• Nutrição
  • Porquê o produtor deve fazer e quais as consequências para o rebanho.

    26/05/2020
    Entrevista e Redação: MARISA RODRIGUES

     

    Julliano Pompei é Produtor Rural, Médico Veterinário formado pela Universidade do Oeste Paulista – UNOESTE, e Mestre em Ciência Animal, pelo Universidade Estadual de Londrina – UEL. Atualmente Coordenador Técnico do Departamento de Nutrição Animal.

    A atividade pecuária exige uma atenção constante do produtor durante todo o ano, pois ela não se desenvolve de um modo nativo. Produzir bois para o abate ou leite, exige conhecimento e muito manejo do rebanho e, com a aproximação da seca, essa atenção tem que ser redobrada. É fato que a mudança do clima não acontece em todas as regiões do País, ao mesmo tempo. No Sudeste, costuma ser em meados de maio, e vai até final de agosto, ou início de setembro. Já na região Sul, não chove desde final de dezembro de 2019, enquanto no Nordeste está chovendo, ainda, e assim por diante. Por isso, as dificuldades dos produtores, quando decidem elaborar um Planejamento Nutricional, não são poucas, nesse período. Para falar do assunto, entrevistamos o médico veterinário Julliano Pompei e técnico do Departamento de Nutrição do Grupo Matsuda, com 18 anos de atuação no atendimento do setor, da porteira para dentro. Segundo ele o período de seca é uma transição já bem conhecida pelos pecuaristas do Brasil, o que não quer dizer que seja simples enfrentá-la, principalmente se o produtor não lançar mão das ferramentas adequadas. “O importante é lembrar que nesse período nossas pastagens reduzem, acentuadamente, o seu crescimento, proporcionando um menor volume de pasto aos animais”, assinala. “Entretanto, além dessa sazonalidade na produção, o que vem de fato, limitar o bom desempenho dos animais criados em pastos, no período de seca, é a própria concentração dos nutrientes”. 
     
    Pompei explica que é comum e esperado em pastagens tropicais que, com a entrada do período seco, ocorra uma queda gradativa nas concentrações de alguns nutrientes, vitais para os ruminantes, como Proteína Bruta (PB) que pode apresentar uma redução de até 50%, os Macro e Micro minerais com queda em até 80%, e também da Energia, em menor proporção, porém não menos importante de até 20%.
     
    “Se não bastasse esta perda dos valores nutricionais, como forma de “proteção” ocorre um aumento da fração fibrosa, deixando esses materiais com uma menor digestibilidade, aumentando, assim o tempo de passagem do alimento pelo trato digestório dos animais, onde teremos, como consequência, uma redução da ingestão do alimento”, observa o especialista. “Não há o que ser feito para evitar essas alterações em nossos capins, uma vez que são fatores fisiológicos das plantas em países tropicais como o Brasil. Porém podemos e devemos garantir um bom volume de pasto para os animais neste período, uma vez que a correção dos valores nutricionais em si, é algo mais fácil de se obter”, adverte. 
     
    Gráfico de atividade pecuária.
     
    Para garantir uma boa oferta de pasto, sabendo que o capim passará a reduzir o seu crescimento e até mesmo não crescer durante o período, o pecuarista deve reduzir a taxa de lotação de seus pastos, ainda no final do período chuvoso e, se possível ainda realizar uma adubação de cobertura, aproveitando as últimas chuvas para obter um maior volume de capim, ou mesmo “bucha, massega”, como é chamado pelos produtores. “O importante é que as pastagens tenham uma boa relação de folha/talo, o que quer dizer que precisamos ter folha, muita folha de capim reservados para o período seco pois, sem dúvida esse será o alimento mais barato desse período”, ressalta Pompei. 
     
