• Entrevista
  • Pecuária competitiva é quebra de paradigma

    06/11/2018
    Nada de fórmulas milagrosas. Tudo é trabalho, transpiração, interpretação de números e fatos, além de contínuo aprimoramento pessoal como empreendedor.

    A pecuária competititva, atualmente, não se apóia só em genética, manejo e sanidade. Há um grande diferencial no quarto alicerce que é a gestão das coisas todas.

    Uma grande obscuridade na bovinocultura de corte brasileira é se encontrar com outras atividades do País – como nossa agricultura – com tecnologia e desenvolvimento pleno. É como sair de uma sala sombria para um ambiente de luz onde tudo está estampado. Como quase tudo no Brasil se resume à falta de educação – acesso às informações necessárias – a atividade pecuária está em maus lençóis. Mas, hoje, e no passar de poucos anos, os horizontes de prosperidade são quase que inatingíveis. É o que podemos concluir da avaliação de Maurício Scoton Igarasi, acadêmico da Universidade de Uberaba (Uniube, Uberaba, MG). São leituras de um zootecnista do campo que passou por empresas referências do mercado, como A Agro-Pecuária CFM – case de sucesso em tudo que se falar, no Brasil – e outras importantes do setor. Trata-se de um profissional da “bota suja” que chegou às cátedras por mestrado e doutorado, que jamais ignorou sua agenda. Na sua leitura conjuntural, a pecuária de corte tem problemas, mas tudo com muitas soluções.

    Boi a Pasto – O que determina, atualmente, um modelo de pecuária competitiva?

    Maurício Scoton Igarasi – Não especificamente em pecuária, uma atividade competitiva é aquela que gera lucros reais em patamares a se sobrepor frente a outras possíveis no mesmo espaço e condições sócio e econômicas. Podemos tomar como exemplo modelos de pecuária que fazem frente a explorações agrícolas como cana de açúcar, soja, milho, seringueira, eucalipto, entre outras, em regiões de predominância da agricultura. Então, em resumo, um modelo de pecuária competitiva é aquele capaz de gerar rentabilidade atrativa frente a de outras culturas muito rentáveis.

    Boi a Pasto – É a famosa lucratividade por hectare/ano?

    Maurício Scoton Igarasi – Com certeza! É isso que o produtor vislumbra, independentemente da atividade que ele esteja trabalhando. É essa lucratividade que determina a competitividade. Uma comparação bastante simples podemos traçar com o futebol. Um atleta da modalidade só é competitivo se seu desempenho se sobressai diante de outros da mesma posição, nas mesmas condições de trabalho.

    Boi a Pasto – E como alcançamos essa condição de competitivo?

    Maurício Scoton Igarasi – Primeiro precisamos definir um planejamento da atividade, a partir de um levantamento de todos os recursos da propriedade; sejam eles naturais (condições de solo, oferta de água, topografia), genéticos (desempenho zootécnico dos animais à disposição), humanos (qualificação e força de trabalho das pessoas envolvidas na produção), financeiros (determinantes da capacidade de investimentos de todo o processo), e de gerenciamento (responsáveis por oferecer as informações necessárias para uma boa condução do planejamento).

    Boi a Pasto – Este gerenciamento é o que modernamente chamamos de gestão?

    Maurício Scoton Igarasi – Sim! Veja que a pecuária competitiva está alicerçada em quatro pilares: genética, manejo, sanidade e gestão. Mas é importante ressaltar que uma atividade só será competitiva, antes de mais nada, se seu empreendedor for também competitivo. Ele precisa de ferramentas de planejamento e gestão, de modo que possa executar um trabalho consistente em curto, médio e longo prazos, sempre com intenso acompanhamento.

    Boi a Pasto – O capital humano continua sendo o fiel da balança?

    Maurício Scoton Igarasi – Sempre. Mas hoje o setor dispõe de inúmeras consultorias com diversas especializações para cada segmento do negócio pecuário, capazes de executar muito bem tudo isso que estamos falando. Do mapeamento do potencial de exploração à definição e execução de um planejamento, tudo pode e deve ser amparado por ferramentas e profissionais preparados. Isso não falta no mercado.

