• Nutrição
  • Matsuda apresenta em Goiás, as novas cultivares de Brachiaria e Panicum: Braúna e Paredão

    24/08/2015
    Em evento realizado no último dia 14, na sede da Divisão Goiânia do Grupo Matsuda, a empresa apresentou aos clientes e pecuaristas da região, duas novas cultivares de gramíneas forrageiras: MG12 Paredão (Panicummaximum) e MG13 Braúna (Brachiariabrizantha), cultivares de alto melhoramento genético.

     

    Guilherme Montans: "A MG 13 Braúna é uma cultivar de Brachiaria brizantha de rápida rebrota, com boa produção de forragem, bem distribuída e de boa qualidade nutricional".

    A programação começou pontualmente às 14h00, na sede da empresa (Rodovia GO-070, km 4 - Parque Maracanã – Distrito Industrial de Goianira, GO), com um café da tarde, tipicamente goiano, onde a sensação foi o famoso docinho conhecido na região como “Mané-Pelado”, entre outras iguarias. Cerca de 200 pessoas compareceram ao evento, que, a partir das 15 horas, foram divididas em dois grupos distintos, para visitas guiadas às instalações da nova fábrica e aos campos agrostológicos, com plantações de vinte variedades de forrageiras, entre elas a MG12 Paredão e a MG13, Braúna. Estiveram presentes ao evento os prefeitos de Goianira, de Braz e de Inhumas, entre outras autoridades, empresários e executivos do setor,  como Leovegildo Lopes de Matos, diretor da Embrapa Gado de Leite, Paulo Soeiro, diretor da Lallemand Animal Nutrition e Paulo Cesar Roriz, um dos maiores criadores de gado do estado goiano.

    Jorge Matsuda, presidente do Grupo, deu as boas vindas aos presentes, destacando que os lançamentos das novas forrageiras Braúna e Paredão, são o resultado “de mais de 10 anos de pesquisas para o desenvolvimento dessas novas plantas, dentro da proposta da empresa de uma  busca constante por novos materiais, seguindo a tendência de inovação da pecuária tropical com alta performance,  sempre com vistas à sustentabilidade”. Emocionado, lembrou-se do amigo e pecuarista Nelson Pineda, um dos primeiros incentivadores da pesquias dessas novas cultivares, sendo que as primeiras sementes de Paredão foram plantadas há cerca de dez anos, na sua fazenda em Oriente, no estado de São Paulo. Daí o nome que ela recebeu – Paredão – nome da fazenda do empresário, em reconhecimento a sua parceria no projeto.

    Jorge Matsuda emendou seu discurso, destacando que  “a Matsuda sempre esteve atenta às necessidades dos produtores e da sociedade. Por isso, tem investido prioritariamente no desenvolvimento de novas tecnologias, em todas as áreas em que atua. Quer na produção de sementes para pastagens, quer na formulação de suplementos minerais para nutrição animal e, também, nas demandas exigidas pelos produtores para a melhoria de seu rebanho, maior produtividade e rentabilidade”. 

    Com mais de seis décadas no mercado e líder mundial na produção e comercialização de sementes para pastagens tropicais, o Grupo Matsuda tem investido constantemente na busca de novos produtos através da pesquisa e do melhoramento genético. Os trabalhos, a cargo do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa, têm resultado em seguidos lançamentos de novas cultivares de forrageiras tropicais, a exemplo do híbrido "Áries", um Panicum lançado em 2003 e até hoje largamente utilizada pelo mercado. A pesquisa e o melhoramento genético são realizados nas mais diversas regiões do país, o que contribui para a geração de plantas adaptadas aos variados ecossistemas e alto potencial forrageiro.

    MG12 Paredão

    O engenheiro agrônomo Guilherme Montans recepcionou os convidados nos campos agrostológicos, e falou sobre as características das duas novas variedades.  Lançadas oficialmente em 8 de abril, na matriz do Grupo Matsuda, em Álvares Machado, as cultivares de Panicum maximum MG12 Paredão e de Brachiaria brizantha MG13 Braúna, que já se encontram devidamente registradas e protegidas junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, foram selecionadas a partir do seu próprio banco de germoplasma.

