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  • Rebanho bovino predomina no Centro-Oeste e Mato Grosso

    02/10/2018
    A Pesquisa da Pecuária Municipal – PPM1,do IBGE, fornece informações sobre os efetivos da pecuária existentes nos municípios na data de referência do levantamento, 31 de dezembro, bem como a produção de origem animal e o valor da produção durante o ano em questão.

    A PPM constitui a principal fonte de estatísticas sobre os efetivos das espécies animais criadas e dos produtos da pecuária, com informações relevantes para os planejamentos público e privado desse segmento econômico, bem como para a comunidade acadêmica e o público em geral.

     Os dados são obtidos pela Rede de Coleta do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, mediante consulta a entidades públicas e privadas, produtores, técnicos e órgãos ligados direta ou indiretamente à produção, comercialização, industrialização, fiscalização, fomento e assistência técnica à agropecuária. A unidade de investigação da Pesquisa é o município.

     Em 2017, o IBGE realizou o Censo Agropecuário, a maior pesquisa estatística sobre a atividade agropecuária no País. Esta operação de campo, realizada através de entrevistas diretas com os produtores rurais e intenso contato com outras instituições do setor, permitiu a atualização do conhecimento da Rede de Coleta sobre a realidade dos municípios. Os resultados divulgados na PPM 2017 refletem, em parte, esta experiência adquirida durante o Censo Agropecuário, mas cabe ressaltar que as datas e períodos de referência são diferentes, e, portanto, os dados não são os mesmos. Além disso, os dados censitários ainda estão em fase de crítica e imputação estatística.

    Principais resultados

    Em 2017, o Produto Interno Bruto – PIB aumentou 1,0%, e o valor adicionado da agropecuária teve incremento de 13,0%, conforme indicaram as Contas Nacionais Trimestrais do IBGE. O resultado positivo da agropecuária é atribuído principalmente à safra recorde de grãos influenciada por fatores climáticos favoráveis, o que contribuiu para a redução dos custos de produção no setor pecuário.

     O efetivo de bovinos foi de 214,9 milhões de cabeças, redução de 1,5% em relação ao ano precedente, acompanhada pelo aumento do número de animais abatidos em 3,9% e do volume exportado em 7,2%. O regime de chuvas favoreceu o desenvolvimento dos pastos e a oferta de animais ao longo do ano, com consequente redução do preço da arroba em comparação com períodos anteriores.

     O barateamento dos insumos também favoreceu a criação de suínos e frangos, que tiveram os efetivos e o abate aumentados,

    sobretudo para atender a demanda interna. Apesar do aumento no faturamento, o volume de carne exportada de ambas espécies apresentou queda.

     A pecuária leiteira registrou novas reduções no número de vacas ordenhadas e na produção de leite, fato influenciado pelo baixo preço pago pelo litro do produto ao longo do ano. Por outro lado, a produtividade nacional aumentou, resultado das condições climáticas favoráveis, além do melhoramento genético do rebanho e de maior especialização dos produtores na atividade.

     A piscicultura apresentou retração de 2,6%. A tilápia continua a liderar o ranking entre as espécies criadas, representando 58,4% do total. A carcinicultura apresentou mais um ano de retração devido à incidência do vírus da mancha branca que tem afetado as principais regiões produtoras.

     Bovinos

    Centro-Oeste se destaca no efetivo de bovinos, com Mato Grosso abrigando o maior plantel nacional.

     Em 2017 o efetivo de bovinos no Brasil foi de 214,9 milhões de cabeças, uma queda de 1,5% com relação ao ano anterior. O ano foi marcado por um aumento no abate de matrizes, influenciado pelos baixos preços do bezerro e da arroba.

     O Brasil é detentor do segundo maior rebanho mundial, atrás apenas da Índia, e é o maior exportador e segundo maior produ- tor de carne bovina, de acordo com os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (United States Department of Agriculture – USDA).

     A Região Centro-Oeste, destaque na produção de bovinos, apresentou 74,1 milhões de cabeças, correspondendo a 34,5% do total nacional em 2017. Mato Grosso segue como o estado com o maior plantel bovino, abrigando 13,8% do total nacional – cerca de 29,7 milhões de cabeças. O Estado possui grandes frigoríficos e é respon- sável pelo maior volume de abate bovino no País.

     Rebanho bovino segue expandindo para o Norte do País

    A produção de bovinos segue avançando para o Norte do País, que possui o segundo maior efetivo, 48,5 milhões de cabeças de gado, e foi a única região a apresentar crescimento em 2017, com variação de 1,0% em relação ao ano anterior.

     Dos 20 municípios brasileiros com os maiores efetivos de bovinos em 2017, 11 estavam na Região Centro-Oeste e nove no Norte do País. São Félix do Xingu, no Pará, que apresentou o maior efetivo nacional, teve um crescimento do rebanho nos últimos dez anos de 23,6%. O município ultrapassou Corumbá, no Mato Grosso do Sul, no ano de 2010, alcançando a liderança na produção de bovinos. Corumbá (MS) apresentou queda de 2,5% em comparação com 2008, e aparece na segunda posição do ranking municipal. Dentre os dez municípios que mais expandiram seus rebanhos nos últimos dez anos, em números absolutos, sete encontram-se no Pará.

    Fonte: IBGE



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