Lula: em dez anos, Brasil será a Arábia Saudita da energia renovável

Um casamento entre desenvolvimento social, redu├ž├úo de desigualdades, gera├ž├úo de empregos e transi├ž├úo energ├ętica. Uma proposta de parcerias privadas e de Estado para oferecer ao mundo uma matriz mais limpa, renov├ível e conectada aos desafios atuais. Uma provoca├ž├úo para que empres├írios ├írabes e brasileiros sejam mais ousados para construir um novo cap├ştulo da rela├ž├úo bilateral. O presidente Luiz In├ício Lula da Silva encerrou nesta quarta-feira (29/11), na Ar├íbia Saudita, uma mesa redonda voltada a empres├írios e representantes de governo dos dois pa├şses com essas mensagens.

Brasil vai à COP28 para cobrar, e não para ser cobrado,diz Marina Silva

A ministra do Meio Ambiente,┬áMarina Silva, afirmou nesta segunda-feira (27) que o Brasil vai ├á Confer├¬ncia das Na├ž├Áes Unidas sobre Mudan├žas Clim├íticas (COP-28) para cobrar, e n├úo para ser cobrado. A ministra participou nesta manh├ú de uma reuni├úo da CPI das ONGs, instalada no Senado Federal. A COP ser├í realizada em Dubai, nos Emirados ├ürabes, entre 30 de novembro e 12 de dezembro.”Estamos indo para COP n├úo ├ę para ser cobrados, nem sermos subservientes, ├ę mas para altivamente cobrarmos que medidas sejam tomadas, porque ├ę isso o que o Brasil tem feito”, afirmou a ministra.

Carta aberta ao governador e aos deputados do Rio Grande do Sul

Diante das trag├ędias ocorridas no Estado, continuar├úo insistindo em retrocessos ambientais?

No dia 22 de agosto, em artigo publicado no Jornal do Com├ęrcio, sob o t├ştulo de ÔÇťO gargalo do licenciamento ambientalÔÇŁ, um deputado do partido Republicanos, que atualmente preside a Comiss├úo de Economia da Assembleia Legislativa, acusa o licenciamento ambiental de causar preju├şzos ├á economia do Estado e insinua que quem defende o meio ambiente seria pertencente a um segmento que quer manter a sociedade na idade da pedra.

O Despertar Aterrador: O El Niño e a Crise Climática em Confluência

O mundo est├í ├á beira de um cataclismo ambiental, e os sinais s├úo inequ├şvocos. O El Ni├▒o, esse fen├┤meno clim├ítico impetuoso, j├í chegou, e quando unido ├á crescente crise clim├ítica, as perspectivas para nosso planeta s├úo alarmantes. A f├şsica clim├ítica Anna Cabr├ę, uma renomada consultora de pesquisa da Universidade da Pensilv├ónia, nos Estados Unidos, alerta-nos para o iminente impacto desse casamento vol├ítil entre o El Ni├▒o e a crise clim├ítica. O que podemos esperar? Devasta├ž├úo na sa├║de, na natureza, na infraestrutura, na seguran├ža alimentar e at├ę mesmo nos conflitos que assolam nosso mundo. ├ë hora de abordarmos essa quest├úo de frente, com toda a ├¬nfase que ela merece.

STF rejeita marco temporal para demarca├ž├úo de terras ind├şgenas; veja o que acontece agora

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a tese do marco temporal para demarca├ž├úo das terras ind├şgenas nesta quinta-feira, 21. Com o placar de nove a dois, os ministros foram contr├írios ├á tese de que um territ├│rio ind├şgena s├│ poderia ser demarcado se houvesse uma comprova├ž├úo de que a comunidade requerente estivesse no local na data da promulga├ž├úo da Constitui├ž├úo Federal, ou seja, no dia 5 de outubro de 1988. Na pr├ítica, a decis├úo ├ę uma vit├│ria dos povos origin├írios.

Ondas de Calor Extremo no Norte e Nordeste nas pr├│ximas semanas podem causar grandes preju├şzos aos rebanhos. O desafio para evitar o pior est├í nas m├úos dos pecuaristas

As altas ondas de calor representam uma amea├ža significativa para o gado, principalmente em regi├Áes onde os cuidados com o bem-estar animal nem sempre s├úo priorizados. O excesso de calor pode causar desidrata├ž├úo, estresse t├ęrmico e, em casos extremos, a morte dos animais. Isso ocorre porque o calor afeta a capacidade de resfriamento dos bovinos, levando a um aumento na temperatura corporal e a problemas de sa├║de graves.

As altas ondas de calor representam uma amea├ža significativa para o gado, principalmente em regi├Áes onde os cuidados com o bem-estar animal nem sempre s├úo priorizados. O excesso de calor pode causar desidrata├ž├úo, estresse t├ęrmico e, em casos extremos, a morte dos animais. Isso ocorre porque o calor afeta a capacidade de resfriamento dos bovinos, levando a um aumento na temperatura corporal e a problemas de sa├║de graves.

REPORTAGEM ESPECIAL: FAZENDA MONALISA, UM MODELO DE RECONVERSÃO PECUÁRIA PARA O MUNDO

Desde 2015, a Fazenda Monalisa, de propriedade da fam├şlia do m├ędico veterin├írio Mauroni Cangussu, adquirida na d├ęcada de 80, por seu pai, o pecuarista Levy Cangussu, tornou-se um exemplo inspirador de sucesso na implementa├ž├úo de pr├íticas sustent├íveis. Ao se mudarem para o Maranh├úo, ap├│s o tr├ígico inc├¬ndio que deixou sua fazenda em Carlos Chagas, Minas Gerais, inf├ęrtil por longos anos, Levy Cangussu decidiu que nunca mais colocaria fogo em um p├ę-de-cana, de t├úo traumatizado que ficou com os resultados obtidos pela queimada de sua propriedade, que se alastrou por suas pastagens, devastando-as. Ali├ís, tal a├ž├úo era comum, ├á ├ępoca, pois, era uma tradi├ž├úo cultural que advinha dos indios Aim├│res, quando se acreditava que ap├│s as queimadas, seguidas das chuvas, as terras brotariam bonitas e fortes, eliminando-se o trabalho anterior de capina├ž├úo ou gradea├ž├úo das mesmas.

A trajet├│ria de sucesso da Fazenda Monalisa, localizada no estado do Maranh├úo ├ę um exemplo de reconvers├úo pecu├íria ou pecu├íria regenerativa. O fazendeiro Mauroni Cangussu, filho do fazendeiro Levy Cangussu, viveu uma experi├¬ncia tr├ígica na d├ęcada de 60, quando o pai colocou fogo em suas pastagens, levando ├á morte e desnutri├ž├úo de muitos animais de seu rebanho. Com o passar dos anos e a aboli├ž├úo completa das queimadas, o pecuarista percebeu que a aus├¬ncia do fogo permitiu o aumento da produ├ž├úo de forragem das terras da fazenda e a recomposi├ž├úo do solo, incluindo a fertilidade. O manejo das pastagens sem o uso do fogo foi confirmado por estudos cient├şficos e t├ęcnicos agropecu├írios.