julho 23, 2024

Embrapa estar√° presente na FENACAM. Levar√° um pacote de tecnologias para a carcinicultura e pisciculturaÔŅľ

Ser√° lan√ßado, entre outros, durante o evento, o curso on-line e gratuito “Compostos nitrogenados em cultivo de camar√£o marinho”. Voltado tanto a produtores como a t√©cnicos da extens√£o rural e a profissionais ligados ao ensino, o curso √© dividido em oito m√≥dulos  A Embrapa Pesca e Aquicultura (Tocantins), estar√°, juntamente com mais quatro centros de pesquisas da empresa, presente na Feira Nacional do Camar√£o (FENACAM), que ocorre entre os dias 15 e 18 deste m√™s em Natal, capital do Rio Grande do Norte. As outras unidades s√£o Embrapa Pecu√°ria Sudeste, Embrapa Instrumenta√ß√£o, Embrapa Tabuleiro Costeiros e Embrapa Recursos Gen√©ticos  e Biotecnologia. Ser√° lan√ßado, durante o evento, o curso on-line e gratuito “Compostos nitrogenados em cultivo de camar√£o marinho”. Voltado tanto a produtores como a t√©cnicos da extens√£o rural e a profissionais ligados ao ensino, o curso √© dividido em oito m√≥dulos. Destes, sete s√£o t√©cnicos (que tratam de temas como quantidade de nitrog√™nio da am√īnia total produzido pela ra√ß√£o, ciclo do nitrog√™nio na carcinicultura, qualidade da √°gua e sua import√Ęncia no controle dos compostos nitrogenados e uso de fertiliza√ß√£o mineral na √°gua para sistemas de baixa salinidade) e o √ļltimo m√≥dulo √© de revis√£o de todo o conte√ļdo. A carga hor√°ria total √© de 40h. Para mais informa√ß√Ķes, acesse a p√°gina do curso. Outro lan√ßamento √© do livro “Manejo de compostos nitrogenados na carcinicultura”. Com conte√ļdo parecido com o curso on-line, a publica√ß√£o tamb√©m √© gratuita e pode ser acessada nesta p√°gina. – Em uma linguagem bastante did√°tica, esta obra traz aspectos da cadeia produtiva do camar√£o, abordando conceitos como os principais sistemas de cultivo, as doen√ßas que mais acometem os animais, entre outros ‚Äď aponta a chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pesca e Aquicultura, L√≠cia Lundstedt. A Carcinicultura brasileira √© o foco central da FENACAM (Foto: Embrapa) – Por ser um dos pontos mais cr√≠ticos do cultivo, a qualidade de √°gua e sua manuten√ß√£o s√£o abordadas de forma mais detalhada, destacando-se as formas de controle de compostos nitrogenados, as principais estrat√©gias de fertiliza√ß√£o de viveiros e os microrganismos envolvidos no consumo dos compostos t√≥xicos aos animais cultivados – completa. A publica√ß√£o e o curso foram desenvolvidos em conjunto pela Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE), pela Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) e por institui√ß√Ķes parceiras. Tecnologias  A Embrapa mostrar√° ainda tr√™s tecnologias voltadas √† aquicultura. Uma delas, em fase de pr√©-lan√ßamento, √© o NIR ProximateTM, que permite an√°lises sobre a qualidade de ra√ß√Ķes de peixe a um custo cerca de 10 vezes menor e de maneira extremamente r√°pida. Desenvolvido pela Embrapa Pecu√°ria Sudeste (S√£o Carlos-SP) em parceria com a empresa B√ľchi Brasil, o novo m√©todo n√£o usa reagentes qu√≠micos nem gera res√≠duos para o meio ambiente. A previs√£o √© de que a partir de 2023 a tecnologia esteja dispon√≠vel para o mercado. Mais informa√ß√Ķes  espec√≠fica sobre o NIR ProximateTM, clique aqui. Outra tecnologia da Embrapa que estar√° presente no evento √© a Sonda Acqua Probe, desenvolvida em conjunto pela Embrapa Instrumenta√ß√£o (tamb√©m de S√£o Carlos-SP) e a empresa Acquanativa Monitoramento Ambiental. √Č um equipamento