• Nutrição
  • Importância da suplementação mineral para bovinos de leite

    13/06/2017
    A atividade leiteira se mostra lucrativa nos diferentes sistemas de produção.

    *José Leonardo

    Estabuladas ou manejadas em regime de pasto, o sucesso dependerá da eficiência adotada e, independente do porte, a propriedade deve ser encarada como uma empresa. É necessário produzir leite de qualidade com menor custo. Para isto, é fundamental que o produtor conheça os três pilares (manejo, sanidade e nutrição) que sustentam a atividade leiteira.

    Dentro da nutrição, a atenção destinada à mineralização do rebanho deve ser dobrada, visto que por muitas vezes é negligenciada.  Cada mineral, seja macro (cálcio, fósforo, magnésio, enxofre, potássio e sódio) ou microelemento (manganês, zinco, cobre, iodo, selênio e cobalto), desempenha funções essenciais e vitais. A deficiência destes resultará em fragilidade óssea (cálcio, ferro e cobre), redução do consumo (cobalto e zinco), crescimento lento (cálcio, cobalto, cobre e zinco), perda de peso (fósforo, enxofre e cobalto), redução da fertilidade (fósforo, cobre, iodo e manganês), problema reprodutivo (selênio, iodo e manganês), queda na produção de leite (cálcio, fósforo, enxofre e cobalto) e morte (magnésio, enxofre e selênio).

    Apesar de estarem presentes na água, solo e forragem, para efeito de cálculo somente o mineral proveniente da forragem é considerado. A deficiência mineral comprovada em áreas tropicais demonstra ser fundamental fornecer tais nutrientes por meio da suplementação.

    A exigência de minerais irá variar em função da categoria (bezerra, novilha, vaca seca ou em lactação) e fase de lactação (alta, média e baixa produção). Quanto maior o animal e sua produção de leite, maior será a quantidade de macro e microelementos a ser consumida.

    Em se tratando de vacas confinadas, de média a alta produção, normalmente todo alimento é fornecido no cocho. Neste caso, é preciso considerar os minerais provenientes dos alimentos volumosos e concentrados. Neste sistema, o ideal é misturar o suplemento mineral na dieta. São recomendados aqueles com teor de fósforo próximo de 6% e menor teor de sódio (em excesso ocasionaria redução de consumo). A quantidade a ser fornecida dependerá do balanço nutricional apresentado na ocasião da formulação.

    Em cocho separado deve-se fornecer o suplemento com pelo menos 80g por kg e teor de sódio mais alto, o qual irá modular o consumo. Para vacas em regime de pasto, dependendo da produção de leite, a ração deve ser fornecida durante ou após a ordenha. Nestes casos, como dificilmente há um controle da quantidade de mineral ingerido, visto que a quantidade do mesmo é variável nas forragens ao longo do ano, é fundamental ofertar o suplemento em cochos cobertos, durante o ano todo.

    Para vacas, cuja produção de leite não justifica o fornecimento de ração, são recomendados suplementos proteico-energéticos. Estes possuem carboidratos solúveis e proteína, nutrientes que garantem um ambiente ruminal eficiente, resultando em ganhos produtivos e reprodutivos.

    No momento de adquirir o suplemento é fundamental avaliar o nível de garantia, os ingredientes que o compõe, o consumo esperado e a recomendação técnica. Em última análise, é necessário que o produtor avalie não somente o quanto investirá na suplementação, mas também o retorno sobre o capital investido quando a suplementação é realizada de maneira correta.

    Para atender as exigências nutricionais de bovinos de leite, manejados em regime de pasto ou confinados, e proporcionar uma nutrição equilibrada, a Guabi - uma das mais conceituadas empresas do país em nutrição – apresentará durante a Megaleite, que acontecerá entre os dias 28 de junho e 1 de julho, no parque da Gamaleira, em Belo Horizonte (MG), a linha Lactage, destinada às vacas em lactação de alto potencial produtivo.

    A Lactage 22 Laminada VM é uma ração multipartícula, contém biotina e, para maior desempenho produtivo das vacas em lactação, é enriquecida com virginiamicina, aditivo melhorador de desempenho. O Lactage 43 Concentrado RM é formulado com 43% de PB, minerais e vitaminas A, D3 e E e monensina sódica. Indicado quando há facilidade de obtenção de fontes energéticas (grãos de cereais). Ao misturar um saco deste produto com um saco de milho é produzida uma ração com 22% de proteína bruta.

    Formulada com 20% de PB, alta energia, biotina, minerais e vitaminas A, D e E, a Lactage 20 RM favorece o fortalecimento dos cascos e a maior produção de leite. Por conter monensina sódica em sua composição, haverá maior eficiência alimentar. É recomendada para vacas leiteiras de alto potencial de produção ou vacas de média produção que se encontram no terço inicial da curva de lactação. Já a Lactage 22 OF contém em sua composição óleos funcionais. Este aditivo incrementa a eficiência alimentar de vacas em lactação. Assim como a Lactage 20RM, apresenta em sua composição a biotina, visando o fortalecimento dos cascos e maior produção de leite. Para as novilhas de alto potencial genético (animais de pista), visando maior desenvolvimento, a Guabi desenvolveu a Lactage Novilha 28 LS, uma ração formulada com 28% PB, minerais, vitaminas A, D e E e lasalocida sódica, um melhorador de desempenho e de eficiência alimentar.

    A Guabi também oferece rações direcionadas aos primeiros meses de vida do bovino, que devem conter somente proteína verdadeira, alta energia, minerais, vitaminas e aditivos melhoradores de desempenho (Lasalocida sódica). Estas rações devem ser fornecidas ao animal a partir do terceiro dia de vida até o sexto mês de idade. Suas fórmulas incluem além das vitaminas A, D3 e E e aquelas do complexo B. A Rumileite LS é uma ração inicial multipartícula, formulada com 20% de PB (proteína bruta) e é indicada para atender as exigências nutricionais de bezerras (os) de alto potencial genético.

    *José Leonardo é zootecnista e gerente de Produtos Ruminantes da Guabi
    Fonte: Guabi / LN Comunicação



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