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  • Produção capixaba de abacaxi ganha reforço em ações para o setor

    19/05/2020
    O setor de fruticultura do Espírito Santo foi tema de uma capacitação, feita por videoconferência, na última semana.

    Plantação de abacaxi.

    O setor de fruticultura do Espírito Santo foi tema de uma capacitação, feita por videoconferência, com o objetivo de ampliar a quantidade e a qualidade de frutas produzidas no território capixaba. A ação foi realizada pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), com o apoio do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).

    O curso teve início na terça-feira,12 de maio,e terminou na sexta-feira, 15 de maio. O primeiro passo foi a elaboração do Planejamento Estadual de Fruticultura que conta com a uma Estrutura Analítica de Projeto (EAP) por cultura frutícola, desenvolvida pelo Escritório Local de Projetos, Processos e Inovação da Seag. Esse trabalho é realizado por grupos representativos de cada arranjo produtivo.

    Após o levantamento dos dados, foi constatado que a cultura do abacaxi é de grande relevância no Estado e foi eleita para ser a pioneira, contando com a abrangência em 24 municípios. E a integração com o Incaper é fundamental para a transferência de conhecimentos, tanto na pesquisa quanto na extensão rural.

    “Importante passo para oxigenar o crescimento e fortalecimento do setor. Estamos investindo em assistência técnica, infraestrutura e firmando parcerias para que esse trabalho continue dando frutos para o Estado mesmo em meio a pandemia do novo coronavírus. A fruticultura é muito importante para o Espírito Santo, as famílias rurais que vivem dessa atividade conseguem se manter, ter qualidade de vida e novas oportunidades no mercado”, salientou o secretário da Agricultura, Paulo Foletto.

    O diretor-presidente do Incaper, Antônio Carlos Machado, também participou da abertura da capacitação. “Toda essa situação causada pela pandemia está fazendo com que a gente repense a maneira de fazer as coisas. Estamos nos reinventando, criando novas formas de dialogar com os diferentes públicos, que podem se tornar permanentes. Este curso, sendo realizando via conferência web, é a prova disso”, disse.

    Temas como fisiologia, produção e propagação de mudas, manejo da cultura e tratos culturais, fitopatologia e manejo de pragas e doenças foram alguns dos assuntos abordados na capacitação. Os 30 técnicos do Incaper que participaram da capacitação atuam em municípios onde a cultura do abacaxi é bastante significativa.

    “O curso já estava programado e, em função da pandemia, foi ajustado para a plataforma digital. Desta forma, conseguimos cumprir o cronograma e capacitar os colegas com uma equipe extremamente capacitada. O curso foi bastante aprofundado, ministrado pelos próprios colegas do Incaper. Pretendemos fazer outros cursos na área de fruticultura seguindo este modelo. Observamos que é plenamente viável”, avaliou Luiz Fernando Favaratto, pesquisador do Incaper e coordenador técnico de produção vegetal.

    “Entendemos que esta modalidade inovadora de capacitação está sendo muito positiva levando em consideração o retorno que os participantes estão dando e a abrangência da ação, que está ultrapassando 70% dos municípios envolvidos com a cultura do abacaxi. A tendência é estendermos esta modalidade de para as principais culturas frutícolas no Espírito Santo, principalmente durante os efeitos do desdobramento da pandemia do coronavírus”, ressaltou o coordenador de projetos da Seag, Ederaldo Panceri Flegler.

    Próximos passos

    Como complemento do curso, será realizado assim que a mobilidade e os encontros grupais estiverem normalizados a parte prática que consiste em visitas técnicas com a participação dos produtores. “Com a avaliação positiva do curso voltado para a cultura do abacaxi, agora vamos focar na cultura do maracujá”, afirmou Flegler.

    No Espírito Santo, foram colhidos 2.429 hectares de abacaxi, com uma produção anual de 50.310 toneladas (2019). O fruto é cultivado principalmente nos municípios de Marataízes, Itapemirim e Presidente Kennedy, que são os maiores produtores.

    Texto: Vanessa Capucho e Juliana Esteves/Incaper

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