    Boi a Pasto – Os pecuaristas em geral têm consciência desse processo?

    Maurício Scoton Igarasi – Eu acredito que grande parte deles sabem onde chegar, porém desconhecendo o como chegar. Não sabem o meio desse caminho. Sabem onde estão e onde querem chegar, mas ignoram o caminho, ainda muito nebuloso. Por isso, o pecuarista que apresenta perfil competitivo procura se cercar de recursos humanos para acessar várias respostas ao longo do processo.

    Boi a Pasto – De onde vêm as perguntas?

    Maurício Scoton Igarasi – Na fase de diagnóstico, quando levantamos o perfil técnico e econômico da atividade em exercício, ou seja, o onde ela está, em termos de recursos disponíveis e perfil das pessoas e do seu empreendedor; já é apontada uma série de gargalos que deverão ser combatidos, resolvidos, ao longo do tempo, conforme a capacidade de investimento e que o gerenciamento permitir, tudo dentro de um planejamento. É uma etapa que requer muita energia e rigor de trabalho.

    O uso de animais geneticamente  diferenciados signica ganhos extras no sistema produtivo com baixo investimento.

    Boi a Pasto – Como podemos definir esse perfil do pecuarista?

    Maurício Scoton Igarasi – Temos um perfil médio, o de empreendedores propícios a assumir alguns riscos; os mais arrojados que topam enfrentar riscos maiores; e os conservadores, que não assumem riscos ou, muito timidamente, assumem insuficientemente para decolar o projeto.

    Boi a Pasto – Mas a própria execução do projeto deve aprimorar o perfil do pecuarista, não?

    Maurício Scoton Igarasi – Sim! Se o planejamento for de cinco anos e as coisas fluírem como o esperado, de forma harmônica e competente, os resultados, números e lucratividade vão estimular a capacidade empreendedora do pecuarista; e ele vai ampliar sua capacidade de administrar os riscos. O tempo e o bom trabalho vão puxando o processo para cima. Muitas coisas passam a ser mais palpáveis, tais como evolução do rebanho, coleta de resultados de investimentos e o tão esperado fluxo de caixa; segurando tudo.

    Boi a Pasto – Seria uma beleza se tudo fosse só números?

    Maurício Scoton Igarasi – Evidente! Muitas coisas não são operacionais e, às vezes, não pela falta de recursos. Por exemplo, com o nosso regime de chuvas, diante da necessidade de reformar pastos, é preciso estar sintonizado e com tudo pronto para quando começar a chover: terra gradeada, adubada, etc. Por uma série de motivos isso pode não acontecer e lá se vai um ano perdido no planejamento. Por detalhes as coisas podem sair dos trilhos. Mas o planejamento ainda é a grande chave para o sucesso. Se o fator de risco é uma reforma de uma área grande, então seja mais modesto. Planeje reforma em um espaço menor que as coisas vão acontecer. Esse ano, por exemplo, a alta do adubo pegou muita gente de calça curta. Logo, muita gente ficou no caminho.

    Boi a Pasto – Como se resolvem os gargalos provocados por questões de microambientes? Fatores muito específicos da propriedade?

    Maurício Scoton Igarasi – Esses fatores são muito importantes sempre. Nossa bovinocultura de corte se dá em grandes propriedades e a diversidade interna delas precisa ser ponderada. Mas a resposta para isso é simples. Em tudo tem de haver bom senso. Em tudo precisa-se recorrer à experiência. Aí entra um ponto chave que é saber ouvir dos seus vizinhos de cerca aos seus técnicos e, principalmente, seus bons peões. As respostas muitas vezes estão debaixo do nariz. É preciso saber tirar o melhor! Interagir!

    Boi a Pasto – De modo geral, o material humano ainda é um gargalo?

