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  • Manejo adequado na imunização do rebanho é fundamental para evitar perdas financeiras

    07/11/2017
    Novembro é mês de vacinar bovinos e bubalinos contra a febre aftosa

    Começou no dia 1º de novembro a segunda etapa da campanha nacional de vacinação contra a febre aftosa de 2017. Até o dia 20, devem ser vacinados bovinos e bubalinos de todas as regiões do país, de acordo com a sua faixa etária. Para que a imunização seja bem sucedida é necessário planejamento prévio para que se aproveite melhor o tempo dedicado ao manejo, em consequência, evite as perdas financeiras.

    “A vacinação é obrigatória e considerada um manejo aversivo, encarado de forma negativa, por isso, devemos fazer de maneira racional e com planejamento para evitar perda de doses, menor número de agulhas tortas, redução de abscessos, menor índice de acidente de trabalho e com os animais, além da eficácia da imunização”, enfatiza Carla Ferrarini, zootecnista e coordenadora de marketing da Beckhauser, fabricante de balanças e equipamentos de contenção.

    Prezando pelo bem-estar animal, segurança e aplicando os conceitos de manejo racional, a orientação da zootecnista é que a vacinação seja feita de forma individual, sempre no equipamento de contenção.  “Quando vacinamos o animal individualmente, no equipamento de contenção, o manejo fica mais rápido, fácil e com menor estresse para o homem e para o animal. Na contenção adequada, reduzimos as probabilidades de os animais subirem uns nos outros, deitarem, pularem e ainda temos a certeza que imunizamos de maneira correta, sem subdoses ou superdoses”, ressalta.

    Para o veterinário Juliano Botter, da Fazenda Recanto, em Baitaporã (PR), a vacinação no rebanho é feita no Total Flex Parede Móvel da Beckhauser porque proporciona qualidade e eficiência no trabalho. “Só fazemos a vacinação individual porque o modelo também oferece segurança e não machuca os animais”, afirma.

    O manejo de vacinação no equipamento de contenção leva o mesmo tempo que no brete coletivo, além de ser mais eficiente e barato. A conclusão é do ETCO (Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal), da Unesp/Jaboticabal. Segundo o estudo, o tempo médio gasto para vacinação no tronco é menor que o gasto no brete (9,3 segundos contra 10,2 segundos por animal). No brete, as interrupções para socorrer acidentes, como levantar animais que caíram, acabam prolongando o tempo de trabalho.

    Outra providência para garantir uma vacinação eficiente é adquirir as vacinas em lojas autorizadas. O produtor também é o responsável por vacinar os seus animais e fazer a declaração ao serviço veterinário oficial nos períodos estabelecidos. A dose de vacina é de 5 ml por animal, independentemente da idade e deve ser aplicada na tábua do pescoço, por via intramuscular ou subcutânea.
    A vacina nunca deve ser congelada. Deve ser mantida entre 2 e 8 graus Celsius, tanto no transporte como no armazenamento, usando uma caixa de isopor, com no mínimo dois terços de seu volume em gelo para que a vacina não perca sua eficácia.

    Outra orientação é sempre deixar um profissional exclusivo que cuidará da vacinação. Ele será responsável pelos equipamentos usados no dia da vacinação, verificar instalações e ajustes, caso seja necessário, além de determinar o que cada membro da equipe fará no dia.

    Para realizar a vacinação deve ser escolhido o horário mais fresco do dia, classificando os animais por idade e sexo, para evitar acidentes. A condução dos lotes até o curral deve sempre ser realizada com calma, sem correrias ou gritos. Pois, sob estresse, o bovino produz hormônios, como cortisol, que têm consequências fisiológicas que fazem com que o animal tenha menor probabilidade de reagir imunologicamente à vacina ou a um vermífugo.

    Quando o pasto for distante do curral, os animais devem ser conduzidos na tarde anterior, deixando-os passar a noite no pasto próximo ao curral. O ideal é que o pasto tenha água, sombra e cocho para proporcionar pequenas quantidades de alimento que acostumem os animais a irem ao curral. “Use sempre um vaqueiro a frente do rebanho, usando um aboio para chamar os animais. Nunca utilize objetos pontiagudos, muito menos choque”, recomenda a zootecnista Carla Ferrarini.

    A primeira etapa de vacinação, realizada no primeiro semestre, mais de 192,1 milhões de animais foram imunizados, ou seja, 98,2% do rebanho envolvido na etapa. Os produtores têm até o dia 7 de dezembro para comunicar a vacinação ao órgão oficial de Defesa Agropecuária Estadual.

    Sobre a Beckhauser

    Desde 1970, a Beckhauser alia manejo racional e produtivo, buscando oferecer ao pecuarista soluções inovadoras de contenção, manejo e controle que aprimorem a produtividade, agregando valor ao negócio com segurança para o homem e ao animal, tudo por meio de uma completa linha de troncos tradicionais e automatizados, além da linha de controle/pesagem eletrônica.

    Fonte: Beckhauser / Attuale



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