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maio 24, 2024

Revolução do cacau transforma sul da Bahia em celeiro de negócios com marcas premiadas no exterior

Legenda: Quebra de cacau e seleção de frutos para as amêndoas finas e as comuns 

Foto:  JOÃO MILET MEIRELLES/ESTADÃO

Após perder a liderança para o Pará, o Sul da Bahia quer retomar o protagonismo na produção de cacau no Brasil. No fim da década de 80, a chamada vassoura de bruxa, doença causada por um fungo que atinge os cacaueiros, devastou as plantações na região e levou vários produtores à derrocada. Para virar o jogo, a quantidade deu lugar à qualidade. Os produtores decidiram desenvolver novas formas para plantar o fruto e agora começam a colher os bônus dessa escolha, que tem trazido novos negócios e movimentado a economia local.

A região se tornou berço para uma série de marcas de chocolate desde 2017, ano em que teve início o salto de qualidade do cacau produzido na região. Com isso, várias marcas nasceram nos últimos anos, como Dengo, Ju Arléo, Acalanto, Nusca, Caos, Aya, Nakau, Kalapa, Benevides e Monjolo.

No caso da Dengo, um dos mais emblemáticos negócios que surgiram com essa nova era do cacau da Bahia, a aposta é em chocolates com alta concentração do fruto. A empresa chega a pagar até 245% mais do que o preço da matéria-prima na bolsa americana, o que resulta numa melhor remuneração aos produtores familiares, que são maioria.

“O ingrediente de qualidade é mais caro. Na competição por fatia de mercado, as empresas precisam competir pelo preço. Mas há um despertar, não só para a saúde, mas também de cunho sócio-ambiental.”

Em Ilhéus, a Fazenda Condurú, que concentra plantações da Dengo, a companhia tem a Experiência Origem, um tour que mostra aos turistas o processo produtivo da colheita à fermentação e da secagem da amêndoa à produção do chocolate. A ideia é aumentar a conscientização dos consumidores sobre como o cacau vira chocolate.

“A categoria de chocolates é muito sensível a preços. As marcas que competem por volume não se sentem tão assediadas a assumir posicionamentos mais premium. O segundo elemento é que essas marcas precisam ter uma mudança de formulação e qualidade de ingredientes que é quase um outro negócio. A média do chocolate brasileiro é de um produto com muito açúcar refinado, com concentração de mais de 50%. No Brasil e no mundo, o que consumimos é mais um doce do que um chocolate de verdade”, diz Estevan Sartoreli, cofundador e CEO da Dengo.

A marca Ju Arléo Chocolates é outro destaque regional. O chocolate feito por Júlia, com o cacau de sua pequena produção familiar, ficou em segundo lugar no concurso da Academy of Chocolate, em Londres, no ano passado. O produto é um chocolate 70% que se diferencia por ser feito com mel de abelha uruçu, nativa do Sul da Bahia.

“Tudo começou em 2020, em meio à pandemia, por iniciativa da minha filha Júlia. Ela ia às culturas de cacau por lazer e via o cacau, tratado com tanto cuidado, virar chocolate por outras mãos. Ela pediu uma máquina de fazer chocolate de presente do aniversário de oito anos. Foi assim que começamos e, em novembro do mesmo ano, fomos ao mercado”, diz Julianna Torres, fundadora da Ju Arléo Chocolates.

Com o aumento da demanda, a empresa planeja ampliar a produção com aquisição de novas máquinas ainda neste ano, além de lançar mais produtos no mercado.

“Um dos desafios é apresentar o chocolate como um alimento, e não só um produto cheio de açúcar”

Outro negócio que apostou na produção de alta qualidade é a Benevides Chocolates, fundada por Leilane Benevides, em julho de 2018. Movida pelo desejo de unir sua paixão pela confeitaria com seu trabalho como bancária, ela também começou a produzir chocolates em casa. Hoje, os produtos de maior sucesso de vendas são os sabores regionais, como o chocolate branco Canjica Baiana e o chocolate 55% cacau com jaca. Dois produtos, o 50% cacau cappuccino e o 70% cacau clássico, foram premiados na Academy of Chocolate de Londres.

A Benevides Chocolates compra cacau diretamente de cacauicultores do Sul da Bahia, assim como outros insumos de produtores locais, como frutas desidratadas e itens de artesanato utilizados nos kits com seus chocolates. Em 2022, a empresa produziu cerca de 3 toneladas de chocolate.