que mede 12 par√Ęmetros relacionados √† qualidade da √°gua, como oxig√™nio dissolvido, pH e temperatura. De uso bastante simples, a medi√ß√£o √© feita em tempo real e pode acontecer remotamente (por meio de celular ou computador, por exemplo). Mais informa√ß√Ķes neste link. Ambas as empresas privadas parceiras no desenvolvimento das tecnologias estar√£o no estande da Embrapa durante o evento. Tamb√©m ser√° apresentada a Plataforma aquaPLUS, conjunto de ativos tecnol√≥gicos que realizam an√°lises gen√©ticas de matrizes e de reprodutores de diferentes esp√©cies aqu√≠colas. Na Fenacam, o foco ser√° no servi√ßo VannaPLUS, um desses ativos. Ele compreende ferramentas gen√īmicas para an√°lise, qualifica√ß√£o, certifica√ß√£o, manejo e melhoramento gen√©tico do Litopenaeus vannamei, principal esp√©cie de camar√£o marinho cultivado no Brasil. A plataforma foi desenvolvida pela Embrapa Recursos Gen√©ticos e Biotecnologia (Bras√≠lia-DF); mais informa√ß√Ķes nesta p√°gina. Oportunidade  Daniele Kl√∂ppel, engenheira de aquicultura e analista de inova√ß√£o da Embrapa Pesca e Aquicultura, estar√° na Fenacam. -A Embrapa estar neste evento com um estande √© um grande avan√ßo e fruto de um trabalho de articula√ß√£o e aproxima√ß√£o institucional que foi intensificado nos √ļltimos anos ‚Äď diz ela. Referindo-se √† abertura do evento a outras cadeias produtivas al√©m do camar√£o marinho, Daniele entende que o evento cresceu ainda mais. – S√£o dois simp√≥sios internacionais, que trazem temas relevantes para a aquicultura nacional, com palestrantes de renome, nacional e internacionalmente. Ela vai fazer uma palestra em que apresentar√° informa√ß√Ķes institucionais e tecnologias como os testes de sexagem gen√©tica para tambaqui (mais informa√ß√Ķes aqui) e para pirarucu (mais informa√ß√Ķes aqui), o Sistema de Intelig√™ncia Territorial Estrat√©gica para Aquicultura, SITE Aquicultura (mais informa√ß√Ķes aqui) e o Centro de Intelig√™ncia e Mercado em Aquicultura, CIAqui (mais informa√ß√Ķes aqui). Al√©m de Daniele, estar√£o na Fenacam a pesquisadora Andrea Mu√Īoz e o chefe-adjunto de Transfer√™ncia de Tecnologia Roberto Flores, ambos da Embrapa Pesca e Aquicultura, a pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros Alitiene Pereira e o pesquisador da Embrapa Recursos Gen√©ticos e Biotecnologia Alexandre Caetano. Os resultados que a empresa mostrar√° no evento est√£o relacionados ao BRS Aqua, projeto que envolve mais de 20 Unidades e cerca de 270 empregados da Embrapa, al√©m de bolsistas. Com forte car√°ter estruturante, j√° que por meio dele a empresa est√° incrementando sua infraestrutura de pesquisa em aquicultura, o BRS Aqua tamb√©m se destaca na forma√ß√£o de recursos humanos especializados na √°rea, sobretudo por conta das bolsas disponibilizadas. S√£o tr√™s as fontes de financiamento: o Fundo de Desenvolvimento T√©cnico-Cient√≠fico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ√īmico e Social (Funtec / BNDES); a Secretaria de Aquicultura e Pesca do Minist√©rio da Agricultura, Pecu√°ria e Abastecimento (SAP / Mapa), cujo recurso est√° sendo operacionalizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient√≠fico e Tecnol√≥gico (CNPq); e a pr√≥pria Embrapa. Mais informa√ß√Ķes sobre o BRS Aqua nesta p√°gina. A Fenacam contar√° com palestras, discuss√Ķes, exposi√ß√Ķes de trabalhos t√©cnicos e estandes dos setores p√ļblico e privado que trar√£o novidades sobre diferentes cadeias produtivas da aquicultura. *Fonte: Comunica√ß√£o da Embrapa Pesca e Aquicultura.

