• Manejo
  • Três mitos x fatos sobre certificação de bem-estar animal

    20/06/2018
    A certificação de bem-estar animal ainda gera muitas dúvidas.

    A maioria dos produtores de granjas e fazendas brasileiras concordam que os animais de produção sejam criados sob regras de manejo humanizado. Por outro lado, podem surgir alguns mitos sobre a certificação de bem-estar animal, gerando obstáculos para o alcance do selo.

    Algumas questões levantadas pelos responsáveis por garantir uma vida digna aos animais do nascimento ao abate são os custos da certificação de bem-estar animal, o tamanho da propriedade e a complexidade das exigências para a obtenção do selo. Para eliminar qualquer dúvida sobre o assunto, elencamos 3 mitos x fatos sobre a certificação de bem-estar animal:

    MITO – Apenas propriedades muito grandes ou muito pequenas podem obter a certificação de bem-estar animal.

    FATO – A certificação de bem-estar animal é voltada para propriedades de qualquer tamanho.

    Esta é uma das dúvidas mais recorrentes sobre o assunto. Não há nada que impeça um pequeno sítio de obter a certificação de bem-estar animal nem uma grande fazenda. Até pode se pensar que aglomerar inúmeras galinhas no menor espaço possível, por exemplo, seja lucrativo. Bem pelo contrário – essa suposta “vantagem” às custas do sofrimento animal não existe. Animais bem tratados podem trazer ganhos de produtividade, já que adoecem menos, ganham peso mais rápido e produzem proteína de melhor qualidade.

    MITO – A certificação de bem-estar animal custa caro.

    FATO – Os custos para se obter a certificação de bem-estar animal cabem em praticamente todos os bolsos.

    Os valores de investimento dependem das condições em que a propriedade se encontra. Por isso, o ponto de partida é que qualquer interessado em ser certificado consulte o manual de diretrizes para fazer as adequações de infraestrutura necessárias no sítio ou fazenda. Depois, há uma tarifa de solicitação da certificação de bem-estar animal. Além disso, o produtor ou fazendeiro precisa arcar com as despesas relacionadas às visitas de inspeção (deslocamento, estadia e alimentação do profissional Certified Humane), que varia de acordo com a extensão do serviço. Por fim, há tarifas cobradas periodicamente das propriedades que mantém o selo, de acordo com o seu número de animais e produtos processados nestes locais.

    MITO – O processo para se obter a certificação de bem-estar animal é árduo e complexo.

    FATO – As regras de bem-estar animal são objetivas e não há complicações.

    Em resumo, essas regras são orientações claras para produtores e fazendeiros sobre o que fazer para criar um ambiente no qual os animais não sofram. São normas relacionadas ao fornecimento de água e comida na quantidade correta para cada espécie, sobre o espaço necessário para cada animal expressar seus comportamentos naturais e formas de evitar o seu estresse – iluminação, horas de sono e transporte adequado. Não são exigências difíceis de se executar para quem quer assumir o compromisso de assegurar uma vida digna aos animais. Vale lembrar que a certificação de bem-estar animal é concedida àquelas propriedades que seguirem efetivamente todas as normas da Certified Humane.  

    Fonte: http://certifiedhumanebrasil.org



  • Temple Grandin: Práticas de bem-estar animal traz vantagens para o gado e para o pecuarista

  • Pesquisadora norte-americana Temple Grandin está no Brasil e fala sobre a preocupação com o bem estar animal e sua importância para obter-se mais produtividade na fazenda. Ela é uma das maiores autori

    + leia mais
  • Planejamento estratégico é requisito para pasto produtivo

  • Pasto produtivo, no novo conceito de mercado, é fundamental para que o produtor sobreviva e tenha rentabilidade.

    + leia mais
  • Agro tem papel de destaque na preservação ambiental

  • Cálculos do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Embrapa, a partir das análises de dados geocodificados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), mostram significativa participação da agri

    + leia mais
  • Por uma nova pecuária brasileira

  • O livro Carne e Osso lançado em 2015 pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne traz um relato inédito sobre as origens e a evolução da indústria da carne brasileira, a reboque da

    + leia mais


  • Escreva um comentário



  • *

    *
    *





  • Comentários (0)



  • Criação de sites