• Nutrição
  • Investimento em pastagem impulsiona pecuária de MT

    21/10/2016
    Comercialização ainda é o ponto fraco da atividade no Estado, aponta estudo realizado pela Associação dos Criadores - Acrimat

    Intensificação é palavra-chave que os pecuaristas mato-grossenses têm usado na hora de escolher os investimentos para dentro da porteira. É o que o aponta o Panorama da Pecuária de Mato Grosso 2016, realizado no primeiro semestre do ano nas principais regiões do estado. O estudo é realizado pela Associação dos Criadores de Mato Grosso – Acrimat, e traz dados sobre os sistemas de produção e também métodos utilizados na melhora da produtividade.

    O ‘ciclo completo’ é o mais frequente nas propriedades, seguido da ‘cria’, e juntos, eles somam mais de 60% dos sistemas de produção do estado. Na engorda, Mato Grosso reforça sua tradição no ‘boi à pasto’, que abrange 81,5% do rebanho estadual.

    “Esse número referenda o reflexo dos investimentos e esforços dos pecuaristas de Mato Grosso no manejo de suas pastagens”, destaca o superintendente da Acrimat, Francisco Manzi. As modalidades de confinamento e semi-confinamento registram 6,4% e 12,1%, respectivamente.

    Da área produtiva total de Mato Grosso, as pastagens ocupam 70,3%, com 23,5 milhões de hectares. Segundo o panorama, 30% dos pecuaristas realizaram a integração com a agricultura. Apesar desse número, a Associação dos Criadores destaca o comprometimento dos pecuaristas com a produtividade.

    “A conversão dessas áreas é crucial para a pecuária, já que 62% desses produtores utiliza a agricultura como ferramenta para aumentar a produtividade e rentabilidade das pastagens, e devem retornar à pecuária”, avalia Manzi.

    E a atenção com a produção de alimento para o rebanho tem valido a pena. Metade dos produtores que realizaram a integração afirmam que tiveram melhora na produtividade e outros 41% tiveram aumento na produção, segundo o panorama.

    Na intensificação, o estudo mostrou que 48,5% investiu nos pontos fortes de produção: alimentação e nutrição (35,4%) – com manejo de pastagem e suplementação a pasto, infraestrutura (27,7%) – com piquetes, bebedouros e balanças, e a genética (22%) – com a compra de touros e inseminação artificial.

    E nesse cenário de gestão enxuta da propriedade, o crédito é a alavanca para novos projetos. Dos produtores que não realizaram intensificação, mais de 45% alega que a dificuldade de obtenção de capital foi fator predominante na hora da tomada de decisão.

    Produção, alimentação e comercialização – a pecuária rentável passa pela gestão e planejamento de cada etapa de seus ciclos. Mas mesmo com investimentos em tecnologia, genética e infraestrutura, o pecuarista ainda tem um grande desafio – a comercialização do rebanho.

    “Não adianta ser eficiente somente da porteira para dentro. O pecuarista precisa estar preparado para comercializar sua produção e garantir margens positivas. A negociação a termo, por exemplo, que previne a oscilação de preços e traz mais segurança nas margens de negociação, poderia ser mais explorada pelos produtores”, comenta Fábio da Silva, gerente de Projetos da Acrimat.

    Fonte: Acrimat



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