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  • Grupo Matsuda lança MG18 Àries II voltada para a região Sul

    30/07/2020
    Após 10 anos de pesquisas, a Matsuda lança uma nova cultivar derivada do Áries, A MG 18 ÁRIES II, recomendada para a região Sul do País.
    Alberto T.Takashi, engenheiro agrônomo do Grupo Matsuda, responsável por pesquisa e desenvolvimento de sementes forrageiras.
     
    No ultimo dia 26/06, o Grupo Matsuda fez o primeiro lançamento de uma cultivar de forrageira – MG18 Àries II --  totalmente on-line, por meio de um programa ao vivo, exibido pelo Canal do Boi, do SBA (Sistema Brasileiro do Agronegócio), com transmissões diretas dos estudios e canteiros agrostológicos da matriz da empresa, em Álvares Machado (SP). Segundo Alberto Takashi, engenheiro agrônomo do Departamento Técnico da Matsuda, essa cultivar é o resultado de um trabalho de melhoramento que se iniciou em 2012, com o cruzamento entre o acesso sexual SPM – 92 e a cultivar Áries. Desse cruzamento, o F-1sexual foi cruzado novamente com outro material PM – 0472, que possui ótima adaptação ao clima frio. A partir daí os trabalhos de melhoramento foram focados na seleção de plantas apomíticas com características superiores para a produção de forragem, relação folha/talo, recuperação após o corte ou pastejo e, também, a adaptação ao clima frio, entre outras características. 
     
    Indicada para bovinos de corte e de leite, a MG18 Áries II tem uma digestibilidade acima de 60%, e isso permite que os equinos, caprinos, ovinos e bezerros também consumam essa pastagem. “É uma ótima para o gado de corte e o rebanho leiteiro, indicada ainda para bezerros”.
     
    A cultivar Àries foi lançada em 2003, para todo o território nacional, mas foi na região sul que ela acabou se aclimatando em 90% dos casos, onde foi plantada. “O Àries II surgiu para atender um mercado em potencial que é a região sul do país, pelo seu clima frio, e nesses últimos anos, pelas altas temperaturas e secas mais severas. Outro fator que levou à pesquisa foi o término do período de proteção da cultivar Áries, que foi de 15 anos” diz o técnico. Ele explica que existem diversas características morfológicas diferentes entre elas, que podem ser observadas no campo, conforme o quadro abaixo. 
    A MG18 Áries II possui maior quantidade de folhas comparada com a quantidade de talos. Esse fato melhora por si só a qualidade nutricional e a digestibilidade, pois as folhas são mais nutritivas e mais digeríveis que os talos. As plantas são mais baixas que a cultivar Áries e o crescimento mais prostrado (touceira menos ereta)
     
     
    “Esta cultivar é caracterizada por seu hábito de crescimento mais prostrado, diferente do Áries que é ereto. A altura das plantas do Áries II também é menor, além de apresentar maior quantidade de folhas, melhor qualidade nutricional e maior produção de forragem, resultando em melhor desempenho animal no campo, seja em bovinos de leite ou de carne, sempre comparada com a cultivar Áries”, destaca o agrônomo. 
     
    Em relação ao seu manejo, no período frio ou das geadas, Takashi observa que a forrageira tropical paralisa seu crescimento em torno de 18º C e as geadas prejudicam as plantas pois, com o frio há o congelamento da água, ou seja, congela a água das células da planta. O congelamento expande a água e esse fenômeno rompe a parede celular matando a célula e, consequentemente, “queima” a planta.
     
    Por isso, recomenda-se que no período de geadas as plantas da MG18 Áries II estejam aproximadamente com 50 a 60 cm de altura fazendo com que essa “massa de forragem” protejam as gemas e os meristemas que estão na base da planta. “É importante sempre respeitar um período para a recuperação da planta após o corte ou pastejo. Mas é importante também evitar a maturação, pois isso prejudica a qualidade nutricional e o manejo”, frisa o agrônomo.  No manejo deve-se sempre favorecer a fotossíntese, isso pode ser conseguido com o pastejo em plantas com 50 cm e retiradas com 30 cm.
     
    Solos férteis é uma exigência da Cultivar Aries II -- Os trabalhos realizados foram direcionados para uma cultivar com boa adaptação às regiões mais frias. Como é o caso dos três estados do Sul do Brasil.
     
    Trata-se de uma espécie de clima tropical, com boa adaptação a esse clima, mas pode ser plantada em outras regiões, observando-se, principalmente, a fertilidade do solo, pois é uma cultivar muito exigente.
     
    Regiões com altitudes acima de 1000 metros é também o mercado para esta cultivar. “Normalmente as cultivares de Panicum maximum são exigentes em fertilidade do solo, e esse é o caso da MG18 Áries II.
     
    Para estabelecer uma área com essa cultivar é necessária uma coleta de amostra do solo e, de acordo com os resultados, deve se fazer a calagem e adubação”, enfatiza o técnico. 
     
    Depois de quase 10 anos de pesquisas a cultivar MG18 Áries II deve chegar ao mercado por meio de sementes com a melhor tecnologia disponível. “Não se justifica lançar uma nova cultivar com sementes de baixa pureza e sem nenhuma tecnologia. As sementes MG18 Áries II da Série Gold são puras, tratadas com fungicida, polímero e são incrustadas com a tecnologia Incotec”, salienta Takashi.
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