    Maurício Scoton Igarasi – Nossa cultura do campo – mas acho até que extensível ao restante do País – é a da “reclamação”. Muito se reclama, pouco se faz! É sempre um jeito de transferir responsabilidades e não assumir erros e incompetências. Então, retirando este fato, de verdade não acho um gargalo ou que falte material humano, em nenhum nível. Penso que recursos humanos sempre podem ser um limitante, mas nada intransponível. Hoje, voltando à questão de boa gestão, sempre há o trabalho contínuo de formação, treinamento e reciclagem de mão de obra. O problema é que muitos pecuaristas preferem pensar no bem-estar animal antes de cuidar do bem-estar de seus colaboradores. Zelar dessa parte demanda esforço e muita energia, mas não é um gargalo. Sempre é possível construir uma boa equipe de trabalho.

    Boi a Pasto – Competitividade passa necessariamente por aumento de produtividade dentro da fazenda. Como diagnostica isso?

    Maurício Scoton Igarasi – Esse é um dos grandes pontos, atualmente: precisamos aumentar a produtividade. Um agricultor raciocina sempre comumente em sacas por hectare. Quanto mais melhor. Mesmo ponderando as intempéries – a oscilação de uma safra para a outra – está continuamente pensando em sacas por hectare. Todos têm esses números na ponta da língua. Tudo devidamente apontado e registrado em suas planilhas. É um histórico do que faz ou deixa de fazer.

    Maurício Igarasi: "Confinamento é estratégia e ferramenta muito eficaz no processo de intensificação". 

    Boi a Pasto – Mas nossos pecuaristas pecam nisso?

    Maurício Scoton Igarasi – Considerando que este é um primeiro passo, obviamente que pecam muito. A maioria das fazendas não sabe o quanto produz por hectare/ano. Não sabe nem quanto custa a produção desse hectare, muito menos das arrobas produzidas nele. Isso significa que o pecuarista está competindo com alguém equipado de ferramentas; por exemplo, uma bússola para indicar para onde ele vai. Algo que dê norte. E qual o norte do nosso bovinocultor de corte? Fazendo uma analogia, se ele fosse um barqueiro, sempre vai para onde está soprando o vento, sem qualquer pista de onde vai chegar. Isso significa que se o vento for favorável aos seus propósitos, ótimo. Mas e se não for?

    Boi a Pasto – Diante de tantas possibilidades, o que fazer?

    Maurício Scoton Igarasi – Um produtor de soja, não vai plantar em uma área que renda no máximo 30 sacas por hectare. Vai fazer outra coisa dela, porque o rendimento não fecha as contas. Já o pecuarista continua produzindo 6 arrobas/hectare/ano. Se tiver alguma lucratividade, ela é muito baixa, em torno de R$ 200 reais/ano. Que seja um pouco mais, mas onde está a competitividade? Isso é empobrecimento, frente a uma lavoura de soja que pode render em condições medíocres de R$ 1,8 mil a R$ 2 mil por hectare. Quase dez vezes mais. Então, motivo de nossa entrevista, uma pecuária de corte competitiva briga com esses números de lucratividade.

    Boi a Pasto – Considerando áreas de solo muito pobre e condições pluviométricas muito adversas e instáveis, esse parâmetro funciona?

    Maurício Scoton Igarasi – Sim! Temos regiões em que a produtividade seria baixa em qualquer atividade, algumas até inviáveis, por hora! Mas ignorando essas exceções, a pecuária bem conduzida pode fazer frente a qualquer atividade. Produzir a média de R$ 800/hectare/ano é um número bastante interessante.

    Boi a Pasto – O salto é grande se pensarmos em sair de 6 arrobas/hectare para 30 delas.

