• Conjuntura
  • O boi, o dólar e a margem da pecuária

    20/09/2018
    Apesar das reações registradas nas últimas semanas, tanto para o boi gordo quanto para os bovinos para reposição, a alta do custo de produção diminuiu a margem da pecuária em 2018.

    Felippe Reis*

    Segundo o relatório Focus (material compilado e divulgado pelo Banco Central), publicado no dia 5 de janeiro de 2018, a expectativa era de que o produto interno bruto brasileiro (PIB) crescesse 2,69% neste ano. Já no relatório divulgado no dia 31 de agosto, a previsão de crescimento neste ano, caiu para 1,44%.

    A perspectiva de um PIB menor do que o projetado no início do ano mostra a dificuldade do país em retomar o crescimento econômico, o que poderá limitar o consumo de alimentos.

    E, associado a essa desaceleração, o real desvalorizado frente ao dólar encarece os produtos importados. Com esse câmbio, o custo de produção aumentou.

    A alta da cotação dos alimentos concentrados (+20,5%), principalmente milho, que subiu 33,6% de janeiro a agosto, e a dos fertilizantes (+5,6%), destacaram-se dentre os componentes do custo de produção (figura 1).

    Mesmo com a queda de preço dos combustíveis, de janeiro a agosto o custo de produção subiu 3,5%, enquanto no mercado do boi gordo as cotações caíram 2,4%, recuaram 3,6% para o bezerro de 6@ e 5,8% para o boi magro de 12@, considerando também a variação da média mensal entre os preços de janeiro e agosto.

    E, apesar das reações registradas nas últimas semanas, tanto para o boi gordo quanto para os bovinos para reposição, a alta do custo de produção diminuiu a margem da pecuária em 2018.

    A expectativa é que o mercado do boi gordo continue ganhando força nas próximas semanas.

    E, caso essa expectativa se consolide estimulará a demanda de recriadores e invernistas e dará sustentação para o mercado de reposição.

    Porém, embora a perspectiva seja de valorização no mercado do boi gordo e de reposição, os custos também devem seguir em alta.

    O dólar acima de R$4,00 favorece as exportações (principalmente de milho e soja) e encarece as importações (adubos), o que deve manter os custos de produção em alta no último quadrimestre de 2018.

    Ou seja, a margem da atividade pecuária estará pressionada. Portanto, o equilíbrio entre custos x preço da arroba deverá ser a preocupação até o fim de 2018.

    *Felippe Reis é Zootecnista e analista de mercado da Scot Consultoria.

    Fonte: Carta Boi - Volume 16 • Número 191 - setembro de 2018 - Scot Consultoria



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