• Manejo
  • Tecnologia a serviço da produção a pasto

    26/06/2020
    Grupo Matsuda lançou hoje(26/06) a cultivar MG18 Áries II
    Alberto Takashi é engenheiro agrônomo do Departamento Técnico da Matsuda (Foto: reprodução).
     
    Frio, seca, geada ... os contratempos para o bom pasto são inúmeros, mas já esperados. Ano após ano, as mudanças climáticas, mais ou menos intensas, afetam de formas distintas as forrageiras. Para não ser pego “desprevenido”, o engenheiro agrônomo do Departamento Técnico da Matsuda, Alberto Takashi, salienta a importância da boa gestão e enfatiza: “A melhor ferramenta para o pasto é o olho do produtor”.
     
    Acompanhar de perto o crescimento das forrageiras, e, até mesmo, o momento de retirar o gado, para o fortalecimento do campo, é crucial para obter sempre os melhores resultados. Aliado a isso, a indústria tem se tecnificado e investido em pesquisa e desenvolvimento para garantir que os resultados da nutrição a pasto sejam cada vez mais vantajosos.
     
    Após dez anos de pesquisa, o Grupo Matsuda lança no mercado a cultivar forregeira MG18 Àries II. A espécie foi desenvolvida a partir do cruzamento do acesso sexual (feminino) SPM – 92 e a cultivar Áries (masculino). Desse cruzamento, o F-1 sexual foi cruzado novamente com outro material PM – 0472, dando origem a uma cultivar de excelentes resultados.
     
    A seleção dos melhores. Para chegar ao mercado, além de todo o processo de pesquisa, Takashi explica que é preciso passar por diversos protocolos para entender quais as características se sobressaem das combinações. A partir da observação do crescimento e rentabilidade é feita a seleção do melhor cultivar.
     
    A Áries II se mostrou uma cultivar de boa digestibilidade, ponto que a fez sobressair na fase de pesquisa, podendo chegar a 66% de absorção. Em comparação a sua antecessora, lançada em 2003, a Áries, cresceu 5,2% na produção de matéria seca (t/ha). Takashi explica que em percentual o produtor pode acreditar que a mudança não seja tão rentável, mas quando avaliado em ganho final, o número é ainda maior. “A diferença entre a Áries e Áries II é de 05% de produtividade e isso corresponde a 20% do aumento da carne ou leite, na média”.
     
    Outro ponto característico do lançamento do Grupo é a estrutura da cultivar. Com hábito de crescimento semi ereto, ao contrário da versão anterior, a forrageira tende a ser mais baixa tendo em média 65 cm de altura – medida ideal para manter a qualidade mesmo com as adversidades climáticas.
     
     
    As características da cultivar a tornam propicia para climas mais frios, como da região Sul, assim como a Áries. Takashi explica que, no caso de geadas, por exemplo, os testes mostraram que apesar da folhagem “queimar” a forrageira continuou viva, garantindo seu crescimento após as temperaturas se restabelecerem.
     
    “Estamos observando que cada vez mais a região Sul tem se tornado mais quente, o capim daquela região precisa tolerar tanto o frio quanto o calor”, pondera o especialista.
     
    Em relação ao manejo, o profissional ainda recomenda que o produtor esteja atento a esses fatores externos, se precavendo no verão, onde o clima favorece o crescimento do pasto, possibilitando que o mesmo produza o feno para garantir a nutrição do rebanho mesmo em climas menos favoráveis para o pastejo.
     
    Lançamento. As sementes, segundo Takashi, fazem parte da Série Gold e possuem tratamento fungicida, polímero e são incrustadas com a tecnologia Incotec. O produto será lançamento oficialmente pelo Grupo Matsuda nesta sexta-feira (26) às 09h, em um evento on-line.
     
     
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