• Sanidade
  • Governo prepara estratégia para retirada de vacinação contra aftosa

    17/02/2017
    O Mapa adiantou que trabalha com a possibilidade de retirar a vacinação de 80 milhões de cabeças a partir de novembro de 2018.

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento anunciou nesta quarta-feira, dia 15, que o titular da pasta, Blairo Maggi, apresentará em abril um cronograma de ações para a retirada gradual da vacinação contra a febre aftosa no país. O ministro deverá anunciar as novidades na reunião anual da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa), que será realizada entre 3 e 7 de abril, em Pirenópolis (GO). O Mapa adiantou que trabalha com a possibilidade de retirar a vacinação de 80 milhões de cabeças a partir de novembro de 2018. O diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do ministério, Guilherme Marques, destacou em nota que “a reunião será um divisor de águas pela sinalização que o Brasil vai dar de que é possível a retirada da vacinação, e que outros países vizinhos utilizem a estratégia, desde que tenham condição sanitária para tanto”. Além do Brasil, integram a Cosalfa: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Venezuela e Uruguai.

    Na terça-feira, dia 14, Marques reuniu-se com representantes dos fabricantes de vacinas e com integrantes das áreas do Mapa ligadas à questão – Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários e Coordenação Geral de Laboratórios Agropecuários –, para receber sugestões de como fazer a mudança do tipo da vacina e de prazos compatíveis para retirada gradual da vacinação. Segundo Marques, a retirada da vacinação está decidida, “é preciso agora definir como e quando será realizada”. Para tanto, serão promovidas reuniões no país com todos os integrantes da cadeia produtiva. “Não haverá surpresas, tudo será feito de maneira organizada e tecnicamente defensável, respeitando também a situação sanitária dos estados”, garantiu.

    O diretor do DSA explicou que primeiramente a vacina será modificada, pois será retirado o vírus “C” (inativado) da composição do produto, que foi erradicado há mais de 13 anos na região, não sendo mais necessária imunização. “A retirada do vírus C é possível e viável”. Atualmente, o produto é trivalente e protege o rebanho dos vírus A, C e O. Em 2018, o produto será bivalente contendo apenas as cepas A e O. Com isso, a dose do produto também deverá diminuir de 5 ml para 2 ml. Com a nova vacina, Marques prevê redução no custo do transporte, no armazenamento e na conservação das doses. Também haverá menor gasto com o manejo nas propriedades e menos reações nos animais, como os eventuais caroços no couro, que podem provocar perda de até 2 Kg na toalete (preparação dos cortes). “Estamos em uma posição muito confortável, tanto pela inexistência de circulação de vírus da aftosa no país e na região (países que integram a comissão), quanto à resposta imunológica alta dos nossos rebanhos, o que viabiliza mudanças na vacina, além da retirada gradativa do produto”, completou o diretor.

    Fonte: MAPA



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