• Conjuntura
  • Quatro dicas de ouro para que sua fazenda seja destaque entre as demais

    21/09/2017
    Profissionais experientes salientam ações que impulsionam resultados

    Natália Ponse*

    Olhe em direção ao campo: 21 de setembro é o Dia do Fazendeiro, momento para celebrar este trabalho incansável e diário – afinal, o boi não deixa de comer no feriado ou final de semana, não é mesmo? As mãos brasileiras que alimentam e tratam destes animais também não têm folga desde o início da atividade no País, no século XVI, quando foram trazidas as primeiras cabeças de gado de Cabo Verde para a capitania de São Vicente.

    Mesmo com tantos anos passados, o pecuarista segue com o brilho no olhar de quem alimenta o mundo e faz girar a roda da economia. Nesse ambiente dentro da porteira, só uma coisa mudou ao longo dos anos: as prioridades. A preocupação apenas com a engorda já não é o bastante, então, o fazendeiro passou a agregar ao seu vocabulário palavras como genética, nutrição, gestão e sanidade.

    Pedro Merola e José Odemir Spaggiari são fazendeiros destaque no Brasil (Foto: divulgação)

    Dois fazendeiros aplicaram estes conhecimentos e hoje ocupam lugar de destaque na atividade: José Odemir Spaggiari, à frente da Agropecuária Katispera (Orlândia/SP) e Pedro Merola, do Confinamento Santa Fé (Santa Helena de Goiás/GO). O primeiro, com origem na atividade rural, cultua o objetivo de imprimir uma visão moderna na atividade agropecuária, principalmente na criação de bovinos. O segundo também viu desde sua infância o pai na lida da fazenda e, hoje, conceitua-se como um dos grandes destaques no confinamento e engorda de animais.

    Adeque a alimentação do seu gado ao ambiente em que ele vive.

    Muitas vezes há a tendência de utilizar na fazenda propostas que deram certo em outros países. Na opinião de Spaggiari, é preciso fazer uma adequação ao clima tropical. A orientação seguida pelo fazendeiro em sua propriedade é: invista em manejo de pastagens. “É preciso encarar o pasto como uma lavoura, fazendo as correções e adubações”, diz. Na Agropecuária Katispera ele investiu na produção de feno em larga escala, alcançando seis mil quilos de feno por hectare para suprir a alimentação do gado no verão, quando é preciso retirar os animais da área de pasto.

    “Corte custos, despesas, e bola pra frente. O momento atual é apenas uma turbulência, não há nenhum problema fundamental acontecendo no País, o que ocorre é temporal, e a atividade do agronegócio é muito maior do que os atuais desafios”, aconselha Pedro Merola

    Planeje a sanidade para não haver despesas desnecessárias.

    O Brasil é reconhecido como um grande exemplo na sanidade de suas produções – exemplo disso é a credibilidade do País no mercado externo, no que se refere às exportações. Vacinação, vermifugação, tudo deve ser feito de forma preventiva, mas, José Odemir Spaggiari ressalta: “Atue com defensivos no momento exato, para que não haja despesa desnecessária e também para que não ‘passe da hora’. Se você administrar uma boa droga na hora errada, você só fica com os efeitos colaterais”, aconselha.

    Não deixe a gestão da propriedade e dos colaboradores de lado.

    Olhar para dentro do negócio é o conselho de Pedro Merola. “Precisa executar o plano da forma correta, aferir os resultados e melhorar sempre”, diz. Ele ainda salienta a importância de uma equipe integrada e profissional para impulsionar os resultados da fazenda na rotina da produção da carne. “Eles precisam ser bons, entender do que fazem”, complementa.

    “O empresário do campo vive em um Brasil diferente do que estamos vendo. O Brasil é altamente competitivo, e precisamos realmente investir em produtividade. É o agronegócio que carrega o País, então temos que estar atentos ao que acontece sem deixar de acreditar e ter orgulho do que fazemos”, reforça José Odemir Spaggiari

    Invista em melhoramento genético.

    Alvo de resistência de muitos criadores de gado, essa pode ser uma mina de ouro para o seu negócio. Na Katispera, por exemplo, Spaggiari afirma que aplica esta modalidade em suas matrizes e faz o acompanhamento por meio das informações de um chip eletrônico, inseridos nos animais. “Também trabalhamos com um geneticista que faz toda a avaliação dos dados, ajudando a descartar os bovinos que não apresentam a performance a partir do nível que nós exigimos”, pontua.

    * Natália Ponse, da redação da revista feed&food.
    Fonte: Revista feed&food



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