    Segundo Montans, a cultivar MG12 Paredão, tem como principal característica a alta produção de forragem, com folhas bastante compridas e largas, quando comparada à Mombaça. Apresenta rebrota vigorosa, rápida e uniforme, além de boa tolerância à seca, quando comparada a outras cultivares de Panicum existentes no mercado. Outra característica importante é a alta palatabilidade, resultando em excelente produção de carne e de leite. Durante os anos de testes sob pastejo e de corte, não foi verificado sintomas de ataques nas plantas, e muito menos a presença de ninfas e adultos de cigarrinhas.  A explicação técnica para este fato é a ocorrência de antibiose e a maciça presença de joçal na base das plantas, o que, acredita-se, confere a esta cultivar determinada tolerância ao ataque desse inseto. A presença do joçal também contribui no manejo da forrageira, evitando o superpastejo pelos animais.

    A MG 12 Paredão é recomendada tanto para pastejo direto como para corte, bem como, em face da grande quantidade de folhas, para silagens.

    A MG-13 Braúna

    Sobre a MG 13 Braúna, Guilherme Montans destacou que é uma cultivar de Brachiaria brizantha de rápida rebrota, com boa produção de forragem, bem distribuída e de boa qualidade nutricional. Apresenta ainda melhor adaptação à seca e ao veranico, quando comparada a MG-4. Seu hábito de crescimento mais prostrado proporciona melhor cobertura do solo. Recomenda-se seu uso para as fases de cria, recria e engorda. Não é recomendada para equídeos.

    Essa cultivar perene apresenta, ainda, crescimento decumbente, excelente para solos de média a alta fertilidade, por ter grande tolerância a solos arenosos. Possui intenso perfilhamento e boa relação folha-talo, com perfilhos finos, característica que permite facilidade de manejo e aceitabilidade pelos animais. Isso permite, ainda, sua utilização para produção de feno.

    Outra aplicação importante da Braúna é a utilização no mercado agrícola para a formação de palhada, devido ao seu crescimento mais prostrado, talos finos e susceptibilidade ao glifosato, semelhante à Brachiaria ruziziensis, podendo ser utilizada também no sistema de integração Lavoura-Pecuária (iLP).

    Sementes incrustadas

    As sementes dessas cultivares serão comercializadas através da tecnologia de revestimento “Série GOLD MATSUDA”, que  utiliza no tratamento polímero e fungicida, facilitando o plantio. Opcionalmente, a critério do cliente, poderá ser adicionado ao tratamento, inseticidas específicos. Jorge Matsuda ressalta que o Grupo Matsuda “sabe de sua responsabilidade para com nosso País e para o mundo e este lançamento é marcante para nós, pois representa uma oportunidade de imersão sobre o significado da marca Matsuda, nos segmentos da pecuária de corte e de leite; e de refletirmos sobre os imensos desafios que temos pela frente, para continuarmos crescendo comercialmente, e oferecendo produtos com alto índice de desempenho no campo, seja em termos de produtividade do rebanho, seja em rentabilidade para o pecuarista, priorizando a sustentabilidade na pecuária”.  O presidente do Grupo Matsuda destaca ainda “o papel que o Brasil tem como protagonista, pois é o único país do mundo com condições climáticas, solo fértil, grande quantidade de terras e água em abundância, para tomar para si o papel de alimentar o mundo”.

    O evento terminou em Inhumas – GO, em stand da Matsuda na feira agropecuária local, com um churrasco de confraternização oferecido a todos os amigos, clientes, funcionários e demais participantes.

    DESCRITIVO TÉCNICO

    MG12 Paredão:

    Nome científico: Panicum maximum

    Origem: Genética Matsuda

    Fertilidade do solo: Alta

    Forma de crescimento: Touceira ereta

    Altura da planta: 1,80 a 2,00 m

    Utilização: Pastejo direto e silagem

    Digestibilidade “in vitro”: 55 a 59%

    Palatabilidade; Excelente

    Tolerância à seca: Alta

    Tolerância ao frio: Média

    Teor de proteína na matéria seca: 7 a 16%

    Produção de forragem: 30 a 35 t/ha/ano de MS

    Ciclo vegetativo: Perene

    Cigarrinha das pastagens: Tecnicamente tolerante, devido à antibiose e a presença de joçal na base.

     

    MG13 Braúna:

    Nome científico: Brachiaria brizantha

    Origem: Genética Matsuda

    Fertilidade do solo: Média a Alta

    Forma de crescimento: Touceira decumbente

    Altura da planta: 0,9 m

    Utilização: Pastejo direto e fenação

    Digestibilidade “in vitro”: 51 a 53%

    Palatabilidade: Boa

    Tolerância à seca: Excelente

    Tolerância ao frio: Média

    Teor de proteína na matéria seca: 8 a 12%

    Produção de forragem: 8 a 12 t/ha/ano de MS

    Ciclo vegetativo: Perene

    Fonte: TaxiBlue Comunicação Estratégica



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