Rendimento de carcaça: conheça os fatores que podem influenciar

Pr√°ticas de pesagem podem atrapalhar uma avalia√ß√£o mais objetiva. A procura por produzir uma carca√ßa de qualidade, ideal para o mercado, est√° ligada ao consumidor, que busca textura, apar√™ncia e custo. Seguindo essa l√≥gica, o natural seria que esse mesmo objetivo fosse o da cadeia produtiva na pecu√°ria de corte, j√° que a qualidade e o rendimento se iniciam desde a escolha das ra√ßas, desenrola-se com o manejo alimentar e vai at√© o processamento nos frigor√≠ficos. √Č nisso que acredita a Associa√ß√£o do Novilho Precoce MS, exemplos de associativismo que d√° certo na pecu√°ria, unindo produtores que comungam dessa busca por padr√£o de qualidade e com isso melhoram a rentabilidade do seu neg√≥cio.  No entanto, essa n√£o √© a realidade no mercado, como afirma o supervisor t√©cnico da Associa√ß√£o, o m√©dico veterin√°rio Klauss Machareth de Souza. ‚ÄúOs frigor√≠ficos recebem todos os tipos de animais e n√£o h√° um padr√£o, pois, na hora do abate, encontram-se rendimentos bons e ruins. E onde est√° o erro no gargalo?‚ÄĚ, questiona. Segundo ele, s√£o in√ļmeros os fatores externos que interferem na hora do rendimento da carca√ßa, tanto da porteira para fora como da porteira para dentro. Al√©m da gen√©tica e do manejo, o veterin√°rio chama a aten√ß√£o para um ponto interessante: o padr√£o no final do processo na fazenda. Ele explica que a pesagem em um dia chuvoso para um dia seco, por exemplo, somente pelo couro molhado pode dar de 15 kg a 20 kg de diferen√ßa. Al√©m disso, se o animal beber √°gua antes da pesagem do embarque essa diferen√ßa pode chegar at√© 30 kg. ‚ÄúSe uma boiada estiver mais longe que outra e logo em seguida pesar os animais, vai dar desgaste e dar√° diferen√ßa, com certeza. Temos casos de novilha de 400 kg que quando chega no frigor√≠fico √© que se descobre que estava com uma prenhez de cinco meses. Ou seja, o peso real era de 350 kg na balan√ßa‚ÄĚ, exemplifica. Para identificar onde est√° ocorrendo a perda, a √ļnica sa√≠da indicada pelo profissional √© criar um hist√≥rico de seu rebanho. ‚ÄúPor exemplo, quando um animal tem 500 kg de peso vivo e no frigor√≠fico em 250 kg de peso morto, com um rendimento de 50%, o produtor n√£o sabe explicar o que ocorreu. Se eu n√£o me√ßo nada da porteira para dentro n√£o tem como saber onde est√° o problema da perda de qualidade que interfere no rendimento da carca√ßa. O maior desafio √© esse: identificar o que ocorre na propriedade para depois mapear o problema e fechar a porteira‚ÄĚ, orienta. Para isso, segundo Machareth, √© preciso ter uma rotina de pesagem na fazenda. Mas ele alerta que a ferramenta deve estar em dia, isto √©, a balan√ßa deve estar bem regulada. ‚ÄúInfelizmente muitos pecuaristas n√£o t√™m um hist√≥rico do rebanho, com rotinas de pesagem. Alegam que estressa o animal, mas se voc√™ tem estrutura com equipamentos que prezem pelo bem-estar animal e uma equipe preparada para fazer um manejo racional, isso n√£o ocorrer√°. √Č o primeiro passo para criar um par√Ęmetro e saber se e onde voc√™ pode melhorar seus resultados‚ÄĚ, acredita o t√©cnico da Novilho Precoce. Fonte: Beckhauser

Mapa d√° recomenda√ß√Ķes para o transporte adequado de bovinos

