• Manejo
  • Ponto de abate. Qual é o ideal?

    26/08/2016
    Cada vez mais, o confinamento mostra-se uma estratégia indispensável para tornar a pecuária mais rentável.

    Amanda Oliveira*

    Em todas as formas de praticar a atividade, seja como negócio ou quando avaliada como estratégia dentro da fazenda, um dos pontos determinantes para maior ou menor lucratividade da operação é o ponto ideal de abate.

    No último ano, a relação de troca do boi gordo vem piorando gradativamente, sendo comum que os pecuaristas optem por abater animais mais pesados, aproveitando melhor as carcaças.

    Claro que tal decisão depende de fatores como genética, nutrição, peso de entrada, custo da diária, entre outros. O importante é sabermos que nos dias atuais temos tecnologias que nos permitem abater animais mais pesados que a média observada no país, que segundo o IBGE é em torno de 18 arrobas. A questão é: até quanto é viável economicamente para o produtor aumentar o peso das carcaças produzidas?

    No cenário atual, onde o custo com alimentação tem grande impacto no custo de produção, o sucesso da operação está na busca do equilíbrio entre eficiência biológica e eficiência econômica.

    Analisando do ponto de vista técnico, animais mais pesados tendem a ter maior exigência e menor eficiência. Quanto maior o peso corporal, maior a exigência de energia para mantença. Isso significa que o animal mais pesado precisa comer maior quantidade de energia para manter suas atividades vitais (figura 1).

    Além da maior exigência de mantença, já é sabido que animais, após atingirem o máximo de deposição, apresentam menor eficiência, o que implica em maior custo. Ou seja, animais abatidos mais pesados propiciam carcaças mais pesadas, porém com menor eficiência de ganho (Pazdiora et al., 2013).

    Se extrapolarmos as análises dos dados publicados por Pazdiora et al., 2013, para os custos de produção (R$ 650,00/tonelada de matéria seca) e de arroba do boi gordo (R$155,00/@) atuais, vamos ter o cenário da figura 2:

    Figura 2: Lucro operacional líquido de animais em diferentes pesos de abate, considerando apenas as arrobas produzidas no confinamento (custo da tonelada de matéria seca) de R$ 650,00 e custo da arroba do boi gordo de R$ 155,00)

    Apesar de a melhor eficiência biológica ser obtida com animais abatido mais leves (16,6 arrobas), a melhor lucratividade foi observada nos animais abatidos com peso de 20,6 arrobas. Essa análise nos mostra que a decisão do ponto ótimo de abate deve ser tomada considerando não só a melhor eficiência biológica, mas o custo da diária alimentar e o valor da arroba negociada. Assim, a decisão será em função da rentabilidade e não do custo mínimo de produção.

    É importante lembrar que a remuneração do pecuarista é sobre o peso da carcaça, não do animal vivo. O pecuarista deve utilizar métricas que avaliem desempenho relacionadas à deposição de carcaça, e assim, terá maior assertividade na tomada de decisão.

    *Amanda Oliveira é Zootecnista, Doutora em Nutrição Animal e Coordenadora de Confinamento na Premix

    Fonte: Premix / Newlink

  • Projeto Campos do Araguaia busca adequação ambiental em propriedades do MT

  • O projeto irá apoiar a intensificação e restaurar de 130 mil hectares de pastagens no Médio Araguaia/MT. Serão realizadas adequação ambiental e intensificação sustentável em 50 propriedades rurais em

    + leia mais
  • Rally da Pecuária 2017 vai a campo em cenário de maior oferta

  • Produtores mais tecnificados tendem a manter ou até aumentar a rentabilidade apesar da queda nos preços

    + leia mais
  • iLPF proporciona estabilidade da oferta de forragem na propriedade leiteira

  • A região de Unaí, no Noroeste de Minas Gerais, é uma das principais bacias leiteiras do estado. Além do período da seca, a forte influência de veranicos e as altas temperaturas durante as águas são um

    + leia mais


  • Escreva um comentário



  • *

    *
    *





  • Comentários (0)



  • Criação de sites