• Nutrição
  • Embrapa apresenta dados de sistemas Silvipastoris

    07/06/2017
    Mais de 100 pessoas entre produtores, técnicos e estudantes participantes nesta última sexta-feira, faça Dia de Campo na Fazenda Boa Aguada, em Ribas do Rio Pardo, cidade Sul-Mato-Grossense distante 97 km da capital Campo Grande.

    Em 2017, a Embrapa Gado de Corte está comemorando 40 anos de atividades.

    O evento realizado pela Embrapa Gado de Corte com apoio e patrocínio de várias entidades por projeto de dados de implantação e implantação de sistemas silvipastoris no Mato Grosso do Sul e inaugurar uma segunda Unidade de Referência Tecnológica (URT) na fazenda, que é parceira da Embrapa.

    Durante uma abertura para o lançamento do 2º volume da série Mitos e Verdades Sobre a Carne, com o tema "Água", resultado de outra parceria entre a Embrapa e a Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Novilho Precoce. A publicação, em formato de gibi, é voltada para crianças e de forma lúdica repassa informações do uso da água na pecuária. Segundo um dos autores, o analista da Embrapa, Rodrigo Alva, seu conteúdo, embaixador científico, esclarece dúvidas e anula enganos como o de culpar na falta de água ao boi.

    Participaram da abertura várias autoridades de órgãos e instituições ligadas aos governos federais, estaduais e municipais e de empresas públicas e privadas ligadas ao setor agropecuário que elogiaram a iniciativa.

    No campo foram formados quatro grupos, entre técnicos, pecuaristas e estudantes que assistem às apresentações sobre os componentes; Florestal, forrageiro e solo, animal e financeiro. Em cada uma das estações dos pesquisadores abordaram uma implantação do projeto, tamanho da área, custos e resultados esperados. Os participantes tiveram oportunidade de tirar dúvidas sobre capins, questionar sobre custos, árvores sem sistema e como manejá-las de forma limpa e sustentável, taxa de lotação animal, manejo de animais e de pasto, manejo e correção de solo, custo de produção Entre outras informações.

    Sistema pode ser rentável para o produtor

    Um dos destaques da pesquisa, Mariana Aragão que apresentou na estação financeira para abordar os desafios da integração-lavoura-pecuária-floresta (ILPF) na elaboração de projetos e gestão. Comentar sobre os custos de implantação da URT chamando atenção para análise e equilíbrio de projetos. "Quanto mais árvores sem sistema, maiores são os custos", afirmando a pesquisadora que chamou a atenção para a complexidade de custos de implantação e gestão do sistema e fatores que podem agregar. Abordou perspectivas de mercado da madeira admitindo seu potencial, mas chamou atenção para uma crise econômica. "O momento é de precaução", alertou Mariana, porém admite que como perspectivas são positivas podendo-se pensar em novas possibilidades.

    Na Estação pasto e solo os pesquisadores Ademir Zimmer e Roberto Giolo falaram de metas que é dobrar a produção sem aumentar a área, entre outras abordagens como a da qualidade nutritiva superior do pasto sombreado, informação que chamou atenção dos participantes.

    Já o pesquisador André Dominghetti apresentou dados das árvores com vistas a tornar o sistema mais produtivo, o que inclui uma direção adequada do desrama - que leva 15 meses para fazer um primeiro - fazer desbaste para produção de madeira e de outras possibilidades comerciais como a Extração de óleo de eucalipto.

    Rodrigo Gomes, pesquisador que apresenta o componente animal falou de estratégia e alternativas de ganho de peso animal. Na URT implantada há 60 dias, área total de 49 hectares, sendo nove hectares de floresta, o ganho de peso por dia, de 630 gramas, o que corresponde a 2,2 cabeças por hectare, número este considerado adequado para a estação do ano avaliado e equivalente a outros sistemas que não utilizam o componente arbóreo, com a exploração da produção comercial e a madeira.

    Parceiros que acreditam em tecnologia que é útil para MS e outros estados

    Para o chefe-geral da Embrapa, Cleber Soares, que participou de todo o evento, uma implantação de mais uma URT torna-se importante para o setor produtivo, "pois novos parâmetros de ILPF foram desenvolvidos com diferentes clones de eucaliptos e pastagens e novas As técnicas e as condições econômicas, ampliando como alternativas para solos frágeis - um dos grandes desafios da agropecuária brasileira ".

    A gerência da fazenda Boa Aguada que recebe uma nova URT se diz satisfeita com uma parceria de poder contribuir. Moacir Reis se orgulha em dizer que "daqui vai sair resultados para outros pecuaristas". Ele afirma que o sistema é autossustentável e destaca a importância da questão social de geração de emprego, como duas cadeias: a da carne e da floresta. 
    O Dia de campo foi coordenado pela pesquisadora da Embrapa Gado de Corte Fabiana Villa Alves e obteve patrocínio e apoio da DSM – Tortuga, Rede de Fomento ILPF (Cooperativa Agroindustrial Cocamar, Dow AgroSciences, John Deere, Parker e Syngenta) e Sindicatos Rurais de Ribas Rio Pardo e Águas Claras.

    Fonte: Redação com Embrapa Gado de Corte / Foto: Divulgação Embrapa Gado de Corte
     



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