• Notícias
  • Empregos formais no setor agropecuário paulista devem crescer no próximo trimestre, avalia IEA

    12/06/2018
    Desde meados de 2014 o Brasil mergulhou em um processo recessivo que fez a nossa economia encolher 8,1% e perder aproximadamente 3 milhões de postos de trabalho formal nos diversos setores produtivos.

    A magnitude dessa queda poderia ter sido ainda maior caso não fosse os resultados econômicos apurados pela agropecuária, afirmam Carlos Eduardo Fredo, Celso Vegro e Celma Baptistella, pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, baseados em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

    O movimento descendente da economia começou a se inverter em 2017, quando o PIB apresentou crescimento de 1,1%, e continua acenando com a possibilidade de manutenção do ritmo de expansão ao longo de 2018. Os bons ventos, no entanto, não surtiram o efeito desejado sobre o mercado de trabalho com a retomada das contrações formais. Por um lado, o percentual de desempregados na população economicamente ativa mantém-se ao redor dos 13,1%, e, por outro, as vagas recém-criadas são de qualidade e remuneração inferiores (mercado de trabalho informal e temporários), comparativamente àquelas que se fecharam.

    Entre janeiro e março de 2018, foram registradas 43,7 mil admissões no setor agropecuário paulista, montante 36,8% superior que o último trimestre de 2017. O primeiro trimestre corresponde ao período da entressafra das atividades agrícolas, cujas operações predominantes são a preparação do solo, plantio, manutenção de equipamentos motorizados e outras atividades. Ainda que algumas dessas operações já tenham incorporado a utilização de máquinas, ainda demandam mão-de-obra, porém, em quantidade muito inferior ao período de safra que absorve maior número de trabalhadores para as operações de colheita

    As atividades agropecuárias que dinamizaram as contratações foram o cultivo de cana-de-açúcar, de laranja, atividades de apoio à agricultura, criação de bovinos e de aves. Juntas totalizaram 29.150 admissões e 45.184 desligamentos. Gênero e educação formal interferem na remuneração, contratações e desligamentos do setor agropecuário da mesma forma que nos dados totais. “A proporção de mulheres admitidas é inferior àquelas desligadas em relação aos homens nesses três meses iniciais de 2018. O mesmo fato ocorre com os indivíduos que possuem o menor grau de instrução”, observam os pesquisadores.

    Com o início da colheita da cana-de-açúcar e das atividades perenes, como laranja e café, no próximo trimestre, a expectativa é de que o setor intensifique o número de admissões, gerando saldos positivos nos estoques de empregos formais.  Mesmo porque, o volume de negócios realizados no último Agrishow justifica o otimismo quanto à aceleração no ritmo das contratações formais em razão do aumento do investimento produtivo no segmento, concluem os autores.

    Para ler o artigo na íntegra e consultar as tabelas e gráficos, clique aqui.

    Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo



  • Tecnologia e produção sustentável

  • Historicamente, em todas as regiões no mundo, a produção de alimentos em quantidade e qualidade adequadas à demanda sempre foi uma preocupação social e de suas representações.

    + leia mais
  • Agro tem papel de destaque na preservação ambiental

  • Cálculos do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Embrapa, a partir das análises de dados geocodificados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), mostram significativa participação da agri

    + leia mais
  • iLPF proporciona estabilidade da oferta de forragem na propriedade leiteira

  • A região de Unaí, no Noroeste de Minas Gerais, é uma das principais bacias leiteiras do estado. Além do período da seca, a forte influência de veranicos e as altas temperaturas durante as águas são um

    + leia mais
  • Por uma nova pecuária brasileira

  • O livro Carne e Osso lançado em 2015 pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne traz um relato inédito sobre as origens e a evolução da indústria da carne brasileira, a reboque da

    + leia mais


  • Escreva um comentário



  • *

    *
    *





  • Comentários (0)



  • Criação de sites