• Sanidade
  • Lesão na ponta do teto: risco para ocorrência de mastite

    10/12/2014
    A ponta do teto é a primeira defesa do úbere contra a invasão de microrganismos causadores de mastite.

    Patrícia Mais*

    A hiperqueratose da ponta do teto é um espessamento da pele que forma o canal do teto. É também chamada de anel, flor, erosão, formação de calo, calosidade ou aspereza da ponta do teto. Hiperqueratose significa “crescimento exagerado de queratina”. É uma resposta fisiológica às forças aplicadas à pele do teto durante a ordenha, tanto pelo fechamento da teteira de um equipamento de ordenha, por um forte ordenhador ou por um bezerro vigoroso. Esta pode ocorrer inclusive em vacas de corte pela mamada do bezerro.

    A hiperqueratose do teto possui vários graus de lesões. O mais grave é facilmente visualizado pelos ordenhadores e produtores, pois ele se pronuncia no formato de flor na ponta do teto. Mas a hiperqueratose, também, pode ocorrer de forma menos pronunciada através de um espessamento da pele que forma o canal do teto, formando um anel ao redor do mesmo. Esse anel pode ou não apresentar ranhuras (ver fotos).

    A condição do teto deve ser avaliada após a retirada do conjunto de ordenha e antes do desinfetante ser aplicado. Deve-se examinar todos os tetos de pelo menos 80% dos animais de todos os grupos de alimentação e manejo, levando em conta o estágio de lactação. Se mais de 20% dos tetos apresentarem escores 3 ou 4, ou mais de 10% escore 4, recomenda-se investigar o equipamento e o manejo de ordenha mais profundamente para identificar a causa da hiperqueratose.

    As lesões na ponta de teto podem aumentar em até 7 vezes a ocorrência de mastite no rebanho. Por isso, cuidados para manter a saúde de teto das vacas são fundamentais para conseguir controlar a mastite.

    *Patrícia Maia é médica veterinária da Equipe Rehagro

    Fonte: Rehagro / Rural Centro

     


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