• Sustentabilidade
  • Meio ambiente, o tempo é agora

    05/06/2018
    Precisamos mudar nossos hábitos, racionalizar o uso de produtos plásticos, evitar descartes desnecessários e agirmos conjuntamente na defesa do meio ambiente

     Antonio Luis Francisco (PJ)*

    A preocupação com o meio ambiente é crescente em todo o mundo e não é à toa. São muitos os vilões. Materiais criados para facilitar o dia a dia da população mundial, usados para a fabricação dos mais diferentes produtos, vêm aos poucos contribuindo para a degradação ambiental, muito mais pela forma como os utilizamos e descartamos, do que por sua constituição em si.

    O plástico é um deles, tanto que a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou como tema do Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho, “Acabe com a Poluição Plástica”, uma tentativa de despertar entre os setores público e privado, comunidades e indivíduos a consciência sobre a necessidade de reduzir a produção e o consumo excessivo de produtos plásticos descartáveis, que já causam graves efeitos em ambientes terrestres e marítimos, colocando em risco a fauna, a flora, os recursos hídricos, enfim, o próprio ser humano.

    Dados da ONU indicam que, na última década, produziu-se mais plástico do que em todo o século passado. São consumidas, anualmente, entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticas em todo o planeta e, a cada minuto, são compradas 1 milhão de garrafas plásticas. Metade do consumo é de uso único e ao menos 8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos a cada ano. O plástico já representa 10% dos resíduos gerados pelo homem. Os efeitos para o mundo não têm sido dimensionados adequadamente.

     No Brasil, algumas políticas visam combater esses males, mas os resultados ainda não são significativos. Há muito a ser feito, embora haja diversos movimentos para o uso mais racional de materiais plásticos e o descarte correto dos resíduos, o que é bastante positivo.

     Não se pode, entretanto, generalizar e criminalizar os materiais plásticos como um todo. São matérias-primas bastante úteis nos mais diversos produtos, de aviões a brinquedos, equipamentos a roupas e itens médicos. A ampla gama de aplicações, sua perenidade e a possibilidade de reciclagem são características que fazem das resinas plásticas um material indispensável.

     Os problemas ambientais, muitas vezes, se estendem e se completam. Uma vez poluídas, as águas de mares e rios exigem volume muito maior de investimentos para serem recuperadas e sabemos o que isso significa diante de um recurso finito e já tão ameaçado.

     Essa preocupação deve estar no dia a dia de todos. De quem cria políticas públicas, de quem fabrica, de quem consome e na forma como consome. Diversos produtos trazem em si um caráter duplamente sustentável. Há no mercado equipamentos portáteis, como lavadoras de alta pressão, aspiradores de pó, etc., que são mais robustos e prezam pela economia (de água e de energia elétrica), alta durabilidade e baixa manutenção – por isso, não são descartáveis rapidamente.

     São inúmeras as possibilidades de aumentar a qualidade de vida e o conforto do ser humano, sem com isso prejudicar o meio ambiente, que é a casa de todos. Devemos usar as tecnologias – sejam materiais, métodos ou produtos – em nosso favor. É preciso tirar da tecnologia o que há de bom.

     Somente um trabalho em conjunto de conscientização e ação poderá mudar o cenário atual e garantir um futuro melhor, mais limpo e saudável para o planeta. Mas temos de andar mais rápido, pois somos todos responsáveis.

     * Antonio Luis Francisco (PJ) é Diretor Geral da JactoClean – empresa do Grupo Jacto, referência nacional em soluções para limpeza e higienização.

     Fonte: JactoClean / Tantas



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