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  • Novas tecnologias para o bem-estar animal ganham espaço no setor produtivo

    13/10/2015
    É o que Tânia Lyra, Assessora de sanidade da CNA, disse em audiência pública na Câmara dos Deputados na CPI de maus tratos dos animais.

    Atentos às exigências da sociedade, a evolução tecnológica nos empreendimentos rurais, com medidas de bem-estar animal, vem ocorrendo de forma acentuada. Hoje em dia, é comum observar pecuaristas, avicultores e suinocultores preservando o bem-estar dos animais. Produtores otimizam o desempenho de seus rebanhos, com melhor qualidade dos produtos ao consumidor e menor risco às doenças, atendendo a uma crescente demanda da sociedade.

    Durante audiência pública na Câmara dos Deputados na CPI de maus tratos animais, a consultora de Sanidade Agropecuária da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Tânia Lyra, falou sobre o tema. Para ela, a cooperação entre iniciativa privada e governo, com base em conhecimentos científicos aplicados à realidade brasileira, resultaria em avanços consistentes no bem-estar animal. “O produtor rural precisa de tempo para se adaptar e financiamento para manter a atividade de forma regular e rentável, enquanto se adequam”, observa.

    A consultora afirma que os representantes do setor produtivo querem entendimentos e cooperação com todos os órgãos que promovem e fiscalizam o bem-estar animal para construir um marco legal equilibrado. “É um avanço. Os materiais e cursos de capacitação na área de boas práticas de produção possuem consolidado o tema bem-estar animal em seu conteúdo. Precisa apenas traçar metas e implantar políticas públicas eficientes. E ampliar as pesquisas científicas que assegurem a viabilidade econômica para o setor”, comentou Lyra. E finalizou: O que se percebe em alguns estudos é que quando implantadas práticas coerentes de bem-estar animal, elas geram resultados positivos, com ganhos para o produtor e mais dignidade no trato do animal.

    Contudo, a generalização de casos pontuais, como acidentes em estradas envolvendo cargas de animais vivos, dentro de um universo significativamente maior que trabalha corretamente, não pode ser o ponto de partida para que se implante a regulamentação do bem-estar.

    Contudo, a chamada humanização dos animais não é a solução. A atuação radical de grupos de ativistas, defensores dos animais, que atuam na mídia e em redes sociais, geram retrocessos no juízo de valor da sociedade, ao defenderem direitos utópicos aos animais, pois muitas vezes os próprios seres humanos não os possuem.

    A CNA participa de Grupos de Trabalhos criados para analisar a saúde e bem-estar dos animais, para cumprir as recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). E realiza ações junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) com capacitações e cursos gratuitos nos setores de avicultura, suinocultura e bovinocultura de corte e leite.

    Números do setor

    Avicultura – representa 1,5% do PIB brasileiro; gera 5 milhões de empregos direto; atende 40% do mercado mundial de carne de frango; representa 47% do consumo de carnes produzidas no País; gera 8,5 bilhões de dólares em exportação; e existem 160 mil avicultores.

    Suinocultura – são produzidos 3,6 milhões de toneladas do produto; gera 1,5 bilhões de dólares em exportação; 561 mil toneladas são exportadas para 60 países; gera um milhão de empregos direto; existem 40 mil produtores.

    Bovinocultura – existem no Brasil 167 milhões de hectares de pastagens de rebanho; 208 milhões de cabeças de gado para abate; 42,07 milhões de cabeças de gado para produção de carne bovina; 39.7 milhões de toneladas são exportadas.

    Fonte: CNA

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