A expansão do negócio enfrenta diversos desafios, sendo o principal deles a falta de recursos para adquirir novas máquinas. Outros entraves são o alto custo de embalagens, as temperaturas elevadas da região — que demandam ambientes climatizados 24 horas por dia e aumentam os custos de produção — e a falta de conhecimento do público sobre chocolates “bean to bar” (da amêndoa à barra), que têm maior valor agregado e preços mais elevados. “O público, em geral, ainda está começando a ter informações sobre os chocolates finos artesanais para diferenciá-los nas prateleiras”, diz Leilane.

Para 2024, a Benevides Chocolates planeja expandir para o Turismo de Experiência, oferecendo aos visitantes uma vivência completa, desde a plantação do cacau até a produção do chocolate.


Como nasce o cacau

Sistemas de plantio agroflorestais

Um sistema agroflorestal de plantação de cacau, como a cabruca, combina a cultura do insumo do chocolate com árvores e plantas nativas da região. Ao ter diferentes culturas, o produtor tende a usar menos insumos químicos e favorece a preservação do meio ambiente.

Desenvolvimento. A indústria cacaueira brasileira busca inspiração na indústria do café, que trilhou um caminho que levou à criação de variantes de maior qualidade ou de sabores diferentes, aumentando as possibilidades de venda para fabricantes.

A expectativa é que a demanda pelo cacau brasileiro para produção de chocolates no exterior aumente nos próximos anos, afirma Thais Ferraz, diretora do Instituto Arapyaú, criado pelo fundador da Natura, Guilherme Leal. “A abertura da primeira loja da Dengo em Paris pode ajudar nesse caminho. Outras marcas percebem que é possível produzir chocolate de qualidade com o cacau brasileiro.”

“A abertura da primeira loja da Dengo em Paris pode ajudar o cacau. Outras marcas percebem que é possível produzir chocolate de qualidade com o cacau brasileiro”

Entretanto, ampliar a plantação e aumentar a qualidade da produção da matéria-prima do chocolate são metas que dependem de vários fatores, como crédito, conhecimento técnico e cuidado com o meio ambiente.

Segundo dados de estudos recentes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), 74% dos 93 mil produtores que cultivam cacau em quase 600 mil hectares no País pertencem à categoria da agricultura familiar.

Crédito. Para ajudar a desenvolver o ecossistema produtivo, o Instituto Arapyaú trabalha com ONGs e organizações comunitárias. A questão do crédito, por exemplo, é um entrave no caso de regiões nas quais os agricultores até têm termo de posse, mas não uma certificação definitiva de propriedade, como acontece no assentamento Dois Riachões, no município de Ibirapitanga. A comunidade reúne dezenas de famílias produtoras de cacau.

A solução encontrada pelo instituto junto à organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) Tabôa, foi emitir um título de renda fixa da modalidade CRA (certificados de recebíveis do agronegócio) de R$ 1 milhão em 2020 e conceder empréstimos aos produtores, que precisavam de microcrédito.

De acordo com a Tabôa, a inadimplência ficou em 3%, e a iniciativa ajudou a comunidade a investir na produção de insumos para melhorar a qualidade do fruto ou a utilizar melhor o terreno para maximizar o potencial de colheita.

Junto ao crédito, há também uma assistência técnica mensal para que o produtor seja orientado sobre o melhor uso do capital para expansão da produção de cacau, como a construção de uma estufa ou produção de biocaldo. O crédito beneficiou 185 produtores e o valor médio dos empréstimos foi de R$ 6 mil. Ao fim do ciclo, a Tabôa estima aumento de 40% da renda dos produtores que tiveram acesso ao crédito, enquanto os investidores do CRA receberam rendimento de 10% ao ano. Para o segundo semestre, uma nova emissão do título de renda fixa está nos planos, com valor de R$ 7 milhões.

Com o aumento da qualidade do cacau, a arroba (25 kgs) chega a custar R$ 525, enquanto a commodity custa hoje R$ 230. A ampliação das plantações do fruto no sul da Bahia acontece por meio de um método chamado SAF, um sistema agroflorestal que integra o cacau a plantações que fazem sombra a ele, como árvores de banana, açaí e palmeiras, assim como acontece na floresta Amazônica.

