• Sanidade
  • Os desafios da tripanosomose bovina

    08/05/2018
    Silenciosa, doença pode levar os animais a óbito em um curto período

    A pecuária brasileira continua em crescente avanço. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de leite no Brasil atingiu 35 bilhões de litros em 2015, volume bem acima dos 24 bilhões de dez anos atrás. Em um cenário promissor, o ramo ainda enfrenta grandes desafios relacionados ao combate à tripanosomose bovina.

    A doença é causada por um hemoprotozoário que ataca a corrente sanguínea do animal e rouba os seus nutrientes, debilitando o sistema imunológico do corpo e causando quedas na produção de leite e carne. “É essencial que a tripanosomose seja identificada rapidamente pois o tratamento tardio pode causar sequelas em órgãos nobres como o fígado e o coração ou outras lesões que podem comprometer o desempenho deste animal para o resto da vida”, conta o Médico-veterinário e Gerente Técnico de Pecuária de Leite da Ceva Saúde Animal, Alex Souza.

    Os sintomas são difusos e facilmente confundidos com outras enfermidades. O bovino pode apresentar falta de apetite, anemia, perda de peso, febre, hemorragias generalizadas, problemas reprodutivos, abortos, insuficiência cardíaca e renal, alterações neurológicas, opacidade de córnea, lacrimejamento excessivo e conjuntivite. A tripanosomose é uma doença silenciosa e pode levar o animal a óbito em um curto período.

    Os criadores devem atentar-se a algumas medidas de biosegurança como: evitar o uso compartilhado de fômites que levem o sangue de um animal para outro e controlar moscas e carrapatos no campo, para a contenção da doença. Os bovinos recém adquiridos devem ser examinados e mantidos isolados por algum tempo, e em caso positivo de tripanosomose devem ser tratados antes da introdução no rebanho.

    “A tripanosomose tem cura, mas o tratamento precisa ser massivo, pois alguns animais podem manter o parasita no corpo por longos períodos sem apresentar sinais clínicos evidentes e reinfectar outros animais futuramente. Por essa razão é importante cumprir o protocolo de tratamento e prevenção da doença de forma assertiva”, explica o Prof. Dr. da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Fabiano Antonio Cadioli.

    A fase mais fácil de diagnosticar a doença é aquela onde há muitos parasitas circulantes pelo sangue do animal, durando em média 21 dias. Após esse período, o hemoprotozoário é cada vez mais difícil de ser encontrado, pois se evade para vasos profundos no cérebro, coração, rins e fígado.

    A tripanosomose possui sinais clínicos similares aos de outras doenças, como a Tristeza Parasitária Bovina, por isso o diagnóstico diferencial é um desafio enfrentado diariamente no campo. O desconhecimento sobre os sintomas e os avanços da enfermidade no país é um dos principais fatores que dificultam a rápida identificação da presença do tripanosoma no rebanho.

    A identificação da tripanosomose é feita através de exames como Teste Woo, RIFI e Elisa. Os resultados devem ser analisados em conjunto com informações sobre o histórico do animal e da propriedade. “Um único animal positivo serve como indicativo da presença do tripanosoma na fazenda. Nesse caso, o tratamento do rebanho precisa ser iniciado o mais rápido possível”, afirma Souza.

    O tratamento dos animais afetados pela enfermidade é feito com o isometamidum (Vivedium), um tripanocida específico de longa ação que pode ser utilizado tanto na cura quanto na prevenção da tripanosomose.

    Sobre a Ceva Saúde Animal

    A Ceva Saúde Animal é atualmente a 6ª empresa de saúde animal do mundo, presente em mais de 110 países tem sua atuação focada na pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização de produtos farmacêuticos e biológicos para animais de companhia, e produção (bovinos, suínos e aves). Mais informações disponíveis no site: www.ceva.com.br

    Fonte: Ceva / Tantas



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