Manual de boas pr√°ticas ensina produtores e transportadores a evitar estresse ao gado e preju√≠zos nas cargas. O transporte de bovinos √© uma atividade importante na cadeia produtiva da carne. No Brasil, todo os dias, milhares de bovinos s√£o transportados, sendo os abatedouros o principal destino. O transporte rodovi√°rio ainda √© o mais utilizado. Para que os animais n√£o sofram com estresse e para que n√£o ocorram problemas com a carne ou at√© mesmo a morte dos animais, produtores e transportadores devem seguir as recomenda√ß√Ķes disponibilizadas pelo Minist√©rio da Agricultura, Pecu√°ria e Abastecimento (Mapa), por meio do Manual de Boas Pr√°ticas de Manejo ‚Äď Transporte. Segundo o documento, durante o transporte, a intensidade de estresse √© vari√°vel, dependendo da forma com que os animais s√£o manejados, das condi√ß√Ķes em que s√£o transportados, da dura√ß√£o da viagem, das condi√ß√Ķes das estradas e do clima, entre outros fatores. Os principais problemas durante os manejos de embarque e transporte s√£o: agress√Ķes diretas, forma√ß√£o de novos grupos, instala√ß√Ķes e transporte inadequados. Quando as condi√ß√Ķes de transporte n√£o s√£o boas, com estradas ruins, viagens longas, caminh√Ķes e compartimentos de carga em mau estado de conserva√ß√£o e dire√ß√£o sem cuidado, o estresse √© mais intenso e os riscos de ferimentos e de mortes de animais aumentam. Por isso, todos os envolvidos com o transporte ‚Äď equipes das fazendas, respons√°veis pela compra do gado, transportadoras, motoristas boiadeiros e respons√°veis pela recep√ß√£o dos bovinos nos abatedouros ‚Äď devem conhecer o comportamento e as necessidades dos bovinos, para que possam realizar as atividades com o cuidado necess√°rio, reduzindo os riscos de estresse, de ferimentos e de morte de animais durante as viagens. O planejamento e a organiza√ß√£o do transporte s√£o responsabilidades das fazendas, transportadoras, motoristas e abatedouros. O manual recomenda que se defina previamente quais animais ser√£o transportados ‚Äďcategorias e n√ļmeros, o tipo de ve√≠culo a ser utilizado, o n√ļmero de ve√≠culos necess√°rios, as rotas, datas e hor√°rios previstos para o embarque e o desembarque e quem ser√£o os motoristas respons√°veis pelo transporte. As fazendas precisam preparar os lotes de embarque com anteced√™ncia e de forma correta, al√©m de providenciar os documentos necess√°rios para a viagem. As transportadoras e os motoristas devem manter os ve√≠culos em boas condi√ß√Ķes e ter conhecimentos sobre a situa√ß√£o das estradas. Os motoristas t√™m de ser treinados em boas pr√°ticas de manejo no transporte e estarem atentos a todas as informa√ß√Ķes sobre a viagem. Os abatedouros devem estar preparados para realizar o desembarque dos animais com agilidade e efici√™ncia. Documenta√ß√£o H√° uma s√©rie de documentos que s√£o necess√°rios para o transporte de bovinos. Alguns deles s√£o de responsabilidade da fazenda e devem ser conferidos pelo encarregado do embarque. Outros s√£o de responsabilidade das transportadoras e dos motoristas boiadeiros. √Č obriga√ß√£o do motorista boiadeiro verificar se os documentos do ve√≠culo e carteira de habilita√ß√£o est√£o em ordem e dentro dos prazos de validade. Al√©m dos documentos b√°sicos, do motorista e do ve√≠culo, para o transporte de bovinos s√£o tamb√©m necess√°rios os documentos dos animais, como as Guias de Tr√Ęnsito de Animal (GTAs), as notas fiscais do produtor, com informa√ß√Ķes sobre a origem e o destino dos animais, e, em alguns casos, os documentos de identifica√ß√£o animal. Situa√ß√Ķes de emerg√™ncia Segundo o manual, √© importante definir pontos estrat√©gicos para paradas de emerg√™ncia. Por isso, o motorista deve dispor de informa√ß√Ķes sobre fazendas ou outros locais de parada que ofere√ßam condi√ß√Ķes para o desenvolvimento de a√ß√Ķes efetivas a fim de solucionar os problemas. Em caso de acidentes, se todos os cuidados necess√°rios foram tomados adequadamente, a gravidade acabar√° sendo minimizada. Procedimentos de rotina devem ser tomados, como discar para o 191 ou o n√ļmero de emerg√™ncia das rodovias privatizadas e, se necess√°rio, solicitar socorro m√©dico. Caso os animais fiquem soltos na estrada, √© preciso providenciar a sinaliza√ß√£o para evitar atropelamentos e buscar