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    17/04/2018
    Manifestações! O agro também deixa suas marcas.

     

     José Luiz Tejon Megido*

    Por exemplo, em Brasília, protestando e se manifestando sobre a incoerência do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Funrural, quando a corte considerou constitucional a cobrança da arrecadação previdenciária que mudava o entendimento anterior.

    Leitor, você já ouviu falar em brigada de incêndio? Provavelmente sim, no seu prédio, condomínio, ou na empresa onde trabalha. Você já deve ter ouvido falar também da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), em qualquer empresa. Então, todos nós sabemos a diferença entre prevenir e remediar, ou então protestar.

    Na vida aprendemos com as crises, traumas e acidentes, e isso nos faz aumentar a segurança, o progresso da ciência, da administração, da prevenção de doenças e de acidentes.

    O que então tem a ver as manifestações com a história das brigadas de incêndio? Tudo!

    O Brasil e o agronegócio precisam agora de um “mega hiper foco” na prevenção das burradas, da insensatez e dos enganos do futuro. De uma egonomia da guerra de egos.

    Quer dizer, já não estaria na hora das confederações empresariais nacionais, fortíssimas entidades da sociedade civil organizada, se reunirem para construírem uma proposta de prevenção e de ampliação da possibilidade dos fatores controláveis da economia, das finanças, das estruturas do país?

    Permanecerem saudáveis? Independentemente do louco, ou do mais sensato que possa estar no governo no ano que vem? Pelo que já se vê, pela reeleição da maioria dos atuais do legislativo.

    Quando os três poderes entrarem em colapso de credibilidade ética, e continuarem funcionando, e o atrito aumentando, ou a sociedade civil organizada assume o bom senso do país, ou vai ser mais uma batendo bumbo e panelas nas manifestações que assolam o país, de todos os tipos. E sem dúvida pagando o preço da mesma insensatez.

    O Funrural é fruto da ausência de uma liderança convergente e única no agronegócio do país.

    Das 12 confederações nacionais empresariais no país, agora sem mais as arrecadações obrigatórias dos impostos, pelo menos seis delas. Saiam da moita, se encontrem e apresentem um projeto comum para o agro do Brasil nos próximos cinco anos.

    Juntas essas confederações poderiam encabeçar um projeto conjunto, coletivo e acima de tudo PREVENTIVO, perante a marcha da insensatez dos demais poderes neste que é o maior exemplo de sucesso do agronegócio em todo o cinturão tropical do planeta, o nosso Brasil.

    Sociedade civil organizada com poderes estruturados, apareçam e não esperem por governo!

    * José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM.

    Fonte: CCAS / Alfapress

     



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