    Planejar é preciso -- Sabemos que no Brasil apenas 50% dos produtores se preparam para a chegada da seca, daí a importância das empresas fabricantes de suplementos minerais se dedicarem não somente ao aprimoramento da qualidade do produto, mas também à prestação de serviços, pré e pós-vendas, orientando os pecuaristas antes de adquirí-los, bem como depois, para fornecê-los corretamente aos seus rebanhos. Isso não é diferente na Matsuda, empresa que está no mercado da pecuária há 70 anos, tendo sido uma das pioneiras do setor, com o desenvolvimento de sementes forrageiras e, há 30 anos, também está presente no segmento de suplementos minerais, como a segunda do ranking. Sua maior preocupação, anualmente, como uma lição de casa, é fazer chegar aos produtores, no período que antecede a seca, informações técnicas comprovadas sobre a importância da mineralização do rebanho que vai evitar o efeito sanfona – engorda/emagrece, e, consequentemente, a perda de rentabilidade da propriedade. Mas como elaborar esse Planejamento? 
     
    “Antes de mais nada, precisamos ter os números da propriedade nas mãos”, responde Pompei, ressaltando que não é nada difícil elaborá-lo, desde que você saiba onde está, o que tem para fazer e para onde precisa ir. A Nutrição Animal, segue os mesmos princípios há décadas e o que precisamos fazer é respeitar a fisiologia dos animais, fornecendo-lhes o que sua genética exige, o que nem mesmo as melhores forragens conseguem”, afirma, lembrando que os produtores precisam ficar atentos  às adversidades climáticas pois, dentro do nosso país, existem “diversos continentes” com climas variados, o que  afeta, diretamente, a qualidade do que os animais irão ingerir. “Essas dificuldades podem ser transpostas com uma boa Suplementação, seja apenas Mineral, ou Mineral Proteica, e/ou Mineral Proteica Energética ao longo do ano” diz o médico veterinário, informando que o produtor pode encontrar no mercado diversos tipos de suplementos, e que a Matsuda disponibiliza um catálogo com mais de 140 fórmulas específicas para cada situação, época do ano e categoria animal. E, na busca incessante de maximizar os lucros dos pecuaristas o Departamento Técnico de Nutrição Animal do Grupo Matsuda elaborou o Programa Desempenho Máximo, que busca fornecer de forma precisa cada um dos nutrientes que os animais exigem para a sua máxima performance.  
     
    O programa propõe um trabalho que busca maximizar o desempenho dos animais ao longo de todo o ano. Lançado em 2016, conta, atualmente, com três divisões: Mais Bezerros; Mais Carne (Pasto e Confinamento); e Mais Leite (Pasto e Intensivo). “Em todas as suas divisões tem-se como objetivo o ajuste fino da nutrição animal”, sublinha o técnico. “Durante o período de seca, não poderia ser diferente, afim de se evitar o chamado boi sanfona que reduz os lucros da pecuária. Por isso, nós trabalhamos com Suplementos Minerais Proteicos direcionados por peso e categoria animal”, exemplifica, frisando que na época da seca a deficiência mineral nas pastagens se acentuam, mas o grande fator nutricional limitante é o nitrogênio, quando a atividade da microbiota ruminal cai sensivelmente, pois não há o mínimo necessário de nutrientes para estimular o crescimento dos microrganismos ruminais. “Com a suplementação correta por meio do Programa Desempenho Máximo, fornecemos proteína, energia e os minerais fundamentais para favorecer a multiplicação da microbiota ruminal”, explica.  “Com um bom planejamento, podemos auxiliar os produtores rurais tanto de corte como de leite, a manterem suas lucratividades ao longo de todo o ano, participando, assim das oscilações positivas dos preços de arroba e dos litros de leite na chamada entressafra da produção em pasto”, observa Julliano Pompei. 

    A marca Matsuda é alicerçada em fundamentos técnicos, todos voltados ao produtor, pois acredita que uma tecnologia para ser válida, antes de mais nada,  ela tem que ser economicamente viável ajudando o produtor rural a ter lucro com a melhoria dos seus índices zootécnicos e aumento da produtividade, pois é do campo que vem uma das mais importantes fontes de proteína e minerais para a alimentação da humanidade, por meio da carne e do leite. “Nós temos técnicos da área de Medicina Veterinária e Zootecnia altamente preparados ao longo de todo o território nacional, para atender prontamente nossos clientes e todos os demais produtores rurais que buscam lucratividade com ciência, dentro da cadeia produtiva da Carne e do Leite”, conclui.     

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