    Maurício Scoton Igarasi – Sim! Para isso a intensificação e um plano de investimentos em todos os segmentos da fazenda: genética, manejo, sanidade, nutrição, gestão, recursos humanos etc. Não há como melhorar sem jogar dinheiro de forma equilibrada e pontuada nas demandas. A atividade tem de garantir a fonte desses recursos. Tudo é questão de planejamento. Se você compra uma padaria na esquina e quer resultados melhores, vai ter de contratar padeiro melhor, tornar mais atrativa as gôndolas, a apresentação, os preços etc. No mínimo você vai pintar as paredes, a fachada e colocar uns balcões diferentes. Tem de haver investimento. O problema é que o pecuarista se mostra restritivo quanto a colocar dinheiro no negócio. Isso, na verdade, é um impasse, independente do degrau de investimento.

    Boi a Pasto – Como que se muda essa mentalidade?

    Maurício Scoton Igarasi – Em inúmeros casos, o que observo é a mudança de comando, ou seja, a chegada de novas gerações de empreendedores. Vemos pecuaristas entre 30 e 50 anos de idade que herdaram propriedades ou, por algum motivo, compraram-na, com uma mentalidade diferente. Esse é o alento. Também técnicos executivos de boa formação estão fazendo verdadeiras revoluções na bovinocultura. São pessoas que sabem da necessidade do planejamento e do investimento, como condições básicas de retorno e competitividade. A pecuária extrativista está nos seus últimos dias.

    Boi a Pasto – Temos um modelo maldito de pecuária para deflagrar?

    Maurício Scoton Igarasi – Temos empresários hoje com mais de 60 anos que viveram a cultura do dinheiro de uma economia inflacionada. Você, nessa época, deixava um boi de R$ 1,5 mil no pasto e voltava três anos depois com ele valendo R$ 12 mil. Não se preocupava com nada além de ele não morrer. A natureza se encarregava de tudo. Nem pensar em ganho de peso, boi sanfona, muito menos na qualidade da carne. A questão era que ele valia, como patrimônio, de 7 a 10 vezes mais. Nesse sistema, o investimento é burrice! O ganho era pelo patrimônio e não pela produtividade. Esse pecuarista jamais vai aceitar discutir coisas como produção por hectare/ano, eficiência no ganho de peso, índices de produtividade zootécnica (melhor genética), nutrição mais eficiente e colocação de produtos no mercado. Ele não acredita nessas coisas!

    Boi a Pasto – Mas a degradação de inúmeras propriedades vem desse pensamento?

    Maurício Scoton Igarasi – Sim e é fato. Pode ser conceitual ou filosófica, mas está aí para todos verem. Contra fatos não há argumentos. Pegamos o tempo de inflação, o auge. Coisa de 20 a 30 anos. Sem investimento, essas propriedades estão hoje todas degradadas. Não é o que vemos? Quem herdou ou comprou isso é obrigatoriamente a pensar diferente para produzir. Esse é o nosso momento, embora muitos estejam ainda presos por poder de decisão do passado. Coisas de gestão.

    Boi a Pasto – Voltando às questões de saber fazer, meu julgamento de que existem mais respostas que perguntas está correto?

    Maurício Scoton Igarasi – Certamente! Temos conhecimento – tecnologia de ponta – gerado por inúmeras fontes: universidades, institutos, empresas estatais e privadas, além da nossa Embrapa. Está tudo aí! Pesquisas feitas por pesquisadores e extensionistas experientes que conhecem a realidade do campo. São muitas técnicas disponíveis. Temos o saber fazer. Eu estimo, baseado em avaliações de acadêmicos e difusores de conhecimento, que nosso campo não aproveita 10% do que existe de conhecimento disponível. Sobram ferramentas. Mas a cultura do País não privilegia a sabedoria, ainda que falte poder de fogo para investimentos.

    Boi a Pasto – E elas são viáveis? Todas essas técnicas?