aux√≠lio para conduzi-los a local seguro. A ado√ß√£o das boas pr√°ticas de manejo durante o transporte de bovinos visa a proporcionar maior seguran√ßa e conforto para os motoristas e reduzir as situa√ß√Ķes de risco que prejudicam o bem-estar dos animais e causam perdas quantitativas e qualitativas da carne. Clique na imagem e baixe o Manual em pdf: Fonte: MAPA MANEJO EFICIENTE DA PASTAGEM AJUDA NA PRODU√á√ÉO DE CARNE DE QUALIDADE Para acessar mercado premium e que melhor remunera com a cria√ß√£o a pasto, √© preciso planejamento, animais de boa gen√©tica e principalmente escolher cultivares com alto valor nutritivo para alimenta√ß√£o+ leia mais Pantanal tem 14 cidades em emerg√™ncia, mais inc√™ndios e mortes de animais no MS Regi√£o vive per√≠odo de forte estiagem, o que motivou o decreto de emerg√™ncia por parte do governo local+ leia mais Pasto rotacionado: sobrou capim? Saiba por que isso √© um √≥timo sinal Confira as novas dicas do doutor em zootecnia Gustavo Rezende Siqueira, pesquisador do Polo Regional de Alta Mogiana da Ag√™ncia Paulista de Tecnologia dos Agroneg√≥cios (APTA)+ leia mais

Bem-estar dos animais é fundamental para a produção

O mercado consumidor est√° cada vez mais exigente e preocupado com o bem-estar dos animais, principalmente o mercado europeu. Por isso, os produtores brasileiros est√£o mais atentos ao tratamento dos animais nas propriedades. Dentre todas as condi√ß√Ķes de bem-estar, o conforto t√©rmico √© uma delas. O Brasil tem altas temperaturas quase o ano inteiro e a produ√ß√£o pecu√°ria do pa√≠s se concentra na regi√£o intertropicial, onde h√° maior incid√™ncia de radia√ß√£o solar. Essa grande exposi√ß√£o ao sol pode prejudicar itens da produ√ß√£o, da sanidade e da reprodu√ß√£o do rebanho. Nem todas as ra√ßas bovinas t√™m uma boa adaptabilidade ao nosso clima, as taurinas s√£o as que t√™m mais dificuldade com o calor e por isso sofrem mais com esses efeitos. J√° o nelore, que vem das ra√ßas zebu√≠nas √© considerado adaptado, pois possui caracter√≠sticas, como a cor da pele e do pelo, e a grande quantidade de gl√Ęndulas sudor√≠paras, que auxiliam no ambiente quente. Mas h√° um sofrimento em per√≠odos prolongados de calor, pois s√£o animais homeot√©rmicos, ou seja, precisam manter a temperatura ideal para realizar suas fun√ß√Ķes fisiol√≥gicas dentro da normalidade. Cada tipo de animal possui uma temperatura ideal para seu conforto t√©rmico. Para os taurinos, a faixa de temperatura √© na m√©dia dos 27 graus j√° os zebu√≠nos suportam at√© 35 graus. Quando as temperaturas ultrapassam esses valores, o animal fica ofegante, aumenta a temperatura retal e os batimentos card√≠acos para tentar aliviar o calor. Para realizar todo esse processo, o animal gasta energia que pode refletir na queda da produtividade. Cabe ao produtor adequar o ambiente dos animais para que consigam viver dentro da temperatura ideal. Em sistema de confinamento √© poss√≠vel colocar aspersores de √°gua, cortinas e sistemas de ventila√ß√£o. J√° para animais a pasto, a alternativa seria op√ß√Ķes de sombra, que pode ser artificial, com sombrite 70%, por exemplo, ou natural. Planta√ß√£o de √°rvores √© uma alternativa barata e eficiente, sem contar os demais benef√≠cios ambientais e econ√īmicos. No caso do uso de √°rvores, v√°rias esp√©cies podem ser consideradas. Em sistemas de ILPF- Integra√ß√£o Lavoura, Pecu√°ria e Floresta no Centro-Oeste, o eucalipto √© o mais usado. O mercado e os institutos de pesquisam oferecem diversas op√ß√Ķes que o produtor pode utilizar para trazer mais conforto e bem-estar aos animais, podendo ter melhores resultados e produzir produtos com maior qualidade. Com a competitividade cada vez maior, pequenos detalhes na produ√ß√£o podem fazer toda a diferen√ßa na comercializa√ß√£o dos produtos e no melhoramento gen√©tico das ra√ßas bovinas. Fonte: AgroEditorial / Rural Centro / Gabriela Borsari

