• Sanidade
  • Especialista orienta sobre botulismo

    26/09/2017
    Com surto da doença em agosto no Mato Grosso do Sul, informação e vacinação são as principais formas de prevenção

    Em agosto, a pecuária de corte vivenciou um cenário grave com o surto de botulismo no Mato Grosso do Sul. Mais de mil bovinos em confinamento, na fase de terminação, morreram por causa da doença, o que resultou num prejuízo estimado em R$ 2 milhões. Dada a relevância da enfermidade, o profissional Marcel Onizuka, especialista técnico da Ourofino Saúde Animal, aborda as principais informações para o produtor.

    O botulismo é uma clostridiose, ou seja, doença originada de uma bactéria do gênero Clostridium, com a especificação botulinum. Suas características ambientais englobam a anaerobiose e formação de esporos, conferindo-a forte resistência. “O componente que causa a doença é a toxina produzida pela bactéria quando ela se encontra no ambiente anaeróbico. Então, a toxina pode fixar tanto no alimento quanto na água, desencadeando a enfermidade”, explica Marcel.

    O Clostridium botulinum produz alguns tipos de toxinas, são elas A, B, C, D, E e F. Todas podem provocar flacidez muscular, porém, cada uma afeta espécies diferentes de animais. “As mais importantes para os bovinos são C e D. Após ingerir em quantidades significativas, as toxinas são absorvidas pela mucosa intestinal e caem na circulação, desencadeando um quadro de paralisia flácida”, completa o especialista da Ourofino.

    As fontes de infecções estão relacionadas a situações em que animais morrem perto de mananciais de água e próximos a carcaças de ossos ou ao consumo de silagem contaminada. Marcel reforça ainda que “a osteofagia observada em bovinos mantidos em áreas deficientes em fósforo, sem a adequada suplementação mineral, também é fator predisponente. Esses são pontos críticos e devem ser observados constantemente”.

    O botulismo é uma doença que provoca a morte rápida e, quando ocorre, acomete em forma de surtos um grande número de animais do rebanho. Portanto, o profissional é enfático em pontuar que é primordial realizar a imunização para prevenir essa doença. “Utilizar uma vacina de eficácia comprovada é fundamental para estimular o sistema imunológico do animal a produzir a quantidade de anticorpos suficientes para protegê-lo caso ocorra um surto na propriedade”.

    Ciente da gravidade dessa doença e do quão necessário é a vacinação, a Ourofino Saúde Animal dispõe em seu portfólio da Ourovac Poli BT, a vacina anticlostridial conjugada que protege contra as principais clostridioses, inclusive o botulismo (cepas C e D). A dose é 5 mL e o adjuvante é o hidróxido de alumínio, que não provoca reação local. Informações sobre a composição e os protocolos recomendados podem ser conferidos em OurofinoSaudeAnimal.com. 

    Sobre a Ourofino Saúde Animal

    A Ourofino Saúde Animal é composta por diferentes empresas, que atuam na fabricação e distribuição de produtos veterinários nos segmentos de animais de produção e de companhia. Em uma área de 180 mil m², em Cravinhos (SP), o complexo industrial está entre os mais modernos do setor e atende a rigorosas normas locais e internacionais para fabricação de soluções para bovinos, equinos, aves, suínos e pets.

    São mais de mil colaboradores, incluindo a maior equipe comercial no Brasil para atender revendas, cooperativas, distribuidoras, agroindústrias e produtores rurais. Fundada em 1º de junho de 1987 pelos empreendedores Norival Bonamichi e Jardel Massari, a companhia atua sob o propósito de reimaginar a saúde animal, instigando o desenvolvimento sustentável e consciente do setor.

    Fonte: Ourofino / ComTexto



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