• Genética
  • Manejo de ovinos aumenta o número de partos duplos em 70%

    31/10/2019
    Prática desenvolvida no setor de ovinocultura da Unoeste envolve os cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia e apresenta resultados positivos que podem ser aplicados no seto

    Altos índices de parto duplo das fêmeas é reflexo do manejo diferenciado do Flushing Alimentar

    O Flushing Alimentar é uma técnica de manejo bem conhecida na ovinocultura. Normalmente o produtor se preocupa em introduzir essa alimentação diferenciada para as fêmeas somente algumas semanas antes do parto. Já no setor de ovinos de corte da Unoeste, essa prática foi realizada 15 dias antes e 30 dias durante a estação de monta. Os resultados foram surpreendentes: o número de partos duplos foi de 70%, quando o normal dentro de uma criação fica entre 25 e 30%.

    A professora Dra. Marilice Zundt ministra a disciplina de Ovinocultura dos cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia, além de ser a responsável pela área na universidade. Ela explica que o Flushing Alimentar também estimula a ovulação e estiveram envolvidos nesse manejo os acadêmicos das respectivas graduações.  “Os estagiários desse setor auxiliam nos manejos nutricionais, formulando e calculando as porcentagens corretas de suplementação e da qualidade das pastagens; avaliam a sanidade dos animais, principalmente em relação aos endoparasitas; além de acompanhar o manejo dos cordeiros (filhotes), realizando os procedimentos para o bom desenvolvimento dos mesmos, computando todos os dados para que posteriormente possam ser avaliados e estabelecidos os critérios de seleção do rebanho”.

    Para ela, a alta taxa de natalidade de partos duplos pode contribuir com os produtores da região. “A ovinocultura da Unoeste trabalha simulando uma propriedade comercial com animais mestiços para a produção de carne. Utilizamos estratégias nutricionais e reprodutivas que podem ser agregadas para os ovinocultores em geral, tanto na validação das tecnologias já existentes, quanto na apresentação de novas estratégias ou de produtos que contribuam com o segmento com um todo”, conclui.

    Thainá Sallum Bacco Manssur cursa o 6º termo de Medicina Veterinária. Ela conta que iniciou as vivências com ovinos por meio da iniciação científica e depois passou a estagiar na ovinocultura. “Tenho interesse em atuar na parte de produção e reprodução de grandes ruminantes e por isso esse contato está sendo muito importante”. A futura veterinária acrescenta que a estrutura da universidade dá o privilégio de conhecer uma variedade de espécies de animais. “Temos aporte para todas as nossas necessidades e isso é muito positivo”.

    Para a acadêmica do 6º termo de Zootecnia Gabriella Capitane Sena, estagiar nesse setor onde também realiza estudos científicos agrega conhecimentos. “É muito bom ter a chance de aplicar na prática o que vemos em sala de aula. Tenho uma grande afinidade pelos ovinos, eles me encantam e pretendo atuar nessa área”.



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