COP30 em Belém: Lula lança o Fundo Florestas Tropicais e convoca líderes mundiais para a “COP da Verdade”

Em um discurso de forte apelo global, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu a Cúpula de Líderes da COP30, em Belém (PA), chamando os chefes de Estado a um pacto de coragem e determinação diante da emergência climática.
No evento, Lula lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, um modelo inovador de financiamento ambiental que transforma a floresta preservada em ativo econômico e reforça o papel do Brasil como liderança mundial na agenda verde.
“Nosso objetivo é enfrentar as divergências. Provamos que a mobilização coletiva gera resultados. É hora de encarar a realidade e decidir se teremos ou não a coragem de transformá-la”, declarou o presidente, sob aplausos de dezenas de delegações internacionais.
COP30 no Brasil: por que a recuperação de pastagens é o maior legado do evento

Em novembro de 2025, Belém (PA) sediará a COP30, a conferência climática mais simbólica já realizada na Amazônia. O Brasil chega a esse palco com uma oportunidade única: mostrar ao mundo que a recuperação de pastagens é o “pulo do gato” para aumentar produção de alimentos, cortar emissões e atrair financiamento climático — sem abrir novas áreas. Segundo o Planalto, a COP30 ocorre em Belém em novembro de 2025, consolidando o país no centro das discussões sobre clima e produção sustentável.
Marina lança pacto contra a seca, anunciando que há risco de nova estiagem na Amazônia e no Pantanal

A ministra Marina Silva, ao lado do presidente Lula, assinou uma série decretos voltados à preservação ambiental, na manhã desta quarta-feira, em Brasília, em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente. O pacote de medidas inclui ainda um pacto contra secas firmado com governadores diante da previsão de uma nova temporada de estiagem no Pantanal e na Amazônia. A meta é reduzir o risco de incêndios que ameaçam ambos os biomas. No ano passado os rios da Amazônia tiveram a maior seca da história.
STF rejeita marco temporal para demarcação de terras indígenas; veja o que acontece agora

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou a tese do marco temporal para demarcação das terras indígenas nesta quinta-feira, 21. Com o placar de nove a dois, os ministros foram contrários à tese de que um território indígena só poderia ser demarcado se houvesse uma comprovação de que a comunidade requerente estivesse no local na data da promulgação da Constituição Federal, ou seja, no dia 5 de outubro de 1988. Na prática, a decisão é uma vitória dos povos originários.
Mendonça pede vista e adia julgamento sobre marco temporal na demarcação de terras indígenas

Se tese for aprovada, povos originários só poderão reivindicar a posse de áreas que já estivessem ocupando na data de promulgação da Constituição de 1988.
Ministérios: Senado aprova MP no último dia de prazo e confirma derrotas para Marina e Guajajara

O Senadoaprovou, com 51 votos a favor, 19 contra e uma abstenção, nesta quinta-feira (1º), último dia de prazo, a medida provisória (MP) da organização básica dos ministérios do governo Lula. O texto vai à sanção presidencial.
Editada pelo petista em 1º de janeiro, quando tomou posse, a MP alterou a estrutura da Esplanada dos Ministérios e ampliou o número de pastas de 23, do governo Jair Bolsonaro, para 37.
O que criadores de gado e frigoríficos fazem para evitar o desmatamento na Amazônia

A pecuária é a principal atividade econômica da Amazônia, e, por consequência, é a que mais utiliza áreas desmatadas da região. Essa ligação entre criação de gado e Amazônia é antiga, surgiu na década de 1950 e contou com incentivo do governo federal (clique aqui e saiba mais).
Atualmente, 41,6% do rebanho brasileiro está nos estados que compõem a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Maranhão). São mais de 89 milhões de animais e cerca de 29 milhões de pessoas.
Como se justifica a prospecção de petróleo em plena bacia amazônica quando as energias limpas e renováveis já são uma realidade?

O presidente Lula não deve estar conseguindo dormir direito, apesar de sua cama ultraconfortável que custou aos cofres públicos a bagatela de R$ 42 mil reais. Isso porquê, neste mês de maio, não páram de pipocar notícias antagônicas ao seu plano de Governo. A penúltima, da semana passada, veio da Petrobrás que submeteu ao Ibama um pedido de autorização para perfuração de poços de petróleo em plena bacia amazônica, a 500 kms da Foz do Rio Amazonas, e a 175 kms do Amapá. Bem, a estatal tem o direito de tentar prospectar novos poços onde bem entender, mas deveria respeitar a decisão do Ibama, que negou essa autorização. E o que ela fêz? Se fêz de tonta, e disse que vai entrar com recursos para ter o seu pedido analisado novamente pelo Ibama. Ou seja, respeito zero pela palavra do mais importante instituto brasileiro sobre o nosso meio-ambiente. Deu, literalmente, de ombros.
No Japão, Lula sinaliza que exploração de novo pré-sal na Foz do Amazonas pela Petrobrás não está descartada

Projeto barrado pelo Ibama tem sido motivo de queda de braço entre os ministros Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Marina Silva (Meio Ambiente). Lula chega de viagem do Japão nesta terça-feira (23) e deve assumir a arbitragem
Em um país anti-indígena — quando não querem ouví-los — uma imagem vale mais que mil palavras

Resistir é uma ação que corre pelas veias do povo indígena brasileiro, que não é uma escolha, mas a única maneira de ainda continuar existindo. Ontem escravizados pelos colonizadores, hoje ameaçados pelos ternos e togas e o amanhã ainda incerto, mas já com suas terras prometidas para o poder econômico.