Pesquisa aponta a estruvita como alternativa nacional para fertilizantes fosfatados

Cientistas da Embrapa Agrobiologia (RJ) apontam que o uso da estruvita como um fertilizante de liberação lenta, produzido a partir de resíduos da suinocultura, é uma alternativa viável para reduzir a utilização de fertilizantes fosfatados importados nas lavouras de soja e trigo. Experimentos em lavouras de soja, por exemplo, mostraram que o produto foi capaz de suprir em até 50% da demanda por fósforo, mantendo a produtividade de 3.500 quilogramas por hectare (kg/ha), semelhante à da soja nacional em 2025, que foi de 3.560 kg/ha com uso de fertilização convencional.
Só 34% dos produtores conhecem crédito de carbono

O crédito de carbono começa a ganhar espaço no agronegócio brasileiro, mas ainda está longe de ser um tema amplamente disseminado entre os produtores rurais. Segundo a 9ª edição da Pesquisa Hábitos do Produtor Rural, realizada pela ABMRA (Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro) e divulgada com exclusividade pela CNN, 34% dos produtores afirmam saber do que se trata o mecanismo
Mesa da Pecuária propõe ajustes para ampliar recuperação de pastagens no Brasil

A recuperação de pastagens degradadas ganhou protagonismo na agenda do agronegócio brasileiro com o lançamento do Programa Caminho Verde Brasil, em 2025. Diante desse cenário, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável apresentou um conjunto de recomendações para aprimorar a política pública, com foco em ampliar sua efetividade e alcance no campo.
O material foi elaborado pelo Grupo de Trabalho de Terra da instituição e traz uma análise técnica sobre o desenho do programa, incluindo avanços, limitações e propostas para fortalecer a implementação junto aos produtores rurais. A iniciativa busca contribuir para que a recuperação de áreas ocorra com maior escala, previsibilidade e acesso.
Calor extremo está levando agronegócio ao limite, diz ONU

Ondas de calor extremo mais frequentes e intensas estão ameaçando a produção de alimentos no planeta, segundo um relatório divulgado nesta última quarta-feira (22/4) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização Meteorológica Mundial (WMO).
“O calor extremo está, cada vez mais, definindo as condições nas quais o agronegócio opera. Mais do que um risco climático isolado, funciona como um fator que amplia as fragilidades existentes da agricultura”, disse a secretária-geral da WMO Celeste Saulo
Passaporte Verde mobiliza setor pecuário em Mato Grosso e entra na fase decisiva de regulamentação

O Programa Passaporte Verde, criado pela Lei nº 13.153/2025, entrou no centro das discussões sobre o futuro da pecuária em Mato Grosso após audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT), no dia 23 de fevereiro. A iniciativa, que estabelece diretrizes de sustentabilidade para a cadeia bovina e bubalina, avança agora para a fase de regulamentação sob forte atenção do setor produtivo.
Agronegócio precisa de quase R$ 50 trilhões por ano para enfrentar as mudanças climáticas

O volume de recursos necessário para enfrentar as mudanças climáticas até 2035 alcança cerca de R$ 41,6 trilhões por ano, segundo estimativas internacionais consolidadas, mas o fluxo global de investimentos ainda está muito abaixo desse patamar, revelando um descompasso que tende a impactar diretamente a produção agropecuária. Dados do relatório Global Landscape of Climate Finance 2025, da Climate Policy Initiative, mostram que o financiamento climático global atualmente gira entre US$ 1,9 trilhão e US$ 2 trilhões por ano — o equivalente a R$ 9,9 trilhões a R$ 10,4 trilhões. A diferença entre o necessário e o realizado expõe não apenas a limitação de capital, mas sobretudo dificuldades estruturais de direcionamento e execução desses recursos.
Acordo UE-Mercosul abre janela para agronegócio brasileiro reposicionar imagem no exterior

A entrada em vigor provisória do acordo comercial entre a União Europeia e os países do Mercosul, marcada para 1º de maio, abre um novo ciclo para o agronegócio brasileiro. O movimento vai além do acesso tarifário, pois coloca em pauta o posicionamento do setor diante de um mercado cada vez mais orientado por critérios de origem, transparência e práticas ambientais.
O tema foi debatido pela Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA), com a participação do conselheiro de comércio da Delegação da União Europeia em Brasília, Damian Vicente Lluna.
Agricultura de baixo carbono ganha espaço no Brasil

As metas são alcançar 72,68 milhões de hectares entre 2020 e 2030 por meio da adoção de tecnologias como recuperação de pastagens degradadas, sistema de plantio direto, sistemas de integração, florestas plantadas, uso de bioinsumos e sistemas irrigados.
Reduzir o impacto ambiental da agropecuária é assunto incontornável no campo e nas discussões sobre o futuro do setor. Nesse contexto, a chamada agricultura de baixo carbono vem sendo se popularizando como uma estratégia para conciliar produtividade e sustentabilidade.
Capim adaptado ao calor extremo vira aliado da pecuária no semiárido

No semiárido brasileiro, produtores têm adotado novas tecnologias para enfrentar os efeitos da seca e manter a produtividade no campo. No Ceará, o uso de pastagens plantadas por mudas clonadas tem se destacado como alternativa eficiente para melhorar a alimentação do rebanho e ampliar a produção de carne e leite.
Apesar do avanço da agropecuária na região, o clima ainda é um dos principais desafios. A estiagem prolongada compromete a qualidade e a disponibilidade de pasto, impactando diretamente o desempenho dos animais.
Para driblar esse cenário, produtores têm investido em capins melhorados geneticamente, mais adaptados às condições do semiárido. Um dos destaques é o capim tifton 85, desenvolvido a partir do cruzamento de espécies forrageiras, com alta tolerância a temperaturas elevadas.
Quase 80% dos brasileiros exigem carne sustentável, mas nem todos aceitam pagar mais

Uma pesquisa realizada com mais de mil pessoas de todo o Brasil aponta que quase 80% dos brasileiros se preocupa tanto com a origem da carne bovina como com a forma como ela é produzida.
O levantamento, realizado pelo Instituto Qualibest e apresentado neste fim de semana no Simpósio Nutripura, em Mato Grosso, identificou que 78% dos entrevistados consideram importante ou muito importante que o produto seja produzido de forma sustentável.
Desses, 44% disseram que esse ponto é “muito importante” e 34% que o consideram “importante”. Além disso, 44% deles acham relevante saber a origem da carne e 33%, “muito importante”.