAR) é uma medida de eficiência que mensura as variações nos requerimentos de mantença, independentemente do ganho ou do peso. Animais com baixo CAR apresentam consumo observado menor que o predito, sendo mais eficientes. O inverso ocorre com animais de alto CAR, ou seja, apresentam maior consumo observado do que o predito para o mesmo desempenho produtivo. Em media, os animais mais eficientes consomem aproximadamente 26% menos alimento, sem afetar as características de carcaça e desempenho.

    Um grupo formado por 40 machos com idades entre 10 e 12 meses foi submetido a duas fases de testes: a primeira, que incluía também 30 fêmeas contemporâneas, durou 63 dias e foi realizada entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2015. A segunda etapa teve início logo após o término do primeiro teste, realizada em fevereiro e foi finalizada em meados de maio de 2015, com mais de 113 dias de avaliação.

    A dieta de crescimento, formulada para um ganho médio diário de 0,9 kg por dia, era composta por 60% de silagem de milho e 40% do concentrado Supripasto 20 RM, da marca Guabi. Todos os animais se submeteram a mesma alimentação durante todo período de teste, com ajustes semanais após análises de matéria, para maior precisão nos níveis de garantia da dieta. Além da eficiência alimentar, foram realizadas outras análises como: avaliações de carcaça por ultrassonografia, características morfológicas, de fertilidade e de  precocidade.

    Com os testes encerrados no IZ, as fêmeas e os machos tiveram um ganho médio diário de 1,09 e 1,30 kg/dia respectivamente, resultado maior que o esperado de acordo com a formulação da dieta, confirmando que a raça Senepol tem um grande potencial para o ganho de peso corporal. Os machos consumiram em média 9,02 kg de matéria seca para ganhar um quilo de peso corporal.

    A Guabi constantemente tem investido para oferecer tecnologia e uma pecuária eficiente aos criadores em todo o Brasil. Com o objetivo de capacitar sua equipe para oferecer o melhor em eficiência alimentar, a Guabi – em torno de 20 profissionais - participou do 50° Treinamento no APTA  de Colina (SP), ocorrido em fevereiro. “A pecuária moderna exige que o pecuarista invista em tecnologia que resulte em aumento de produtividade. Implantar os recursos disponíveis demanda conhecimento. Para que o pecuarista tenha melhor atendimento, a equipe da Guabi participou deste treinamento, onde profissionais da Philbro e da Apta abordaram conteúdos técnicos e práticos de extrema importância: manejo das pastagens, recria e terminação intensivas e benefícios dos aditivos melhoradores de desempenho. Iniciativas como estas fortalecem a pecuária nacional”, ressalta o gerente de Produto para Ruminantes, José Leonardo Ribeiro.

    Na realização do teste, foi utilizado o Suprimento 20 RM. Formulado com 20% de proteína bruta, vitaminas e minerais, é enriquecido com monensina sódica, aditivo que incrementa a eficiência alimentar e o ganho de peso do animal gerando mais energia disponível e a melhora no desempenho de bovinos. “Este produto é muito utilizado para receptoras e tourinhos preparados para leilões, normalmente manejados em regime de semiconfinamento. É importante ressaltar que o sucesso da suplementação depende de uma boa oferta de forragem, preferencialmente, com bom valor nutricional”, afirma o gerente.

    Fonte: LN Comunicação



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