• Nutrição
  • iLPF proporciona estabilidade da oferta de forragem na propriedade leiteira

    27/03/2017
    A região de Unaí, no Noroeste de Minas Gerais, é uma das principais bacias leiteiras do estado. Além do período da seca, a forte influência de veranicos e as altas temperaturas durante as águas são um desafio para o produtor manter a estabilidade da produção de leite ao longo do ano.


    A escassez de água, associada a elevadas temperaturas, prejudica a produção de forragem, um fator crucial para a atividade pecuária. E esse problema é agravado pelas condições de baixa fertilidade do solo, na maioria das pastagens da região.  De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Antônio Ernesto de Salvo (INAES), pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG) e pelo Ministério da Agricultura, somente no Noroeste de Minas há cerca de 2,9 milhões de hectares de pastagens com algum grau de degradação.

    Foi justamente a busca de soluções para esse contexto que constituiu a temática do Dia de Campo “Integração Lavoura-Pecuária: produção de forragem e recuperação de pastagens para a região Noroeste de MG”.

    O Dia de Campo, organizado numa parceria da Cooperativa Agropecuária de Unaí Ltda. (CAPUL), Embrapa Milho e Sorgo, Rede de Fomento ILPF, Emater e Syngenta, aconteceu no dia 18 de março, na Fazenda São Pedro, de propriedade do Sr. José Francisco Caxito, mais conhecido como “Nito”. Este produtor vem adotando, com sucesso, algumas modalidades de ILP que permitem maior produção de forragem, mesmo quando as chuvas ficam abaixo do esperado.

    Foram apresentadas três estações, mostrando tecnologias de ILP apropriadas para as condições de clima da região e manejo para a produção leiteira, boas práticas de produção de milho para silagem, além dos resultados de acompanhamento de desempenho técnico e econômico dos sistemas utilizados na Fazenda São Pedro.

    O pesquisador Miguel Marques Gontijo Neto, da Embrapa Milho e Sorgo, falou sobre a oportunidade de se introduzir cultivos de milho, sorgo ou milheto em consórcio com capins, devidamente adubados, para aumentar a produtividade e melhorar a fertilidade do solo. “Com essa estratégia, o produtor tem mais opções de oferta de forragem para o gado, como o corte para silagem e a pastagem que fica formada para o período da seca. A alternância das áreas com pastagem pura e os cultivos consorciados permitem manter o vigor das forrageiras ao longo do tempo, evitando a volta do processo de degradação dos pastos”, afirmou Gontijo Neto.

    Na Fazenda São Pedro são utilizadas as opções de milho e sorgo forrageiro em consórcio com braquiária marandú, milheto consorciado com Panicum maximum cultivar Zuri e sorgo forrageiro consorciado com mombaça. Dependendo do momento, o produtor também já optou pelo corte das plantas em consórcio ou mesmo da pastagem remanescente de mombaça para fornecimento direto aos animais.

    O agrônomo da CAPUL, Rafael Vinicius e Silva, apresentou os resultados técnicos e econômicos dos sistemas utilizados na fazenda em 2016/2017, demonstrando que todas as alternativas foram viáveis, cobrindo os gastos com insumos e serviços de máquinas. Ele ressaltou que, inclusive, haveria boa lucratividade caso fosse produzida silagem visando comercialização pelo preço atual de venda na região.

    Além dos ganhos na safra, o produtor ainda usufrui dos benefícios de ter a pastagem recuperada e com maior potencial produtivo, por causa da melhoria das condições de fertilidade no solo. A adoção contínua da ILP tende a favorecer cada vez mais a produtividade do sistema, o que aumenta a estabilidade de oferta de forragem na propriedade.

    Para o produtor Nito é muito importante que as novas tecnologias desenvolvidas sejam divulgadas. “Para isso são necessárias parcerias como esta, que possibilitou a realização do Dia de Campo. Fico satisfeito em disponibilizar a minha propriedade para acompanhamento pelos técnicos e ver que conseguimos produzir mais”, disse.

    Nas apresentações foi destacado que o produtor de leite precisa manejar de forma inteligente os talhões de sua propriedade e investir corretamente em práticas agrícolas essenciais ao adequado desenvolvimento das plantas forrageiras. “Estas ações permitem a formação da base de nutrição para o bom desempenho do rebanho”, disse Gontijo Neto.

    Colaboração: Álvaro Vilela Resende, Emerson Borghi e Miguel Gontijo Neto, pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo

    Fonte: Embrapa Milho e Sorgo

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