• Sustentabilidade
  • Quem paga a conta das emissões?

    28/11/2016
    O ministro Blairo Maggi colocou água na Conferência do Clima da ONU afirmando que o setor da agricultura não vai conseguir cumprir as metas da redução de emissão de gases do efeito estufa, pois não teremos dinheiro para isso

    José Luiz Tejon Megido*

    Eu diria, até que enfim uma voz corajosa no Brasil diz o que o setor agropecuário não teve coragem para dizer. Afinal, quem vai pagar a conta das promessas do governo anterior com relação ao meio ambiente, não pode ser apenas a agricultura.

    Isso não significa que o Brasil não deva ter as metas objetivadas e cumpridas. O que não pode é imaginar que isso seja feito exclusivamente nas costas dos produtores rurais.

    E volto a explicar, quando escutamos a palavra agronegócio, não estamos falando apenas da agricultura e da pecuária, o dentro da porteira produtiva. Quando falamos em agronegócio, estamos traduzindo o agribusiness, estudo iniciado em Harvard nos EUA, que significa as cadeias produtivas. Então, simplificando: supermercado é agronegócio, alimento industrializado é agronegócio, caminhão que transporta é agronegócio, posto de etanol é agronegócio, restaurante, sementes, tratores, vacinas, bancos, roupas, bolsas, cosméticos, tudo é agronegócio.

    E, nos estudos feitos sobre o impacto na sustentabilidade ao longo de toda a cadeia produtiva, a fazenda e o produtor rural significam apenas cerca de 20% no montante. Os demais 80% são representados desde as minas para extração de minerais, transporte, agroindústria, varejo, o que inclui o desperdício do consumidor, nas casas, feiras e fast foods.

    Portanto, voltando ao início da discussão, o Ministro Blairo Maggi está correto em seu argumento. Ele disse, "reduzir emissões não é obrigação da agricultura, não queiram pendurar essa conta no setor agrícola sozinho".

    Eu apenas consideraria que também é dever da agricultura, mas inimaginável pendurar essa conta apenas nas costas dos produtores rurais. Blairo Maggi nessa tem toda razão.

    Sobre o CCAS

    O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

    O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

    Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

    A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Mais informações no website: http://agriculturasustentavel.org.br/ . Acompanhe também o CCAS no Facebook: http://www.facebook.com/agriculturasustentavel

    *José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rádio Jovem Pan.

    Fonte: CCAS / Alfapress

  • Agro tem papel de destaque na preservação ambiental

  • Cálculos do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Embrapa, a partir das análises de dados geocodificados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), mostram significativa participação da agri

    + leia mais
  • Rally da Pecuária 2017 vai a campo em cenário de maior oferta

  • Produtores mais tecnificados tendem a manter ou até aumentar a rentabilidade apesar da queda nos preços

    + leia mais
  • iLPF proporciona estabilidade da oferta de forragem na propriedade leiteira

  • A região de Unaí, no Noroeste de Minas Gerais, é uma das principais bacias leiteiras do estado. Além do período da seca, a forte influência de veranicos e as altas temperaturas durante as águas são um

    + leia mais


  • Escreva um comentário



  • *

    *
    *





  • Comentários (0)



  • Criação de sites