setembro 30, 2026

Polpa de café acelera recuperação de área degradada

Um experimento realizado em uma antiga pastagem no sul da Costa Rica mostrou que resíduos da produção de café podem acelerar a recuperação de áreas dominadas por gramíneas. Em dois anos, a parcela tratada com polpa de café passou a ter mais de 80% de cobertura formada pelas copas das árvores.

O estudo foi conduzido em 2018, em Coto Brus. Os pesquisadores espalharam cerca de 360 metros cúbicos de polpa de café em uma área de aproximadamente 35 por 40 metros. O volume equivale a cerca de 35 caminhões e pode representar até 100 toneladas, considerando uma estimativa baseada na densidade do material.

Estudo propõe protocolo unificado para rastrear cadeias de soja e carne no Brasil

Um estudo inédito do instituto WRI Brasil propôs um protocolo unificado para as cadeias de soja e carne bovina brasileiras, visando facilitar o comércio com a China e atender às exigências internacionais sem criar novas regras. O grupo responsável entende que o Brasil já possui ferramentas suficientes para monitorar desmatamento e rastreabilidade, mas ressalta que elas são pulverizadas e utilizam critérios diferentes. A ideia é integrar essas iniciativas em um único referencial.

Tecnologia para recuperar pastagens degradadas ganha espaço diante de desafio da pecuária brasileira

Recuperar áreas de pastagem degradadas tornou-se um dos principais desafios da pecuária brasileira. Segundo dados do MapBiomas, o Brasil possui cerca de 164 milhões de hectares destinados à atividade, e aproximadamente 60% dessas áreas apresentam algum grau de degradação, conforme estimativas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O cenário tem impulsionado a busca por tecnologias capazes de aumentar a produtividade sem a necessidade de abertura de novas áreas.

Manejo e reposição de nutrientes são decisivos para evitar degradação de pastagens

A degradação de pastagens é um processo gradual, que pode ser evitado quando o produtor acompanha indicadores de produtividade, capacidade de suporte, cobertura vegetal e fertilidade do solo. O alerta é do pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Manuel Cláudio Motta Macedo, referência em manejo e recuperação de pastagens tropicais, em palestra durante o Dia de Campo da Expedição Baldan e Embrapa “Recuperação de pastagens degradadas – o futuro do agro passa por aqui”, promovido em Campo Grande (MS).

Pastagens degradadas limitam produtividade da pecuária brasileira

A resposta a essa pergunta define o rumo da pecuária em qualquer propriedade rural. Infelizmente, ainda prevalece a tendência de não se tratar as pastagens como lavoura, embora sejam elas que produzem os alimentos mais nobres da nossa mesa: a carne e o leite.

China adota selo socioambiental do Imaflora para garantir carne brasileira sem desmatamento

Principal destino das exportações de carne bovina brasileira, a China vai começar a aceitar uma nova certificação que atesta que os produtos não estão associados a desmatamento. Chamado Beef on Track (BoT), o selo foi desenvolvido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) para monitorar e verificar a conformidade socioambiental da carne do país.

Cuidar bem das pastagens é proteger o solo

O solo é o principal patrimônio do agricultor, um organismo vivo, que além de garantir a produção, é também o maior reservatório de carbono terrestre. Contudo, infelizmente, tem sido tratado como um recurso infinito. No Brasil, o grave problema da degradação das pastagens representa não só um desafio econômico, mas um enorme problema ambiental.

Pesquisa aponta a estruvita como alternativa nacional para fertilizantes fosfatados

Cientistas da Embrapa Agrobiologia (RJ) apontam que o uso da estruvita como um fertilizante de liberação lenta, produzido a partir de resíduos da suinocultura, é uma alternativa viável para reduzir a utilização de fertilizantes fosfatados importados nas lavouras de soja e trigo. Experimentos em lavouras de soja, por exemplo, mostraram que o produto foi capaz de suprir em até 50% da demanda por fósforo, mantendo a produtividade de 3.500 quilogramas por hectare (kg/ha), semelhante à da soja nacional em 2025, que foi de 3.560 kg/ha com uso de fertilização convencional.