• Sustentabilidade
  • Restauração florestal oferece importante contribuição para a regeneração da natureza

    25/10/2016
    A recuperação de áreas degradadas é uma das medidas para a meta brasileira de redução de emissões de gases até 2030. Fundação Espaço ECO® esclarece metodologias de restauração

    O Brasil tem até 2030 para restaurar 12 milhões de hectares de florestas para cumprir parte da meta assumida no Acordo de Paris, durante a COP21, de reduzir 43% das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs) nos próximos 14 anos. A Fundação Espaço ECO® (FEE®) acredita que uma das soluções está na restauração florestal, mas para seu sucesso, é necessário contribuir para o retorno da biodiversidade as áreas restauradas, para a qualidade do solo e para o manejo sustentável das propriedades - desde que aprovado pelo Código Florestal na região onde a atividade acontecerá.

     Embora as árvores sejam o elemento que define a fisionomia de uma floresta, outras formas de vida como ervas, cipós e epífitas, fazem parte deste ecossistema tão complexo. Plantar árvores é o primeiro passo para se restabelecer a estrutura de uma floresta. “Se não houver regeneração natural de árvores e destas outras formas de vida na área restaurada, o restabelecimento das interações entre fauna e flora e até mesmo a perpetuação a longo prazo deste ambiente pode ficar comprometida. Com o passar dos anos e à medida que a influência humana aumentou, algumas áreas perderam seu potencial de regeneração. Precisamos mudar o cenário e contribuir ainda mais para a conservação das florestas”, afirma Tiago Egydio, consultor em Conservação Ambiental da Fundação Espaço ECO® (FEE®).

     Na prática, o sucesso das ações de restauração está associado ao aproveitamento do potencial de auto regeneração de onde se pretende restaurar. É preciso realizar um diagnóstico para conhecer este potencial e somente após esta avaliação deve ser decidida qual metodologia é a mais adequada para restaurar determinada área. Escolher a metodologia de restauração correta é importante, pois, esta visa romper as barreiras que impedem a recuperação da área.

     Em áreas onde o potencial de auto recuperação é baixo, se faz necessário introduzir, por meio do plantio de mudas ou sementes, as espécies pretendidas para colonizar o espaço. Onde este potencial é alto, as metodologias de restauração devem priorizar a regeneração já existente no local e em práticas como a condução da regeneração, que visa estimular o desenvolvimento dos indivíduos regenerantes já existentes, como por exemplo, pela adubação e coroamento. Outra possibilidade é pela nucleação, que visa proteger e isolar uma área específica, fazendo o controle dos fatores que impedem a sua regeneração, introduzindo elementos, como sementes, poleiros e até refúgios para animais, que atraem outras espécies que dispersam sementes de outras localidades, criando condições para que novas populações regenerem na área.

     “Por isso é fundamental que o responsável pelo projeto tenha conhecimento sobre estas técnicas. Hoje o plantio de mudas é a mais difundida por conta da quantidade de viveiros existentes e pela maior demanda de restauração estar em localidades com baixo potencial de regeneração. Contudo, esta prática necessita de intenso acompanhamento e existe um custo relativamente elevado”, informa Tiago Egydio.

     Um exemplo de iniciativa de restauração que apresentou retorno de biodiversidade em uma Área de Preservação Permanente (APP) restaurada é o Programa de Educação e Conservação Ambiental Mata Viva®. Três propriedades rurais localizadas nos municípios de Araraquara, Bebedouro e Nuporanga (SP), que contaram com apoio da iniciativa registraram 52 espécies de abelhas e 178 espécies de pássaros. O número de espécies registradas é bastante significativo para áreas restauradas, considerando-se que existem cerca de 750 espécies de abelhas e 792 de aves registradas em todo o estado de São Paulo.

     “Nos próximos anos o Brasil terá um enorme desafio, mas temos diversas possibilidades e conhecimento para isso. Basta ter o cuidado necessário sobre os participantes em cada projeto e interesse pela qualidade destes projetos de restauração. Estamos falando de algo para toda a sociedade”, conclui o consultor em Conservação Ambiental da FEE®, Tiago Egydio.

     Sobre a Fundação Espaço ECO®

    Inaugurada em 2005, a Fundação Espaço ECO® foi instituída pela BASF – empresa química líder mundial – com o apoio da GIZ, agência de cooperação técnica internacional do governo alemão. Ela está situada em São Bernardo do Campo/SP em uma área de aproximadamente 300 mil m² considerada Reserva da Biosfera do Cinturão Verde do Estado de São Paulo pela UNESCO. A Fundação Espaço ECO® é um Centro de Excelência em Sustentabilidade Aplicada com a missão de promover o desenvolvimento sustentável no ambiente empresarial e na sociedade, transferindo conhecimento e tecnologia, especialmente pela aplicação de soluções em socioecoeficiência e educação para a sustentabilidade, focando os aspectos sociais, ambientais e econômicos. Mais informações sobre a Fundação Espaço ECO® estão disponíveis no endereço www.espacoeco.org.br  e em www.facebook.com/fundacaoespacoeco

    Sobre a BASF 

    Na BASF, nós transformamos a química para um futuro sustentável. Nós combinamos o sucesso econômico com a proteção ambiental e responsabilidade social. Os 112 mil colaboradores do Grupo BASF trabalham para contribuir para o sucesso de nossos clientes em quase todos os setores e quase todos os países do mundo. Nosso portfólio é organizado em 5 segmentos: Químicos, Produtos de Performance, Materiais e Soluções Funcionais, Soluções para Agricultura e Petróleo e Gás. A BASF gerou vendas de mais de € 70 bilhões em 2015. As ações da BASF são comercializadas no mercado de ações de Frankfurt (BAS), Londres (BFA) e Zurich (AN). Para mais informações, acesse: www.basf.com.br.

    Fonte: Fundação Espaço ECO / Lead Comunicação


     

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