Energia solar no campo: alimento mais barato na mesa

A gera√ß√£o pr√≥pria de energia solar no agroneg√≥cio est√° bastante consolidada nas economias mais avan√ßadas no mundo e tem se tornado um modelo cada vez mais recorrente e necess√°rio para elevar ainda mais a competitividade e sustentabilidade do manejo agr√≠cola e pecu√°rio no Brasil. Al√©m de eliminar intermedi√°rios entre a gera√ß√£o e consumo de energia el√©trica, um dos principais insumos da atividade produtiva rural, a energia solar no campo resulta tamb√©m em economia, prote√ß√£o do meio ambiente e mais seguran√ßa energ√©tica para os produtores, j√° que os sistemas solares fotovoltaicos possuem baixos custos de opera√ß√£o e manuten√ß√£o e representam nova fonte de riqueza ao campo. Assim, por ser uma fonte de energia limpa, renov√°vel, competitiva e praticamente inesgot√°vel, o agroneg√≥cio passa a contar com uma solu√ß√£o segura e sustent√°vel para seu suprimento el√©trico, que traz redu√ß√£o de gastos com eletricidade de at√© 90%. Desde 2012, j√° s√£o mais de R$ 26 bilh√Ķes em investimentos acumulados, que geraram mais de 155 mil empregos acumulados, espalhados por todas as regi√Ķes do Brasil. No caso do agroneg√≥cio, a gera√ß√£o pr√≥pria de energia solar atende mais de 43 mil usu√°rios e possui cerca de 679 megawatts instalados no campo. No mesmo per√≠odo, o Brasil recebeu dos produtores rurais mais de R$ 3,2 bilh√Ķes de investimentos em energia solar, respons√°veis pela gera√ß√£o de mais de 20 mil empregos nesta √°rea, al√©m de proporcionarem uma arrecada√ß√£o aos cofres p√ļblicos de R$ 758 milh√Ķes no per√≠odo. Atualmente, o segmento rural responde por 13,1% de toda a pot√™ncia instalada em sistemas de gera√ß√£o pr√≥pria de energia solar. Outro ponto relevante na energia solar no campo √© proporcionar eletricidade para √°reas onde a rede el√©trica ainda n√£o chegou ou que funciona de forma prec√°ria e inst√°vel, que dependem muito de geradores √† diesel, mais caros, poluentes e barulhentos Vale destacar que o agroneg√≥cio brasileiro possui algumas das melhores linhas de financiamento para sistemas fotovoltaicos, com destaque para as linhas de cr√©dito ‚ÄúPRONAF Mais Alimentos‚ÄĚ e ‚ÄúPRONAF Eco‚ÄĚ, do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), importante apoio ao setor desenvolvido desde 2015, em parceria com a ABSOLAR, para democratizar o acesso √† tecnologia por pequenos produtores rurais familiares, tornando-a mais eficiente, sustent√°vel e competitiva. O setor do agroneg√≥cio apoia o Projeto de Lei n¬ļ 5.829/2019, que criar√° o marco legal para a gera√ß√£o pr√≥pria de energia no Brasil, como declaram publicamente a Associa√ß√£o Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), a Confedera√ß√£o da Agricultura e Pecu√°ria do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecu√°ria (FPA), dentre diversas outras entidades que representam produtores rurais. Importante relembrar que o desconto de 30% na tarifa de energia a que os consumidores rurais fazem jus terminar√° em 2022. Portanto, a gera√ß√£o pr√≥pria √© a melhor alternativa aos produtores rurais, para evitar preju√≠zos, aumento dos pre√ßos dos alimentos e abrir novas oportunidades no campo. A cria√ß√£o de um arcabou√ßo legislativo para a gera√ß√£o pr√≥pria de energia a partir de fontes renov√°veis √© prioridade no cen√°rio atual de duplo desafio, de promover o desenvolvimento socioecon√īmico diante da pandemia de covid- -19 e, tamb√©m, o avan√ßo do desenvolvimento sustent√°vel do Brasil. Por: Antonio Galvan, presidente da Associa√ß√£o Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) com curadoria Boi a Pasto.

