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  • Samba da Imperatriz enaltece o Xingu e discrimina produtores rurais brasileiros

    16/01/2017
    “Discriminação é uma atitude em que um grupo busca excluir outro grupo do convívio social. Toda discriminação vai contra os direitos humanos fundamentais”.

    José Luiz Tejon Megido*

    A incompetência floresce na lei dos detalhes. Por isso liderança será sempre o cuidado com as pontas que escapam nos sagrados detalhes das implementações. O samba da Imperatriz do próximo carnaval que valoriza o Xingu e a legitima luta da preservação da cultura indígena tem uma letra bem-feita e em momento algum a sua letra, ataca a categoria dos produtores rurais. Fala do belo monstro, numa associação com Belo Monte.

    Então, por incompetência e erro brutal de alguém no seu conjunto de decisões carnavalescas, surge lá uma ala horrenda, demoníaca, desgraçada chamada de “Fazendeiros e os seus agrotóxicos”. Uma generalização desse tipo é de uma estupidez pré-ruminante pra silenciar toda uma orquestra de berrantes. De uma imbecilidade fulgurante e de elevada e carregada dose de um veneno nefasto para assustar bebês dragões e serpentinhas recém-nascidas no ninho das piores víboras predadoras e parasitarias.

    Por que esse meu horror a essa ala, totalmente desnecessária e impertinente, que suja todo o samba da Imperatriz? Pela mesma razão pela qual eu abominaria qualquer generalização contra qualquer categoria de produtores, trabalhadores, pensadores, seres humanos. Como um exemplo e apenas a título de exemplo, seria como aceitar alguém fazendo uma generalização como: “Lá vem os carnavalescos ensinando vagabundagem e libertinagem para todos”. Um absurdo. Ou qualquer outra generalização (arte e tática fascista e nazista de manipulação de massas), como abordar advogados, funcionários públicos, pastores, padres, estudantes, professores, agentes de segurança penitenciária etc., ou ainda raças (os próprios índios), cor, credo, gênero, religião (isto é discriminação grotesca contra uma categoria humana de notório valor: produtores rurais).

    Quando essa ala imprópria, desnecessária e responsável por colocar mais de cinco milhões de empreendedores rurais fantasiados de vermes sujos envenenadores e destruidores, jogar 25% de todo o PIB do País numa vala de ódio e de inimigos de índios, da natureza, personagens das trevas de botar horror em qualquer filme de Tolkien, Senhor dos Anéis ou Hobbits; arremessar estudantes de ciências agrárias, cientistas, educadores, funcionários de todas as cadeias produtivas do agronegócio, e acima disso tudo, uma ala nojenta que enojaria seus figurantes, e os fãs da respeitável Imperatriz que praticam um brutal engano para a população brasileira e mundial. Ao ver tudo isso, tenho certeza, não foi a intenção do respeitado carnavalesco Cahê Rodrigues: generalizar a categoria dos fazendeiros, dos produtores rurais brasileiros como predadores, envenenadores e inimigos das nações indígenas brasileiras. Incompetente essa ala. Desnecessária. E, ainda dá tempo. Salve a sua escola Cahê e trate essa ala como o lado das coisas que deram certo.

    Visitei a região, três anos atrás, e vi uma ótima convivência, onde andei entre produtores e suas famílias, as cidades novas de toda a região, e o belo parque nacional do Xingu. Revele caro Cahê não a vitimização, a sujeira humana e suas desgraças. Revele ali nessa ala, os produtores rurais e os índios que fizeram e fazem uma considerável luta pela convivência humana, ética e digna para todos, e gente do bem e de valor de entidades e associações modernas e bem-intencionadas, cooperativas. E isso existe. Temos mais de 100 milhões de hectares de reservas indígenas no nosso Brasil. O mundo mudou. Não haverá futuro sem cooperação. Está na hora do samba na Sapucaí, ter ali, numa ala em homenagem a vida indígena, um breve enaltecimento de todas as raças e categorias profissionais que, ao contrário da proposta, querem e realizam convivência ascensional para todos. Índios e todos! A imperatriz não precisava dessa ala. Um desperdício terrível. Crie Cahê e transforme essa ala numa ala do futuro.

    Sobre o CCAS

    O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

    O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

    Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

    A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Mais informações no website: http://agriculturasustentavel.org.br/ . Acompanhe também o CCAS no Facebook: http://www.facebook.com/agriculturasustentavel

    *José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM.

    Fonte: CCAS / Alfapress

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