• Nutrição
  • Pecuarista pode intensificar produção por área com pastejo rotacionado

    13/06/2017
    No Brasil, mais de 180 milhões de hectares são ocupados por pastagens. Mas, em contrapartida, mais da metade dessas pastagens apresentam algum estágio de degradação, boa parte avançado.

    Para o engenheiro agrônomo Pedro Henrique Lopes Lorençoni, do Departamento Técnico de Sementes do Grupo Matsuda, uma das alternativas para que o produtor rural consiga reverter essa situação, é a recuperação da produtividade destas áreas degradadas. Uma ou mais das seguintes operações podem ser necessárias para se recuperar a pastagem: controlar erosões; ajustar a acidez e a fertilidade do solo; controlar as plantas invasoras; semear a mesma cultivar em locais com pouca ou nenhuma planta. Vale lembrar que caso todas as operações mencionadas sejam necessárias, torna-se mais viável a reforma completa da área.

    Com a pastagem recuperada ou reformada, a intensificação do pastejo, implantando o Pastejo Rotacionado, constitui-se uma importante ferramenta para aumentar os rendimentos. Esse sistema “permite um aumento da produtividade por área, tornando a atividade pecuária de carne ou leite, tão rentável quanto as atividades agrícolas. Para isso usa-se a técnica de dividir a área de pastagem em piquetes de menor tamanho, dependendo da espécie/cultivar de capim que está implantada ou vai se implantar, da quantidade de animais que irá pastejar essa área e por quantos dias o pastejo será realizado em cada piquete”.

    Lorençoni ressalta também que, “utilizando-se dessa técnica, o produtor consegue aproveitar melhor a forragem produzida, diminuindo as perdas, propiciando ter mais animais por área, aumentando a produção por hectare. Além disso, o pastejo rotacionado permite oferecer aos animais uma forragem de melhor qualidade, ou seja, no ponto ideal de entrada dos animais para pastejar, onde os melhores índices de produtividade e qualidade nutricional se encontram em equilíbrio”.

    Quando se decide implantar o sistema de pastejo rotacionado partindo do ponto inicial, com a implantação de pastagem nova, o técnico do Grupo Matsuda indica a utilização de área da propriedade com maior grau de degradação, que está produzindo pouco volume de forragem e com baixa qualidade. Quando o pecuarista quer apenas dividir uma área maior em áreas menores (piquetes) para diminuir as perdas de forragem produzida, deve escolher as áreas com maior produtividade, conclui.

    O tamanho de cada piquete será determinado pela quantidade de animal que se pretende manter em cada um deles por determinado período de tempo, associado a produção de forragem do piquete. Importante observar quem quanto mais produtivo for a espécie/cultivar forrageira, e o nível de adubação empregada, maior será a lotação.

    Fonte: Matusda / TaxiBlue Comunicação Estratégica



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