Agropecu√°ria brasileira ajuda a salvar o planeta, reconhece a Conven√ß√£o-Quadro das Na√ß√Ķes Unidas sobre Mudan√ßa do Clima

A ILPF(integra√ß√£o lavoura-pecu√°ria-floresta), a agricultura de precis√£o e a tecnologia baseada em ci√™ncia j√° levaram o Brasil ao ser um dos maiores exportadores globais de commodities. Agora, o agroneg√≥cio brasileiro come√ßa a ser reconhecido como uma pe√ßa importante no tabuleiro global dos impactos das mudan√ßas clim√°ticas e pode contribuir para salvar o planeta. O desenvolvimento da atividade agr√≠cola brasileira acaba de ser citado em um importante relat√≥rio do secretariado da Conven√ß√£o-Quadro das Na√ß√Ķes Unidas sobre a Mudan√ßa do Clima (United Nations Framework Convention on Climate Change ‚Äď UNFCCC), relacionado aos trabalhos realizados no √Ęmbito da reuni√£o de Koronivia para a agricultura.  O UNFCCC √© o tratado internacional resultante da Confer√™ncia das Na√ß√Ķes Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. O Koronivia  uma inst√Ęncia importante nas negocia√ß√Ķes sobre agricultura, dentro da UNFCCC, que busca valorar a import√Ęncia da agricultura e da seguran√ßa alimentar na agenda de mudan√ßas clim√°ticas. ‚ÄúTrata-se de uma cita√ß√£o importante para o Brasil, porque representa o reconhecimento do valor da pesquisa agropecu√°ria em benef√≠cio do desenvolvimento nacional, que d√° visibilidade √† ci√™ncia agr√≠cola brasileira como refer√™ncia mundial‚ÄĚ, diz Gustavo Mozzer, pesquisador da Embrapa (Empresa de Pesquisa Agropecu√°ria Brasileira), que integra a equipe do Polg (N√ļcleo de Pol√≠ticas Globais) da ger√™ncia de rela√ß√Ķes estrat√©gicas internacionais  da Secretaria de Intelig√™ncia e Rela√ß√Ķes Estrat√©gicas, respons√°vel pela coordena√ß√£o do trabalho, com o apoio do Portf√≥lio de Mudan√ßa do Clima. A ILPF, por exemplo, √© citada como a respons√°vel por contribuir com a seguran√ßa alimentar e o desenvolvimento socioecon√īmico. A agricultura de precis√£o e a tecnologia baseada em ci√™ncia s√£o reconhecidas por elevarem a produtividade e reduzirem em 50% o pre√ßo dos alimentos. O conjunto da obra contribui para a seguran√ßa alimentar, o desenvolvimento sustent√°vel e a renda dos agricultores. O secretariado da UNFCCC destaca no texto que a produtividade brasileira aumentou 386% e a √°rea agr√≠cola apenas 83%. Isso significa a preserva√ß√£o de 120 milh√Ķes de hectares de floresta. ‚ÄúA chave para isso foi o investimento do Brasil em pol√≠ticas p√ļblicas relevantes e tecnologia de base cient√≠fica‚ÄĚ, diz o texto, ressaltando a promo√ß√£o da agricultura, baseada na intensifica√ß√£o sustent√°vel, a inova√ß√£o tecnol√≥gica, a adapta√ß√£o √†s mudan√ßas clim√°ticas e a conserva√ß√£o dos recursos naturais. Ainda de acordo com o relat√≥rio, ‚Äúo Brasil pretende continuar esses esfor√ßos e usar oportunidades de coopera√ß√£o interc√Ęmbio de conhecimento e apoio multilateral como estrat√©gias-chave para alcan√ßar o desenvolvimento sustent√°vel e a seguran√ßa alimentar‚ÄĚ. De acordo com Mozzer, no ano passado foram encaminhadas duas submiss√Ķes ao processo de negocia√ß√£o na UNFCCC. Uma delas sobre temas relacionados √† pecu√°ria e aspectos socioecon√īmicos dos sistemas de produ√ß√£o agr√≠cola e a segunda com foco no di√°logo sobre terra e oceanos, e do refor√ßo de a√ß√Ķes voltadas √† mitiga√ß√£o e adapta√ß√£o √†s mudan√ßas do clima que ocorreu durante a COP (Confer√™ncia das Partes) virtual no final de 2020. O resultado do trabalho, coordenado pela Polg, assegura que os componentes cient√≠ficos estrat√©gicos para agricultura nacional e para a Embrapa sejam incorporadas como elementos das negocia√ß√Ķes relacionadas √† agricultura no contexto da negocia√ß√£o internacional sobre mudan√ßa do clima. ‚ÄúEm alinhamento aos interesses nacionais, isso tem dado visibilidade e o devido reconhecimento aos fundamentos cient√≠ficos que caracterizam a tecnologia agr√≠cola tropical desenvolvida pela Embrapa e outras institui√ß√Ķes parceiras‚ÄĚ, afirma Mozzer. ‚ÄúEm consequ√™ncia, caminhamos para um reconhecimento do potencial de sustentabilidade do produto agr√≠cola nacional.‚ÄĚ Fonte: Forbes com Embrapa e curadoria Boi a Pasto.