Separação de cacau no CIC, em Ilhéus
Separação de cacau no CIC, em Ilhéus • ANA LEE

Ao mesmo tempo, plantações históricas continuam produtivas, como é o caso do sistema cabruca, que envolveu desmatamento de vegetação nativa para o plantio do cacau em regiões históricas da Bahia. Hoje, a cabruca é adotada em diversas plantações, como na Agrícola Condurú, da Dengo, e é apontada pelo Mapa como um sistema agroflorestal importante para preservação de mata atlântica. O sistema é uma alternativa economicamente viável, segundo análise do ministério, ao plantio do cacaueiro a pleno sol.

Retomada. O Brasil hoje é o sétimo maior produtor de cacau do mundo, mas já chegou a ser o segundo nos anos 1980. O que derrubou o País no ranking global foi a vassoura de bruxa, que afetou os cacaueiros e quase dizimou as plantações do sul da Bahia. Hoje, os agricultores já têm práticas, como o enxerto de variantes mais resilientes para evitar que o fungo afete os frutos, mas ela ainda persiste e atinge, em menor escala do que antes, parte da colheita.

Apesar dos esforços de aumento da qualidade do cacau brasileiro, ainda há desafios pelo caminho. O professor associado do Insper, Guilherme Fowler, afirma que o cacau de alta qualidade produzido de forma sustentável atrai grandes empresas com estratégias ESG. Por isso, essa parcela de mercado tende a estar disposta a pagar um prêmio de preço por esse tipo de produto. “Mas a alta qualidade é uma vantagem temporária. Daqui alguns anos, se todos os produtores não forem assim, não vão conseguir vender cacau para ninguém. Todos terão o mesmo produto. A partir de então a vantagem passa a ser a consistência da alta qualidade, como já é comum observar em plantações de café”, diz Fowler.


Bean to Bar

Do cacau ao chocolate

O processo de fabricação chamado “bean to bar”, do grão à barra, tem se tornado mais popular diante do aumento da preocupação dos consumidores com o consumo de açúcar e com um processo produtivo sem trabalho escravo ou infantil.https://arte.estadao.com.br/uva/?id=2E8XoQ&show_title=false&show_description=false&show_brand=false

Em Ilhéus, o controle de qualidade da produção é feito pelo Centro de Inovação de Cacau (CIC), que emite laudos de baixo custo para pequenos produtores a partir de amostras para atestar que estejam no padrão IG Sul da Bahia. Adriana Reis, bióloga, doutora em biotecnologia e gerente no Centro de Inovação do Cacau, é a responsável pela certificação de qualidade do instituto.

No Chocolab, dentro do CIC, especialistas avaliam as amêndoas de cacau por métodos sensoriais e também verificam o sabor, o cheiro e até o som que o chocolate faz ao ser partido, ou mordido. Mais de mil produtores são clientes do CIC e as safras aprovadas podem usar a marca da produção coletiva de chocolate Sul da Bahia. As embalagens contam com um QR Code que dá acesso ao laudo com informações sobre a matéria-prima, o padrão de qualidade, o nome do produtor e a localização geográfica do plantio.

Cacau no Sul da Bahia
Cacau no Sul da Bahia • ANA LEE

A iniciativa é parte de uma tendência da indústria do chocolate para dar maior visibilidade à origem do cacau para os consumidores. Historicamente, a produção do fruto enfrenta problemas como trabalho infantil ou trabalho com condições análogas à escravidão. Por isso, empresas como a Nestlé têm programas para aumentar a remuneração dos pequenos produtores, desde que tenham práticas éticas de negócio.

O negócio de cacau de primeira linha não tem pretensão de ser maior do que o de commodity, mas sim ser uma forma de levar a um novo patamar a experiência do consumidor do chocolate e outros subprodutos do fruto, como os nibs e o mel de cacau. A estratégia é, portanto, mais voltada à qualidade do que à quantidade. O Brasil foi reconhecido como produtor de cacau fino de aroma para exportação em 2019, pela Organização Internacional do Cacau. Porém, essa amêndoa representava 3% da produção brasileira, segundo a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac). A meta é ampliar a produção e chegar a 10%.

REPORTAGEM: LUCAS AGRELA; ILUSTRAÇÕES: MARCOS MÜLLER; EDITORA DE INFOGRAFIA: REGINA ELISABETH SILVA; EDITORES-ASSISTENTES DE INFOGRAFIA: ADRIANO ARAUJO E WILLIAM MARIOTTO; DESIGNER MULTIMÍDIA: LUCAS ALMEIDA; EDITORA DE TEXTO: RENÉE PEREIRA; CONSULTORIA EM WEBDESIGN E DESENVOLVIMENTOFABIO SALES

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