• Raça
  • Propriedade inova ao produzir leite de Jersey na Baixada Cuiabana

    22/01/2018
    Produzir leite de qualidade na Baixada Cuiabana, exclusivamente de gado da raça Jersey, foi o desafio que o casal Geannaira e Odilley Medeiros, da Estância Sophia, de Santo Antônio de Leverger, aceitou em 2009.

    A iniciativa rendeu o reconhecimento de referência em inovação na região Centro-Sul de Mato Grosso pela 3ª edição do Prêmio Sistema Famato em Campo, realizada no final do ano passado. Nesta segunda matéria especial sobre as fazendas premiadas, vamos conhecer um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido na Estância Sophia.

    “Optamos pelo Jersey por ser uma raça extremamente precoce, muito dócil e por produzir um leite com 25% mais cálcio do que o leite comum, com mais proteína e gordura, ou seja, o leite Jersey tem mais qualidade”, explica Geannaira, que é advogada por formação, mas atualmente dedica-se especialmente à produção de leite.

    Esta é a segunda matéria de uma série especial divulgada pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) com o objetivo de apresentar cada uma das sete propriedades rurais que participaram da premiação em dezembro de 2017.

    Além de inovar ao trazer para Cuiabá uma raça originária de uma região de clima ameno da Ilha de Jersey, entre a Inglaterra e a França, os produtores apostaram em um modelo de alojamento para os animais em aleitamento ainda pouco usado em Mato Grosso: o “bezerreiro argentino”.

    “Adaptamos o modelo argentino às nossas necessidades, utilizamos a estrutura que o antigo proprietário da fazenda instalou para criar aves. Em nosso bezerreiro, o animal fica na coleira com corrente, de um lado ele recebe a água e do outro o leite e a ração”, conta Geannaira.

    Para a produtora, além de facilitar o manejo, a maior vantagem da adaptação é a sanidade. “Nesse tipo de alojamento os animais não têm contato um com o outro, evitando assim a propagação de doença”.

    Geannaira também criou um sistema de fitas coloridas para reduzir o desperdício de leite. Segundo ela, desde que o sistema foi instalado, os custos foram reduzidos e a mortalidade de animais também.

    Localizada em uma área de 350 hectares em Santo Antônio de Leverger, a Estância Sophia tinha em novembro do ano passado 104 vacas que produziam, a pasto, uma média diária de 1.250 litros de leite. Grande parte da produção é comercializada com um laticínio da região e uma porcentagem é entregue, com preço diferenciado, a um produtor artesanal de queijos. Além do casal Medeiros, outras seis pessoas trabalham na estância.

    Dez por cento da área é destinada à produção. São duas unidades, uma de 10,6 ha onde é feita a cria e recria e outra com 23 ha onde acontece a produção de leite. A unidade de cria e recria recebe da unidade de produção o bezerro com três dias de vida e entrega a novilha prenha, cerca de 15 meses depois. Os machos são recriados e comercializados.

    A meta para os próximos dois anos é ter 200 vacas em lactação e produzir 3.000 litros de leite por dia. Está nos planos futuros de Geannaira e Odilley a verticalização da produção, com a comercialização de produtos ao consumidor final com a marca da estância.

    Sobre o prêmio

    O Prêmio Sistema Famato em Campo é uma iniciativa da Famato, do Senar-MT e do Imea. Surgiu em 2015 com o objetivo de identificar no estado práticas diferenciadas da pecuária de Mato Grosso.

    Na segunda edição, em 2016, buscou fazendas que desenvolvem sistemas com integração de culturas diversificadas, incluindo produção agrícola, pecuária e floresta.

    Em 2017, o foco foi identificar propriedades rurais que apostassem em inovação criativa, além de reconhecer o esforço dos produtores rurais empreendedores que investem no conhecimento de novas tecnologias para atender mercados crescentes de qualidade e inovação na produção.

    As sete propriedades receberam o troféu Sistema Famato em Campo. Entre elas também estão as que foram reconhecidas como referências em suas respectivas regiões em Mato Grosso. E duas fazendas foram escolhidas para participar de uma Missão Técnica no exterior em 2018.

    Fonte: Famato



  • Pecuária competitiva é quebra de paradigma

  • Nada de fórmulas milagrosas. Tudo é trabalho, transpiração, interpretação de números e fatos, além de contínuo aprimoramento pessoal como empreendedor.

    + leia mais
  • Sucesso pressupõe trabalho além das porteiras

  • Projeto se constrói com muita gestão e espírito corporativo. Aos poucos ganha a condição de referência e vai rapidamente se expandindo levando toda uma cadeia produtiva.

    + leia mais
  • Temple Grandin: Práticas de bem-estar animal traz vantagens para o gado e para o pecuarista

  • Pesquisadora norte-americana Temple Grandin está no Brasil e fala sobre a preocupação com o bem estar animal e sua importância para obter-se mais produtividade na fazenda. Ela é uma das maiores autori

    + leia mais


  • Escreva um comentário



  • *

    *
    *





  • Comentários (0)



  • Criação de sites