    Maurício Scoton Igarasi – Como assim? O que um pesquisador está fazendo se não criar respostas plausíveis? Todas são viáveis com mais ou menos investimentos. Sempre menos é a ótica. Há coisas dos anos 70 que ainda não foram incorporadas. Não por dinheiro, mas por ignorância ou ampla manutenção da zona de conforto. Essa é a hora. Temos modelos para todo tipo de propriedade, das pequenas às grandes. Agora, enquanto o pecuarista ignorar o fato de que temos, em 1º de janeiro, o ano com sete meses de chuva e cinco meses de seca, nossa vida estará restrita à mediocridade. Quando muito, estendemos a meio a meio, o tempo de águas e estiagem. Vale saber que a Integração Lavoura e Pecuária (ILP), com ou sem a floresta (ILPF), permite ter pasto vigoroso 12 meses ao ano, em qualquer região. Mas, ainda assim, o conhecimento gerado abrange todos os setores da fazenda: da nutrição ao manejo e reprodução.

    Boi a Pasto – E as conquistas são muitas.

    Maurício Scoton Igarasi – Muitas. A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) revolucionou a reprodução em larga escala e veio para ficar e ser aprimorada. Os touros hoje disponíveis – sejam por inseminação artificial (IA) ou monta natural, têm qualidade indiscutíveis, assinada por vários e robustos programas de melhoramento genético. Imagina um reprodutor de primeira linha, hoje saindo na faixa entre R$ 8 mil e R$ 12 mil – muito interessante. Isso é um sonho realizado na hora de converter bezerros de qualidade em arrobas de boi gordo. As ferramentas existem!

    Boi a Pasto – Por tudo que avalio, eu vejo hoje o confinamento como estratégia e ferramenta cada vez mais bem-vinda na bovinocultura de corte. Como fica em longo prazo o marketing da carne brasileira ser produzida no pasto, totalmente verde?

    Maurício Scoton Igarasi – Nada muda em décadas. Temos muito espaço para alimentar nossos animais com forragem. O que deve mudar é a forma de fazer isso, empreender. O pasto não é só um marketing, mas um diferencial de preço no produto final, internacionalmente, avaliando a questão, além de uma segurança alimentar. Há muito o que explorar, no sentido de intensificação, antes de mudar o modelo. Precisamos só repor ao solo o que tiramos, regra básica de qualquer cultura. É só devolver à natureza. Nosso boi a pasto é nossa alavanca!

    Boi a Pasto – O confinamento é ferramenta muito bem-vinda? Estratégica?

    Maurício Scoton Igarasi – Você mesmo disse que o confinamento é estratégico, hoje, para terminar bovinos e, eventualmente sequestrar categorias animais, em função de logística e disponibilidade de alimento. Por que terminar um boi no pasto (8 meses em média) se você pode dar o lugar para uma fêmea criando, e engordá-lo muito mais rápido no confinamento (80 dias, em média)? Por que deixar novilhas de reprodução sofrendo na estiagem se você pode recriá-las com maior eficiência se valendo do confinamento emergencial? Maior produtividade passa necessariamente pelo confinamento, considerando a grande disponibilidade de resíduos agrícolas.

    Boi a Pasto – O pecuarista é um agricultor voltado a produzir alimentos para seu gado?

    Maurício Scoton Igarasi – Deveria, mas vou além. Precisa pensar em agricultura a começar da forragem e também outras culturas, como milho, sorgo e mileto, para silagem, além de outras alternativas. Na criação de um modelo competitivo de pecuária, a estocagem de alimento é crucial. Vence quem não deixa seu boi passar fome, em todas as categorias animais. Aliás a disponibilidade de boa nutrição permite oportunidades como comprar animais para engordar ou recriar, em épocas de vacas magras.

    Boi a Pasto – Comida é o ponto final do nosso “boi sanfona”?

    Maurício Scoton Igarasi – Claro! Mas já seria bom saber que no dia 1º de janeiro ele terá de 5 a 6 meses de chuva e outro tanto de seca. Esta é a única certeza e os pecuaristas não se preparam para isso, ainda. O resto é arrumar a casa e produzir considerando as condições ambientais, sempre com planejamento. É uma simples quebra de paradigma. Um simples “sair da zona de conforto”!

    Texto de Ivaris Junior, da Redação do Portal Boi a Pasto



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