Bem-estar animal: sombra √© essencial em regi√Ķes de clima quente

O conforto t√©rmico √© um dos requisitos que garantem, al√©m do bem-estar, a sustentabilidade e o sucesso da atividade pecu√°ria em regi√Ķes de clima quente. Com a crescente preocupa√ß√£o do mercado consumidor – principalmente o europeu – em rela√ß√£o ao bem-estar animal, os produtores rurais devem ficar cada vez mais atentos ao modo como os animais s√£o tratados dentro das propriedades. A produ√ß√£o animal no Brasil concentra-se basicamente na regi√£o intertropical, onde existe a maior incid√™ncia de radia√ß√£o solar, o que pode causar efeitos prejudiciais, tanto na produ√ß√£o e na sanidade, quanto na reprodu√ß√£o. ‚ÄúQuando falamos em produ√ß√£o animal a pasto nos tr√≥picos, considerando-se as mudan√ßas clim√°ticas e a perspectiva de aumentar ainda mais a temperatura do ambiente, √© preciso tomar alguns cuidados para evitar esses efeitos prejudiciais aos animais‚ÄĚ, destaca a pesquisadora da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande, MS), Fabiana Villa Alves. H√° ra√ßas bovinas mais ou menos adaptadas ao calor. As taurinas, em geral, s√£o pouco adaptadas a climas quentes e, por isso, as que mais sofrem os efeitos prejudiciais de altas temperaturas no ambiente. ‚ÄúPor outro lado, o nelore, pertencente √†s ra√ßas zebu√≠nas, √© um animal considerado adaptado a esse tipo de clima. Algumas caracter√≠sticas, como a cor da pele e do pelo, e a grande quantidade de gl√Ęndulas sudor√≠paras muito eficientes, auxiliam-no a tolerar bem o calor‚ÄĚ, diz a pesquisadora. Entretanto, ela explica que mesmo sendo adaptados, sofrem em per√≠odos prolongados com altas temperaturas por se tratarem de animais homeot√©rmicos, que devem manter a temperatura ‚Äú√≥tima‚ÄĚ para realizar as fun√ß√Ķes fisiol√≥gicas normalmente. Quando essa temperatura come√ßa a aumentar ou diminuir, eles precisam usar alguns mecanismos para retorn√°-la √†quela considerada normal. Os animais t√™m diferentes faixas de temperaturas consideradas de conforto t√©rmico. Para os taurinos, essa faixa √© de at√© 27 graus. O zebu√≠no suporta um pouco mais, mas a temperatura m√°xima de conforto √© de 35 graus. ‚ÄúNo inverno, no Centro-Oeste, s√£o facilmente registradas temperaturas, ao sol, pr√≥ximas a essa. Ent√£o, dependendo da ra√ßa e da adaptabilidade, o animal fica ofegante, aumenta a temperatura retal e os batimentos card√≠acos para tentar dissipar esse calor e voltar √† temperatura √≥tima. Mas todo mecanismo que ele usa para isso demanda gasto de energia, o que pode refletir em queda de produtividade‚ÄĚ, lembra Fabiana. Para deixar os animais na zona de conforto t√©rmico, ela lembra que s√£o necess√°rias modifica√ß√Ķes ambientais, conforme o sistema de produ√ß√£o. Para os confinados √© poss√≠vel colocar aspersores de √°gua, cortinas e sistemas de ventila√ß√£o. Para animais a pasto, a medida mais eficiente √© oferecer sombra, que pode ser tanto artificial (sombrite 70%), quanto natural. Esta √ļltima, dada pela introdu√ß√£o de √°rvores, √© a mais barata e eficiente, al√©m de trazer outros benef√≠cios agregados como aumento de biodiversidade, diversifica√ß√£o da renda e alimento para os animais. ‚ÄúA sombra natural √© mais eficiente porque a √°rvore, al√©m de bloquear a radia√ß√£o solar, cria um microclima embaixo daquele ambiente com sensa√ß√£o t√©rmica mais agrad√°vel. Assim, √© oferecida uma condi√ß√£o de melhor conforto t√©rmico, por se tratar de um ambiente com menor temperatura e, com isso, √© poss√≠vel promover o bem-estar do animal‚ÄĚ, acrescenta a pesquisadora. Segunda ela, a esp√©cie da √°rvore a ser usada depende de alguns fatores. Por exemplo, em sistemas de integra√ß√£o Lavoura-Pecu√°ria-Floresta (iLPF) na regi√£o Centro-Oeste, o eucalipto √© muito utilizado devido √†s condi√ß√Ķes de solo (√°cido e com baixo teor de argila) e ao mercado consumidor existente para celulose, madeira e carv√£o. Na Embrapa Gado de Corte, v√™m sendo realizados estudos para caracterizar quantitativa e qualitativamente tipos de sombra de diferentes esp√©cies de √°rvores, e quantificar o benef√≠cio proveniente dela para os animais. A expectativa √© que os resultados sejam divulgados dentro de tr√™s anos.  Fonte: Embrapa Gado de Corte. Foto: Jo√£o Costa (Embrapa)